A dificuldade em conceituar arte sexta-feira, nov 17 2017 

Ainda hoje estamos lidando com as repercussões em torno da mostra de arte do “Queermuseu” eu não estive na mostra, não vi 1/3 das obras expostas, vi apenas o que apareceu em redes sociais, mas como toda palpiteira claro que vou dar meu pitaco. Não vou falar da mostra em si, mas da dificuldade em conceituar arte. Me lembro do ano 2000 quando entrei na faculdade de letras e esteirei teoria da literatura 1 na UFG. A primeira pergunta da professora Zenia para nós foi “o que é arte ?” Naquele ano ela nos apresentou o conceito de arte da literatura francesa e Honoré de Balzac, a noção de arte da poética clássica com ênfase em Aristoteles, e muito mais. Por conta própria passo dias na biblioteca tentando responder essa pergunta que parece tão simples mas não é. No centro espírita em que cresci e formei os alicerces da minha visão de mundo eu trabalhava no teatro e aprendíamos que a “arte é o belo criando o bom ” e eu gostaria que a arte de resumisse a isso, mas a faculdade me mostrou que não. A arte pode ou não ter função social. Pode ser bela, pode ser feia, pode chocar, pode ser panfletária, pode fazer sentido hoje e ser nada amanhã. Quando vejo a polêmica da mostra de arte Queermuseu que tentou ser inovadora, mas esbarrou em uma série de conceitos e pré conceitos. Sem conhecer as obras /e mesmo que conhecesse, não posso fazer juízo e valor das obras. Mas posso dizer uma coisa. A arte não previa agredir para ser relevante. Não acho que a arte que machuca sobreviva ao juízo do tempo. Acredito que a arte possa passar pelo feio sem ser grotesca, Herberto Helder – poeta português – prova isso. Seus lemas passam pelo grotesco sem ser repulsivo ou repugnante, ao contrário transborda beleza. Chocar e ferir chamam a atenção, mas nem sempre cumpre o objetivo final da obra. Por outro lado nem tudo que choca foi feito para isso. Géis aí o grande problema. Quando sabemos que a é arte e quando é provocação gratuita? Olhando – virtualmente alguns quadros renascentistas consagrados certa vez vi um lindo jardim bucólico, de longe era a representação da paz e da pureza virginal dos poemas pastoris, olhando com cuidado mais de perto era uma cena digna das profundezas do umbral com orgia…O quando é consagrado como arte clássica.

O que a classe média diria de um quadro desse em exposição no Brasil ? Criticariam ? Fechariam a mostra ?

Definir arte é complicado. Fazer verdadeira arte mais ainda, em especial arte panfletária e/ou militante. A maior parte das obras deste gênero – pintura, escultura, literatura raramente sobrevivem ao fim de seu momento sócio-histórico.

As pouca obras que eu vi seguiam esta linha. Se eram boas ou ruins ? Algumas me fizeram pensar outras só me incomodaram profundamente. Marcel Duchamp pode ter sido inspiração para alguns destes artistas por ter sido um mestre em chocar. Até hoje se discute se a obra dele é ou não arte. Muita gente tenta passar coisas estranhas e mesmo lixo por arte depois disso. Mas o quanto do concelho destes imitadores é ou não válido? Em seu tempo ele fez a sociedade refletir sobre o conceito de arte, de belo de cotidiano. Sobre o que a arte de hoje te dá refletir ? Mesmo a arte sacra tem sua cota de cenas chocantespor que a nudez infantil aqui é menos incomoda ? Porque sexualizamos certas obras e outras não?há menos violência aqui que em uma obra que retrate o abuso infantil ou a morte na favela ? Como diferenciar a violência que agride e a que tem o objetivo de incomodar para mudar uma situação de violência ?

Particularmente não gosto da imagem brutalizada do Cristo crucificado, para mim ele está muito além da figura quebrada que tantos amam expor, ele está para mim na imagem fraterna e radiosa, mas entendo o apelo que muitos sentem por esse tipo de imagem. Muitos sai como o eu do poema de Gregorio de Matos.

Então o que é arte ?

Nem tudo que eu vir por aí vou aplaudir como arte,as todo que me levar a refletir de forma positiva para meu crescimento moral, que tocar meu coração, que me lembrar de amar meu semelhante e respeitar seu espaço eu levarei em consideração.

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Mafalda – inovadora até nos dias de hoje quinta-feira, nov 16 2017 

Ser gentil sem falsidade faz bem para a alma – só acho terça-feira, nov 14 2017 

http://www.resilienciamag.com/ser-gentil-e-sinal-de-superioridade/

Ser gentil é sinal de superioridade!

Eu gosto de gente educada, que diz por favor, com licença,  obrigado e desculpe…Bom dia ao chegar ou um simples olá, o singelo ato de olhar nos olhos e oferecer um pouco de si , doar-se sem pensar na retribuição dos  próximos minutos,  das próximas  horas, dias ou de uma vida. Eu gosto mesmo é das gentilezas despretensiosas, de empatia, de gente que se importa, observa e respeita a posição do outro e não sai por aí querendo obter vantagem em tudo! Infelizmente em nosso dia a dia, nas situações mais corriqueiras, testemunhamos muitos exemplos de falta de educação, atitudes que causam indignação em quem tem a educação em patamar alto e abomina certos comportamentos incompatíveis com o coletivo.

Resposta à corrupção sistêmica terça-feira, nov 14 2017 

A coisa mais revolucionária que podemos fazer contra a corrupção é buscarmos ser a melhor pessoa que pudermos dia após dia.

Se nos empenhamos em ser todos os dias a melhor versão de nós mesmos significa que dia após dia lutamos contra:

  1. O desejo de levar vantagem em detrimento de outrem
  2. O desejo de ganhar, crescer ou lucrar na desgraça alheia
  3. Pequenas corrupções como estacionar em fila dupla ou estacionar na vaga de idosos
  4. Ser grosseiro ou agressivo no trânsito …
  5. Furar fila
  6. Não devolver algo que pegou emprestado
  7. Trocar paz de espírito por dinheiro
  8. Achar que porque ninguém viu que está tudo bem
  9. Não buscar o dono de algo perdido – na rua, no trabalho, no ônibus, no avião (aquele ditado de achado não é roubado é uma mentira se achou é porque alguém perdeu e fará falta ao dino como faria a você)

Parece bobo, mas se uma em cada 100 pessoas praticar todos os dias em atos simples podemos formar uma corrente, tocar o coração dos nossos semelhantes e quem sabe mudar nossa realidade em que o homem tem sido Lobo do homem.

Se conseguirmos ser mais solidários entre nós a lógica aplicada hoje sobre os dinheiro público deve mudar. Precisamos de consciência coletiva de que o bem público é para beneficiar a todos, para termos consciência político administrativa de que o dinheiro público não é para enriquecimento ilícito mas para beneficiar o mesmo povo que o gerou por meio de impostos.

O que pensamos de nós mesmas segunda-feira, nov 13 2017 

Mais uma vez estou vendo estourar nas redes sociais a problematização da sexualização exagerada das mulheres no cinema e tv. Quando dizemos “das mulheres” parece que não estamos nos incluindo no bolo, mas a verdade é que não podemos nos excluir deste problema.

A sexualização das meminas começa muito cedo quando colocamos coisas fofinhas nas meninas e roupas mais confortáveis nos meninos, quando ditamos que brinquedos são de meninos e meninas.

Hoje falamos dos figurinos das “Amazonas” no filme atual da DC em comparação as mesmas amazonas no filme Mulher Maravilha – Como mulher fico muito incomodada com a diferença, até enojada.  Homens quando retratam mulheres guerreiras elas precisam ser sempre colocadas seminuas enquanto homens ganham roubas e/ou armaduras elaboradas.

Acho que falo por grande parte de nós mulheres quando digo que estou cansada de cagarem nas personagens femininas. Nós queremos personagens com as quais possamos nos identificar e é difícil ter empatia por uma amazona semi nua excessivamente sexualizada, despersonalizada e até mesmo masculinizada. O que é triste porque no filme Mulher Maravilha elas são incríveis.  Homens literalmente destroem as personagens femininas e tem um imenso prazer nisso. Neste sentido acabo preferido algumas personagens da Marvel – Eu cito Lady Sif que ficou top, a Viva Negra, que apesar da roupa colada não anda nua,  a Piper – que pode até parecer bobinha, mas é mais inteligente que Tony Stark no quesito finanças, e tem muito mais maturidade que o protagonista sendo a verdadeira pessoa de negócios do filme…

Mas a arte imita a vida, e essa sexualização, essa nudez despropositada deixa as personagens femininas no mínimo risíveis é fruto do desrespeito e sexualização que sofremos no nosso dia a dia. Que personagem masculino (que não seja o Conan )- vai para a batalha de sunga?

Fernanda Nia ilustra bem o tema –

E uma coisa é fato, esse tipo de representação do corpo feminino afasta as mulheres dos filmes de heróis. Ver a objetificação nos incomoda, e muito. Vemos personagens que poderia ser incríveis reduzidas a peito, bunda, barriga e pouca inteligencia. Definidas muito mais por seu apego ao herói que por ideias próprias, feitas para a fantasia sexual dos marmanjos e não para representar um eu feminino. Ver um bando de marmanjos exitados também, nos deixa desconfortáveis nas salas de cinema, ou mesmo em casa.

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