Noite passada me apaixonei completamente por uma série televisiva.

Quem me conhece sabe que sempre gostei de bons documentários. Lembrando que um documentário, seja um bom ou ruim, não é um detentor de nenhuma verdade cientifica absoluta, mas sim um ponto de vista. Os bons documentários são nada mais que pontos de vista bem defendidos e com bases e em geral com base mais consistente.

Dentre os documentários que mais me impressionaram na infância estão os da National Geofraphic e Discovery Channel. Na minha adolescência  houve um fascino pela riqueza de pesquisa e de imaginação de “Ancient Aliens” baseado em “Seriam os Deuses Astronautas”

Hoje depois de muitos anos novamente surge um que me deixa fascinada pela riqueza de informação, beleza da imagem e linguagem acessível. Trata-se do documentário Cosmos.

Nunca fui boa em matemática, mas sempre me fascinaram coisas como a teoria das Cordas, A Teoria da Relatividade, A ideia do multiverso. Apesar de todo meu problema com a parte numérica eu acredito sim que a Matemática seja uma linguagem universal, e acredito que um dia a física será capaz de fazer a reconciliação entre a ciência e a ideia de Deus.

Isso porque um Deus perfeito e infinito não poderia ter sido compreendido ou ter sua criação compreendida quando somos ainda bebês em comparação a vastidão do nosso universo.

Estamos engatinhando ainda em relação a conhecer a nós mesmos.

Se sobre o funcionamento do nosso próprio corpo ainda há tanto a aprender e descobrir imagine sobre a criação como um todo.

Como crianças começamos engatinhando, pelas pradarias vivendo como caçadores e coletores na própria inocência Adâmica.

Aprendemos a andar sobre duas pernas e logo começamos a acreditar que eramos o centro da criação divina.

A medida que descobrimos como cultivar a terra e passamos a acumular coisas que não precisamos de fato passamos também a sonhar com uma era passada em um jardim paradisíaco quando em nossa simplicidade não precisávamos de nada, pois a natureza tudo provinha.

Penso que o pecado original foi o conhecimento de que pelo trabalho podemos acumular coisas e o acumular nos fez egoístas e orgulhosos.

Faz bem pouco tempo que descobrimos que não somos o centro do universo, que não é  sol que gira em torno da terra, igual uma criança descobre que não é o centro da vida de seus pais e que eles possuem outras responsabilidades além dele.

O conhecimento da vastidão da criação divida e da complexidade das leis que a regem nos ensina a ser mais humildes.

Imagino o quanto ainda há para aprender sobre nós mesmos, sobre a maquina maravilhosa que chamamos de corpo e sobre a vastidão que nos cerca.

Nos ocupamos com mesquinharias quando nossa existência é poeira de estrelas. Somos arrogantes e vingativos e nos esquecemos que nossa existência é tão breve quanto um suspiro.

Desperdiçamos tempo e energia no mal do nosso próximo quando poderíamos estar sendo felizes e espalhando bem.

Nos apegamos ao agora, mas nem mesmo sabemos o que é o agora ou o que significa estar aqui. Uma vida é muito pouco para aprender tudo que o nosso pequeno mundo tem para ensinar e mesmo assim perdemos tempo acumulando riqueza, negando um gesto de bondade, desejando o que pertence a outrem, nos revoltando pelo que não conseguimos fazer. Isso nos faz ainda menores do que já somos.

 

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