As mentiras que nos contam para justificar os aumentos

O nosso país, desde a época em que era colônia de Portugal, sempre visou o lucro de poucos em detrimento de muitos.

Os poucos eram os portugueses e filhos de portugueses que queriam enriquecer e voltar para a Europa.

Hoje temos oligarquias políticas que enriquecem as nossas custas e vão para a Califórnia, Miami, Nova York e claro destinos europeus. Não me parece que nosso país tenha mudado muito desde que era uma colônia escravagista.

Não investimos em tecnologia, nossas universidades estão sucateadas e nossos grandes produtos de comércio são café, soja, cana/açúcar e carne -bovina e de frango, sem falar das frutas tropicais – mas nada disso é feito para o mercado interno. Os produtos de melhor qualidade vão para fora vendidos em Euro e Dólar.

Nós, mercado interno comemos os restos. O lixo que o consumidor americano, europeu e asiático rejeitam e ainda pagamos caro por isso.

Estamos agora vendo agora os pecuaristas justificarem o aumento da carne com, a “seca que causa a falta de carne de gado no mercado” “e o aumento do dólar aumentando o custo dos insumos da criação de frango” apesar disso o preço do que é vendido para fora continua mais baixo que o que é vendido aqui dentro do país e pior, com uma qualidade muito superior.

Comemos restos, rejeitos de comida e pagamos peso de ouro por isso. Estava na hora da população começar a exigir qualidade de vida, e qualidade nos produtos que compramos. Não somos cidadãos de segunda classe, nem valemos menos que os americanos, asiáticos ou europeus que compram nossas laranjas perfeitas suculentas e sem semente, as uvas perfeitas, etc.. Se derem produtos de qualidade com preço real, acessível, sem superfaturamento o cidadão médio compra isso movimenta a economia, faz o país crescer.

Merecemos qualidade de vida, mas nosso passado/presente de colônia de exploração não permite. Nos curvamos aos interesses dos que nos dirigem e que não se importam com o bem estar.

Somos negligenciados desde o péssimo material que reveste nossas ruas até naquilo que comemos e no transporte que nos leva ao trabalho.

Posso parecer meio revoltada, mas o que sinto não é revolta. É uma profunda tristeza de sermos um país tão rico e cuja população não usufrui de nada.

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