Você prefere copa do mundo ou carne na mesa?

Bom dia caros leitores!

Normalmente não tenho muito tempo para televisão, em especial os canais abertos. Confesso que desde a adolescência que não tenho paciência para “rede globo” “Record” “SBT”, mas gosto de ouvir o jornal da manhã enquanto me arrumo para trabalhar. Um habito que adquiri ainda na faculdade, quando saía pouco depois das seis da manhã e tudo que eu conseguia acompanhar era um pedaço do globo rural.

Hoje acompanhando o jornal – que é sempre tendencioso e, claro, tende a atuar a situação sendo governista estava observando algo que lá em casa temos sentido na pele. O aumento do preço da carne.

Para quem é da minha geração – nascidos nas décadas de 80 e 90 há pouca lembrança da ultima vez que os preços foram tão inconstantes, subindo a cada semana. O plano real permitiu que crescêssemos com uma aparente estabilidade, que agora está ruindo sobre nossas cabeças.

Observe – toda semana separamos 60 reais para comprar a carne da semana e alimentar 5 adultos por 7 dias. Na primeira semana pudemos comprar uma quantidade razoável, na segunda semana menos 200 gramas, na terceira semana menos 400 gramas e agora na nona semana precisamos comprar bastante mandioca e batata para completar pois a carne já não é suficiente.

Não é só o bife que teve aumento de preço, mas todas as carnes, incluindo a rejeitada  – pelo preconceito de nossas raízes escravistas – carne de segunda.

O jornal Opção online, abem como o bom dia Goiás informam um aumento de 10% nas ultimas duas semanas, mas para quem tem feito as contas nos últimos 3 meses sabe que o aumento foi muito maior que isso.

Estamos todos focados na chamada “Copa do Brasil” que está comendo bilhões dos nossos impostos, sem dar infraestrutura de verdade para as cidades cede, permitindo o extravio e roubo de outros bilhões que não aparecem nas contas oficias, amortecendo escândalos como as ameaças a ao único juiz que teve coragem de enfrentar os criminosos do mensalão, amortecendo e anestesiando o povo para os escândalos da Petrobrás e pior anestesiando o povo com relação a inflação que está comendo nossos parcos salários.

Caro leitor faça as contas de quanto você gastava em janeiro para comer e quanto gasta hoje.

A crise é tão verdadeira que domingo, dia das mães eu saí pela cidade, fui nas principais áreas de comercio que costumam estar mega-lotadas com os filhos que não tiveram tempo de comprar seus presentes. Nos comércios populares como a Feira Hippie e a Feira da Estação – Hoje Estação Goiânia – os comerciantes abordavam os poucos gatos pingados que andavam pelos corredores como lobos – educados  porém – famintos. Houve descontos e promoções de mais de 50% e mesmo assim as pessoas olhavam e não compravam.

O dinheiro sumiu do mercado e o bolso das pessoas está vazio. Com o aumento do custo do transporte publico, da gasolina que tem custado peso de ouro, dos impostos, da comida – carne, arroz, feijão, hortaliças, as pessoas não tem dinheiro para gastar com roupas ou lazer, não tem como dar presentes sem se afogar ainda mais em dívidas isso quer dizer que a economia do país não cresce.

Estamos na beira de um precipício desde que do senhor Lula assumiu o poder, Nossos governantes anteriores mamaram nas tetas do poder o quanto puderam, mas poucos foram tão destrutivos para a economia como Fernando Collor de Melo, Lula e Dilma. Claro que eles não estão sozinhos, eles arrastam uma corja de comparsas com eles que roubam os recursos que que fariam nosso país crescer. engordam as contas bancárias e muito em breve nossa geração que aprendeu a consumir coca cola como se fosse água e a comprar roupas de marca vai passar pelo que nossos pais viverem antes do plano real. A alta constante de preços e a necessidade real de armazenar comida para não passar fome porque o preço da segunda não será o mesmo terça ou quarta feira.

Não estou exagerando, nem sendo pessimista, só estou fazendo as contas dos meus gastos nos últimos 3 meses. Se em três meses meu salário defasou tanto imagina o rombo até fim do ano.

Penso naqueles que são forçados a viver com um salario mínimo, e precisa comer, pagar aluguel e ir para o trabalho. O dinheiro acaba já na compra do mês. Não sobra para transporte, muito menos lazer.

Quanto a população não tem dinheiro para gastar a economia afunda. Foi assim que os EUA quebraram e levaram quase metade do mundo para o buraco em 1929, foi assim que o Brasil entrou em colapso quando Fernando Collor confiscou as poupanças dos cidadãos de bem e vai ser assim que possivelmente estaremos depois dessa copa.

E depois me perguntam porque eu não gosto de futebol. Para mim o futebol é o opio do brasileiro. A droga que anestesia e o faz esquecer das suas necessidades reais e imediatas. Mecanismo de controle e alienação.

Por isso não me verão vestida de verde a amarelo, nem me verão torcer em jogo algum.

Não sou contra o esporte, sou contra ele ser usado de forma antiética.

 

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