Gostaria de ter mais tempo para dedicar as minhas leituras. Há dezenas de livros que eu gostaria de ler.

Esta semana comecei a ler uma saga interessante. Embora os últimos meses eu tenha lido mais coisas no estilo infanto-juvenil hoje a minha leitura está mais na seara Espirita. Localizei este livro no site http://bvespirita.com/ e me chamou a atenção por ter lido aos meus 15 anos o livro Exilados de capela falando das Raças Adâmicas e de como espíritos de mundos mais evoluídos encarnaram em nosso mundo primeiro por terem sido exilados de seu próprio lar devendo expiar seus defeitos em nosso mundo primitivo com a responsabilidade de nos trazer desenvolvimento moral e intelectual.

É um tipo de literatura que se baseia primeiramente em fé, e apesar disso é perfeitamente crível.

O primeiro volume da saga Chamado “A queda dos anjos” não tem o esplendor dos livros de ficção cientifica nem o apelo de textos como “O 12º planeta” sendo dotado de uma escrita simples quase como uma parábola.

Os personagens do primeiro capitulo são conhecidos por textos bíblicos e lendas como Nirmund e Gilgamesh, mas despidos de toda aura mística que seus nomes evocam.

Nirmund é descrito como um adolescente como tantos outros, em descompasso com sua época. Um descompasso causado por ser um espirito vindo de existências com mais conforto material gerado pelos avanços intelectuais e aprisionado em uma era primitiva, em um corpo mais grosseiro. Embora não tenha conhecimento consciente de suas vidas anteriores seu espirito anseia e o torna melancólico. E não apenas ele, mas toda a sua geração que parece possuir afinidades entre si que os membros de gerações anteriores não possuíam.
São mais inteligentes, mais rápidos e mais sagazes, em contra partida possuem defeitos para muitos quase desconhecidos como o desregramento sexual e a habilidade de mentir.

A vinda deles parece uma faca de dois gumes, pois impulsiona o desenvolvimento intelectual da Suméria, traz avanços como o Arado e expansão do comercio que antes resumia-se a trocas de subsistência. E por outro lado inaugura a época das guerras premeditadas e organizadas além da escravidão.

No segundo capitulo o livro nos leva para Capela, um sistema solar com um sol duplo na constelação de cocheiro e de onde nos vem a noção de Atlântida que seria nossa forma de nos referir aA htilantê, quarto planeta do sol duplo de Capela.

Capela seria  constituído de uma gigante vermelha quatorze vezes maior do que o nosso astro-rei e de um pequeno sol – uma anã branca – que gira em torno dele. Ambas as estrelas mantêm um intercâmbio de fortes jatos de fotosfera um em direção ao outro. Este sol duplo teria uma posição relativa no céu de Ahtilantê que o faz parecer ser cinco vezes maior do que o nosso, entretanto, o calor que chega à superfície do planeta é bem semelhante ao que alcança a Terra, sendo, entretanto, mais suave e uniforme, com um céu alaranjado e pôr-do-sol quase amarelo e vermelho.

O interessante desta segunda parte são as semelhanças morais entre Ahtilantê e nosso mundo hoje.

Estamos no auge da revolução das comunicações e transportes. Com o mundo se tornando tão pequeno a brutalidade e a violência naturalmente se tornam gradualmente intoleráveis. O preconceito quanto a raça, origem, cor e condição social começam a se apresentar como afrontas a lógica. As justificativas morais e religiosas que sustentavam a exploração de um povo por outro caem por terra.

Lendo este livro como obra ficcional ou não ele nos leva a pensar sobre o presente e o futuro. A evolução intelectual e moral das nações é natural, demore 100 ou mil anos nosso mundo está destinado a mudar e os valores egoístas substituídos por valores morais baseados no respeito ao próximo.

 

 

 

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