Albert Paul Dahoui A Saga dos Capelinos – Volume 01 – A Queda dos Anjos parte II

Bom dia!
Depois de alguns contratempos – pensei que a reforma da casa estaria no fim e que eu voltaria para o meu Lar doce lar no sábado – tive um ótimo fim de semana. Estive com amigos queridos, vi um ótimo filme “Malévola” para o qual ainda quero dedicar um post. E Li muiiito.

O livro – A Queda dos Anjos é um livro relativamente pequeno, e claro que a leitura foi rápida, mas me pareceu muito pouco um só post para falar dele.

Isso porque a segunda parte do livro é muito rica.

Não vou entrar no mérito da veracidade ou não da obra, porque como disse no post anterior acredito que o livro traga debates mais importantes do que se há ou não vida em outros mundos.

O debate que ele nos trás é o de valores éticos e morais que são pertinentes a todas a sociedades.

No palco de Ahtilantê em muito se assemelha a nossa sociedade atual, com os mesmos problemas que temos com corrupção, drogas, marginalidade e preconceito.

Neste mundo imensamente maior que a Terra, com uma gravidade menor que permite sua humanidade um tamanho bastante avantajado em relação a humanidade do nosso planeta azul. Ao nos colocar a humanidade de Ahtilantê nascida não da evolução de mamíferos mas de seres reptilianos nos obriga a pensar em nossa própria origem. A humanidade não é apenas definida pela forma bípede que possuímos, mas pela nossa capacidade de pensar e de sentir. Ser humano no sentido amplo do termo não tem haver com a forma do nosso corpo físico.

Vejo pessoas que se entregarem a um ódio ferrenho de seus semelhantes por diferenças de crenças. Uns por serem criacionista e outros por se dizerem darwinistas. Cada qual se achando mais certo que o outro se esquece que independente da crença são todos seres humanos com os mesmos direitos e deveres.

O cenário de Ahtilantê com seus imensos seres azuis que lembram o filme Avatar, verdes, belas mulheres purpuras e cinzas não parece diferente das divisões de raças que fazemos entre branco(arianos), negro, índio, pardo, vermelho(alguns indígenas e aborígenes) amarelos(alguns indígenas e asiáticos)  como se a cor da pele, ou a origem socioeconômica fizesse alguém menos digno de ser tratado como humano.

Criamos divisões cruéis duvidando da capacidade física e mental de seres que são tão diferentes de nós como nós mesmos de nosso reflexo no espelho. Pois independente da cor e da origem todos sentimos fome, nos apaixonamos, estamos sujeitos a raiva e a ira, aos vícios que o mundo oferece bem como somos capazes de amar e perdoar.

Ao retratar tão vivamente as regiões umbralinas e os processos obsessivos, não posso deixar de pensar em nossos próprios “demônios”. O livro descreve como imensas hordas e legiões se empenham em espalhar o mal e a corrupção pelo orbe de Ahtilantê, incentivando por processos obsessivos o abuso de drogas, álcool e sexo. No fim estes seres só são capazes de influenciar os “vivos” – encarnados – respeitando  o livre arbítrio. Eles não inventam mazelas morais para as pessoas, apenas se aproveitam das fraquezas que elas já possuem para chegar aos extremos da decadência.

Ou seja, somos sempre livres para escolher o nosso caminho, seja bom ou ruim. Nós escolhemos se vamos amar ou odiar, se seremos honestos ou corruptos, se vamos ou não abusar de algum modo do nosso semelhante. Esse plantio é livre. Mas uma vez que tenhamos escolhido o caminho da maldade e do egoísmo abrimos as portas para a lei do retorno. O que fazemos ao nosso próximo em algum momento retorna para nós. Se escolhemos plantar o mal sempre encontraremos maus conselheiros que nos ajudaram a ampliar nosso plantio se aproveitando de nós como achamos que estamos nos aproveitando de outros. Quando escolhemos semear o bem também sempre encontraremos quem nos apoie, e os obstáculos no caminho são naturais testando nossa determinação. Afinal ser omisso é sempre mais fácil que fazer o bem e a omissão também é uma escolha.

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