Sempre que vejo os debates acalorados entre defensores da Dilma e antagonistas – direitistas ou não a primeira coisa que me vem a cabeça é  que de ambos os lados há corrupção ativa e passiva. Não acho que o problema seja a Dilma em si – embora ela tenha feito muita burrada – mas o nosso sistema político-econômico como um todo.

Não adianta endeusar Fernando Henrique e malhar a Dilma ou vice e versa. O fato é que não importa quem esteja no poder se nós cidadãos não mudarmos. A política é um circulo vicioso de corrupção que no fim das contas reflete a mentalidade do cidadão comum que quer sempre levar vantagem, que fura fila, que ao receber troco a mais prefere ficar a devolver a diferença, no pedir emprego para um parente porque o tio fulano trabalha lá, ou tem contato com o político tal.

Já tive minhas ilusões de que o PT mudaria o país, votei no Lula e cheguei a votar na Dilma e como muita gente me senti traída com os escândalos de corrupção e com as promessas de reforma agrária.

Não tenho ilusões quanto ao MST – sei que na maioria são grileiros safados, mas nosso país precisa sim de uma reforma agrária por termos mais latifúndios que qualquer outro país do mundo e nossa população só come os restos das lavouras já que os melhores produtos são exportados.

Precisamos investir mais nas universidades e nas pequisas cientificas, somos capachos de outros países nos setor industrial e tecnológico porque não produzimos tecnologia.

Precisamos sim de menos impostos e mais obras publicas (que não sejam superfaturadas)

Precisamos lutar contra a privatização das rodovias pois já pagamos a manutenção delas com o nosso IPVA, bem como os mais de 40% de imposto cobrado no preço da gasolina que compramos.

Mas não vamos conseguir conquistar nada pela violência. O mundo e a história da humanidade nos mostram que violência só gera mais violência. Se queremos mudar o país devemos começar nas pequenas coisas. Devemos cuidar melhor da nossa rua, do nosso bairro, da escola dos nossos filhos e da educação deles. Ser presentes e não deixar que os professores sejam responsáveis por tudo.  Os professores estão morrendo e sala de aula apresentando o maior índice de depressão e incapacidade mental e síndrome do pânico que qualquer outra profissão.

Se queremos construir um país melhor, não é na base do quebra quebra que vamos conseguir. Nossa melhor chance de melhorar o país é sermos menos egoístas, menos alienados e mais atentos aos pequenos problemas pois é a soma deles que desestabiliza a sociedade. Nossa melhor chance de melhorar o país é sermos menos egoístas, menos alienados e mais atentos aos pequenos problemas pois é a soma deles que desestabiliza a sociedade. Sejamos mais participativos nas reuniões de bairro, nas reuniões escolares. Escolhamos nossos candidatos não pelo beneficio pessoal que ele nos prometa, mas pelas coisas que ele já fez pela comunidade como um todo. Quando somos egoístas e votamos em quem nos favorece individualmente nós estamos pedindo para ser enganados e roubados. Quando pensamos que os benefícios para a comunidade são para nós também e bem mais duradouros estamos construindo um país de 1º mundo. 

Anúncios