Estou começando os estudos do Módulo 2

Temática  do primeiro tópico “O que são as drogas?”

De origem controversa, a palavra droga pode ter origem do persa droa (odor aromático), do hebraico rakab (perfume) ou do holandês antigo droog (folha seca, porque antigamente quase todos os medicamentos eram feitos à base de vegetais).

De acordo com  a Organização Mundial da Saúde – OMS, 1981: “qualquer entidade química ou mistura de entidades (mas outras que não aquelas necessárias para a manutenção da saúde, como por exemplo água e oxigênio), que alteram a função biológica e possivelmente a sua estrutura”

Mas será que definir o que são drogas é tão simples assim?

Para nós a palava “droga” tem uma conotação negativa pois vai remeter a situações de risco a saúde, a vida e a integridade física. Vivemos em uma realidade na qual tudo que existe está inserido dentro de um contexto, e no nosso contexto atual o termo droga nos remete aos abusos cometidos de substâncias como maconha, crack, heroína, metanfetaminas etc… assim a palavra e o tema se torna uma especie de tabu.

Em casa falar de drogas é como falar sobre sexos o contraceptivos, ou seja, constrangedor em 90% dos casos. Mas por que é tão constrangedor para pais e filhos falarem de drogas? Talvez pela carga semântica pejorativa da palavra ela tenha sido marginalizada de modo a não vermos como drogas substancias comuns do dia a dia que também o são e causam dependência, são elas álcool, medicamentos diversos, muitos  usados “inocentemente” para ajudar a dormir ou emagrecer, tirar a dor  ou ficar acordado para estudar…

Se deixamos de lado as nossas preconcepções da palavra veremos que a droga em si não é boa ou má. Elas são substancias que podem causar alterações no nossos estado emocional, percepção da realidade ou mesmo no estado físico/emocional.

Então o que torna as drogas ruins? Eu diria que o uso recreativo e inconsequente destas substancias.

A humanidade conhece diversas drogas desde os tempos primitivos. No entanto elas nunca antes foram uma ameaça a juventude, nem a sociedade. Elas tinham um fim especifico – seja rituais religiosos com alteração de consciência como a ayahuasca ou como parte de medicamentos, perfumes , etc…

A unica droga que sempre teve um uso relativamente recreativo era o álcool, que está presente em todas as culturas primitivas e modernas, seja fermentado ou destilado e muitas vezes esteve associado a sobrevivência  de algumas comunidades – em especial em climas muito frios em que ajudavam a aquecer o corpo evitando hipotermia.

Quando demonizamos uma palavra criamos um tabu em torno das pessoas que são usurarias classificando a todos como indivíduos nocivos a sociedade. O uso recreativo de drogas não é a doença em si, mas um sintoma de diversos tipos diferentes de “doenças” sociais e emocionais.

Quando estereotipamos o usuário de drogas temos a falsa sensação de que ele pertence a outra realidade, que é sempre um marginal tatuado e/ou cheio de piercings, que é deliberadamente mau. Estes conceitos arraigados ao inconsciente coletivo faz com que muitos jovens na ânsia de parecer rebeldes ou “durões” ou maduros experimentem algum tipo de droga. Estes conceitos ainda podem impedir que alguém já com problemas peça ajuda para não ser julgado “eu uso mas não sou viciado” “Uso só para desestressar, minha cabeça está muito cheia””Uso só na festa para me divertir mais” todas estas frases são acrecidas de “Mas minha família não pode saber” “Meus pais não podem nem sonhar com isso”

Pode até parecer normal da juventude ter uma cara dentro e outra fora de casa, mas a falta de dialogo sobre temas tão fundamentais faz com que haja desinformação na era da informação.

Não baste ter todos os conceitos ao alcance da mão na internet se na vida real não se pode ter uma conversa franca dentro de casa ou na escola sobre o assunto. Saber teórico e prática muitas vezes nada tem haver. Veja o caso do alcool. È uma droga, tem efeito estimulante e depressor, causa dependência química e emocional, mas como é socialmente aceita ninguém de fato conversa sobre ela. Muitos pais que ingerem a bebida dizem a seus filhos não beba porque faz mal, mas enchem a cara nos fins de semana. Outros lares por cunho religioso não fazem uso do alcool, mas o filho por necessidade de auto afirmação com os colegas faz uso na rua, pelas costas dos pais pois o tema em casa é constrangedor e chato.

Nossa sociedade está cheia de apelos as drogas como se não tivessem consequências na vida pratica. A televisão mostra corpos esbeltos e as garotas querem emagrecer sem se esforçar ou forçar ao corpo um biotipo que não é o seu, para tanto usam os inibidores de apetite – que podem ser estimulantes mentais ou depressivos.

Jovens querem virar a noite e ficam sabendo que um comprimidinho da energia para dançar a noite toda – “Só unzinho para não ser chata.”

Na história da humanidade nunca houve tantas desculpas para se usar uma substancia que altera o estado físico e/ou mental.

Anúncios