Curso de prevenção do uso de Drogas – Modulo 2/2

Entendo que posts muito longos sejam realmente chatos para muita gente. Estamos inseridos numa sociedade que mudou rápido demais com o advento das tecnologias de mídia. A leitura, fundamental para a sobrevivência no mundo contemporâneo, abandonou os requintes de poucas décadas atrás para se adaptar a comunicação rápida – SMS, MSN (já falecido) Orkut (já falecido) Twitter, Whatsapp, Facebook etc… e a escrita acompanhando a necessidade se tornou sintética, quase fonética em alguns casos. Se por um lado isso é bom por outro criou uma nova geração de leitores preguiçosos para os quais textos longos são demasiado cansativos.

A escola que teria o papel de balancear a rapidez da informação com o aprimoramento da escrita, está fracassando miseravelmente.

Então quando vou escrever um post, por mais que esteja empolgada com o tema preciso aprender a conter a verborragia, e até para facilitar a leitura de leitores mais experientes e assíduos que muitas vezes se cansam, não do volume de leitura, mas da tela do computador. Muita vezes compensa fragmentar o tema e vários posts que se complementem – quase como uma série. Assim que pretendo fazer com o teste primeiro texto do módulo 2 – partir ele em blocos temáticos.

O primeiro bloco tentou conceituar o “que são drogas” tentando abordar a questão com a neutralidade exigida por uma palavra em estado de dicionário. Por tanto tentei não tratar o termo “droga” como algo pejorativo.
Acredito que ao desmistificar certas palavras ou termos facilitamos para nós mesmos e nossos alunos a entrada no tema. Não podemos pensar que nossos alunos são santos e que todos estão livres de terem experimentado alguma droga licita ou ilícita. Por isso se queremos atuar no campo da prevenção precisamos permitir que eles entendam que não estamos aqui para julgar ou condenar, mas para construir conceitos. Não se constrói um conceito sólido que vai acompanhar estes jovens por toda a visa através de clichês. Os clichês estão na televisão, no cinema, nas piadinhas, no subconsciente de cada um.

Então para construir é preciso primeiro desconstruir o preconceito, pois ele é como um freio de burro que só permite olhar em uma direção.

Nossos jovens não são burros e já ouviram falar que medicamentos, alcool também são drogas. mas há uma enorme diferença entre saber e entender alguma coisa. Saber é muitas vezes superficial e não afeta as decisões quando somos pressionados por uma situação ou por uma pessoa. Entender é diferente, está enraizado e sobrevive a força das pressões internas e externas.

Saber vem dos conceitos e Entender vem da vivência dos princípios a priori (ver post sobre Kant), ou seja da tomada de consciência de fatos que existem por si independentes do nosso desejo ou vontade. É um fato a priori que drogas matam, mas também é um fato que podem ser usada na medicina para salvar vidas.

Impor uma negativa ou conceito absoluto a um adolescente não tira ele do perigo iminente, no entanto permitir que o adolescente exponha ele mesmo os riscos e consequências envolvidos em seus possíveis atos permite que ele desenvolva o senso de preservação que esperamos dele.

Assim ao falar de drogas ao começarmos pelos conceitos gerais logo eles se lembrarão de experiências mais ou menos marcantes que podem nortear a consolidação dos conceitos preventivos.

Podemos expor textos falando do uso de drogas medicinais no Egito antigo, em rituais religiosos e até mesmo como venenos podem ser usados para criação de vacinas e cosméticos.

A partir daí podemos traçar a história do Álcool e ver como mudou ao longo da história o modo de ser consumido e sua função na sociedade. – Não se trata de uma apologia, mas demonstrar que a evolução da sociedade tanto nos deixou mais conscientes dos malefícios do abuso de certas substancias e que mesmo assim os abusos ainda acontecem.

A falar do álcool e suas implicações sociais abrimos espaço para histórias de família, de amigos e até deles mesmos para em seguida tratar de como classificar essa imensa quantidade de drogas que nos cercam.

  • As substâncias listadas na Classificação Internacional de Doenças, 10ª Revisão (CID-10), em seu capítulo V (Transtornos Mentais e de Comportamento) incluem:

  • álcool;

  • ƒ opioides (morfina, heroína, codeína, diversas substâncias sintéticas);

  •  canabinoides (maconha);

  • sedativos ou hipnóticos (barbitúricos, benzodiazepínicos);

  • cocaína;

  • ƒ outros estimulantes (como anfetaminas e substâncias relacionadas à cafeína);

  • ƒ alucinógenos;

  • ƒ tabaco;

  • ƒ solventes voláteis.

 

Nossos alunos não estão acostumados a pescar, mas que pesquemos por eles dando os conceitos prontos. Então seria um bom exercício dividi-los em grupos para pesquisar cada um dos tópicos e explicar o que descobriu para os colegas. Para explicar vale tudo, cartazes, videos, imagens do Youtube, Facebook… desde que todos os grupos exponham o que descobriram. O ideal seria pedir uma ilustração de pelo menos um efeito nocivo de cada tópico. Uma ilustração grande e bem feita para ficar exposta em um mural na entrada da escola. Caso nem todos os trabalhos fiquem bons que se faça uma eleição para ver quais serão expostos e quais não.

Tenho visto muitos alunos com dons artísticos só esperando uma chance para exibir e esta visibilidade além de fazer bem para o ego permite que eles conversem entre si sobre o tema mesmo depois da aula ter acabado.

A linguagem imagética é muitas vezes mais poderosa que a escrita em especial num mundo dominado por fotos, posteres, filmes, televisão…

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