Marina Silva, eleições e Religião

Bom dia!
Hoje graças a Deus está menos quente que ontem. Minha sala de trabalho é um forno e se depender do tio Marcone P. nós da educação morreremos a míngua. Como não posso falar muito dele deixa eu ir controlando minha língua. :O Até porque o tema do post não é ele, mas a candidata a presidência Marina Silva.

Em primeiro lugar, ainda não decidi em quem votar, apenas em quem não votar.

Em segundo lugar, ainda estou avaliando minha posição em relação ao processo eleitoral e os candidatos, deveria mas não estou assistindo o horário eleitoral isto porque me enoja o modo como é distribuído. Acredito que seja anti democrático que o tempo seja definido pelo tamanho da bancada isso deixa os grandes partidos com um tempo gigante e os pequenos espremidos – no molde Enéias (alguém lembra dele?)

Acredito que seria mais democrático se cada candidato tivesse apenas 5 minutos do horário gratuito. Isso com certeza acabaria com os programas elaborados com mais “novelismo” do que propostas concretas e faria com que os candidatos e eleitores se concentrassem nos debates.

Creio que o debate nos dá uma visão melhor da postura e ideias de cada candidato do que os monólogos narcisistas que somos obrigados a ver. Não acredito em candidatos 100% honestos, mas acredito que devemos procurar por posturas o mais idôneas e coerentes possíveis e é nos debates que conseguimos ver as contradições de cada candidato, pois apesar do discurso preparado é no confronto com os outros que fragmentos da personalidade vem a tona, bem como a postura emocional.,

Neste sentido Dilma me desaponta muito. Ela me parece um candidato sabonete – sempre escorregando. Sobre o Aécio, ele me lembra o Fernando Collor de Melo. Acho eu estava na 4ª série do primário quando ele aparecia no horário eleitoral todo bonito e engomadinho. Me lembro das mulheres mais velhas acharem ele lindo e dizerem que votariam nele porque era um gato. Já naquela época me parecia ridículo. Mas é fato a boa aparência conta muito na corrida presidencial. Nisso Marina sai perdendo.

Outra coisa que conta muito para mim é o respeito ao Estado Laico – Você sabe o que é um Estado laico? É aquele que não é dominado por religião nenhuma. Pois isso garante o respeito a todos os tipos de fé. Este é um dos motivos de não termos Judeus e Muçulmanos se matando aqui, nem católicos e evangélicos explodindo igrejas como ocorre na Irlanda.

Tenho visto as bancadas evangélicas crescerem ano após ano. Respeito a crença de cada um mas acho perigoso quando um homem usa sua posição de pastor para conseguir votos. È uma posição perigosa que brinca com a intolerância religiosa e comportamental. Um Estado não pode definir padrões de comportamento pela religião pois a fé está ligada aos valores pessoais e individuais, quando pensamos em um país devem prevalecer os valores éticos a cima dos preconceitos.

Não acredito que a religião em si seja preconceituosa, mas acredito que homens que usam a religião para se promover transformem os preceitos religiosos em armas contra os que professam uma crença diferente. Por isso acredito que religião e politica não devam se misturar e votar em alguém baseado em sua fé nem sempre garante o caráter do candidato.

Eu gosto da candidata Marina Silva, isto porque mesmo sendo evangélica até agora não tem usado sua religião como escudo ou como arma. Tem se mantido coerente com suas propostas e posturas. Se tenho medo do fundamentalismo religioso – sim eu tenho, mas muito mais por alguns candidatos estaduais do que por parte dela.

Acredito que todo ser humano precise ter uma religião, as religiões em geral nos ajuda nos dilemas diários de certo e errado, ético e anti ético, no entanto a supremacia de uma religião dentro de um país por meio dos mecanismo de poder do estado é perigoso. Pois por mais que as doutrinas sejam boas os homens não são. E um homem que usa a fé de sua congregação para se promover não terá escrúpulos de usar o ódio como ferramenta para esmagar seus opositores.

Um pastor que faz bem a sua comunidade merece todo respeito, agora um pastor que usa sua posição politicamente para ganhar votos é um lobo em pele de cordeiro e não está fazendo diferente daqueles homens entre Israel e Palestina que para se manter no poder instigam a guerra entre as duas fés e causam o sofrimentos de tantos dos nossos semelhantes. Se não queremos no futuro uma situação semelhante aqui no Brasil é hora de repensar os motivos que nos levam a votar em alguém.

O fato de um homem ou mulher ser evangélico ou pastor não os toram candidatos ruins. O ruim é quando o candidato se diz “Pastor fulano” ou “Apostolo Sicrano” e usa a boa fé dos seus irmãos para amealhar votos. Ao invés de se intitular pastor ou apostolo o candidato tem que apresentar propostas que atentam a comunidade como um todo e não apenas os que professam sua fé.

Um governante – presidente, governador, senador, prefeito… deve governar para todos e não apenas para alguns, caso contrário estaríamos abrindo caminho para outro Hitler.

Hitler um dos maiores genocidas da história foi um homem que assim, como certos candidatos, ele defendia apenas os valores e direitos de um grupo específico – no caso dele os arianos louros de olhos verdes ou azuis e corpo perfeito e boa saúde, os demais deviam ser eliminados. Elegeu como inimigos os judeus e matou mais gente que qualquer outro homem na historia. Homens, mulheres e crianças. Alguns candidatos estão demonizando homossexuais, umbandistas etc… Colocar pessoas assim no poder nos coloca a um passo de repetir o que houve na Alemanha.

Não acredito que todos devam aceitar o homossexualismo como algo normal ou fazer apologia a ele ou ao sexualidade, mas devemos aprender a respeitar as pessoas seja qual for sua orientação sexual ou religião. Não é a sexualidade nem o tipo de religião que determina o caráter. Há espiritas, evangélicos, católicos, umbandistas com caráter impecável bom como aqueles que na frente dos irmãos rezam, se emocionam, falam bem e que não sentem o menor remorso em passar por cima dos outros em benefício próprio. Estes segundos usam a fé como escudo.

Neste sentido, até agora tenho gostado das posturas de Marina Silva. Ela não se porta como uma fundamentalista que usaria dos preceitos religiosos sobre a ética, mas por sua posição creio que sofra muitas pressões para incorporar o discurso religioso no discurso político. E na mesma medida que é pressionada creio que seja atacada por aqueles que como eu tem medo do fundamentalismo religioso.

Não acredito que atacar todo candidato evangélico seja a solução, pois nem todo evangélico é preconceituoso. Mas acredito que se deva ter cuidado com aqueles que usam a religião para se promover. Não vejo muito caráter em pessoas assim.

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