Curso de prevenção do uso de Drogas – Modulo 2/5 – Barbitúricos

Barbitúricos 

Os barbitúricos são um grupo de substâncias sintetizadas artificialmente desde o começo do século XX, que possuem diversas propriedades em comum com o álcool e com outros tranquilizantes (Benzodiazepínicos).

Uma definição bem fria na minha humilde opinião. Se queremos atingir nossos jovens não podemos começar lançando conceitos frios. Assim como não se começa um diálogo de supetão ou um post sem introduzir o assunto.

Quando começamos – assim como o post de hoje – jogando o tema na cara dos nossos leitores/ouvintes nós imediatamente perdemos seu interesse.

Na literatura uma das minhas personagens preferidas sempre foi Sherazade por conseguir por 1001 noites manter a atenção do louco sultão Shariar que havia perdido a capacidade de confiar nas mulheres em virtude de uma traição de sua esposa.

Nossos alunos muitas vezes são como Shariar, ansiosos, cheios de necessidades imediatas, inquietos e principalmente resistentes, cheios de desconfianças próprias da idade e muitas vezes agravadas por situações problema em casa e/ou na própria escola.

Ganhar confiança vem em primeiro lugar de termos confiança em nós mesmos e no que estamos fazendo ao começar um grupo de estudos. Se Sherazade não confiasse em si teria sido morta na primeira noite. Devemos aprender a como ela, encontrar estratégias para chegar ao nosso ouvinte, atiçar a curiosidade, mesmo que por meios indiretos. Para atiçar a curiosidade de Shariar, logo após a consumação da noite de núpcias ela pediu para se despedir da irmã contando uma história. Ela retardou o clímax da história até o nascer do sol quando sua execução estava programada, e assim o sultão ansioso a deixou viver mais um dia para ao cair da noite saber o fim da trama.

A curiosidade é uma arma poderosa e da qual não fazemos uso. Aprendemos a memorizar a curiosidade dos mais jovens porque ela nós dá trabalho e então eles a direcionam para longe de nós.

Drogas são sempre um assunto interessante, se como Sherazade, soubermos cativar nosso público.

Como os barbitúricos foram inicialmente usados como drogas indutoras do sono para tratamentos de insonia podemos começar com casos de famosos que tiveram problemas com esse tipo de drogas. Histórias reais sempre chamam a atenção especialmente porque trazem a ideia para mais perto de nós.

A maior parte dos nossos jovens não tem muita paciência para filmes antigos então o ideal trabalhar com histórias curtas e dinâmicas. Nossos jovens nasceram na era da imagem, seus cérebros funcionam diferente do nosso pois tem sido supersimulados por TV, videogames, internet etc…. sendo mais imagéticos do que nós que temos como referencia maior a língua escrita.

Tentar condicionar um jovem acelerado a diminuir o ritmo para refletir a cerca do que está vendo é fundamental, e para diminuir o ritmo ele precisa estar interessado, curioso.

É importante que o jovem perceba que justamente o aspecto positivo da medicação é a causa principal da dependência.

Como consequência de sua principal ação farmacológica dos barbitúricos, observam-se os principais efeitos:  ƒ

  1. diminuição da capacidade de raciocínio e concentração;  ƒ
  2. sensação de calma, relaxamento e sonolência;  ƒ
  3. reflexos mais lentos.

Como em um jogo, ou uma história em que o personagem que parecia bonzinho se mostra o grande vilão da história.

Sugestão de dramatização – vida em câmera lenta.

Existe um exercício no teatro que ajuda a conhecer os limites do proprio corpo que seria bem apropriado. Ele consiste em elabora uma cena cotidiana e executá-la com extrema lentidão.

A atividade descontrai e permite que se fale sobre os riscos de a pessoa por estar mais lenta se distrair com coisa simples que podem ser perigosas – facas, gás, água fervendo, óleo quente,  etc pois com reflexos mais lentos a possibilidade de acidentes domésticos fatais é muito maior.

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