O que sempre me espanta é o quão pouco nós sabemos sobre nós mesmos, seja como indivíduos ou como cidadãos. Deixamos para o profissional de direito todo o conhecimento a cerca da nossa constituição e legislação como se não tivesse nada haver conosco.

Somos ignorantes por vontade própria e isso é muito triste. Hoje vendo o primeiro módulo do curso de educação fiscal estava revendo trechos da nossa constituição. Queridos leitores e leitoras, nossa constituição é no mínimo linda, cheia de valores éticos e solidários. Mas nosso país é como um velho Fariseu que na frente do mundo canta de bom moço, mas suas palavras estão só da boca para fora.

Temos expressos na constituição valores superiores, que se fossem respeitados ou minimamente seguidos a sociedade seria muito mais justa e menos corrupta. Sem título

Quanto a construir uma sociedade livre, justa e igualitária:

“Onde está a liberdade se nas ultimas décadas a violência aumentou tanto que as pessoas tem medo de andar nas ruas depois das sete da noite e antes das oito da manhã?

“Onde está a justiça quando pagamos impostos que não são convertidos em benefícios reais e duradouros? – veja a qualidade das nossas ruas, praças, avenidas e hospitais que valem muito menos que os valores pagos por eles.”

“Onde está a igualdade não temos escolas e creches para todos. Acredito que riqueza e pobreza sempre vão existir mesmo em uma sociedade extremamente evoluída, o que é preciso é que haja saúde, escola e lazer para o rico e para o pobre, que o transporte coletivo seja para todas as classes, andando de carro quem optar por isso e não por incompetência das empresas responsáveis.

Garantir o desenvolvimento nacional é cada município procurar crescer econômica e social mente, é opção de emprego para todos, é dinheiro circulando no comercio, é um mercado interno forte.

Nosso mercado interno é fraco, consumimos os restos dos produtos que não podem ser vendidos para fora do país. Não temos noção da altíssima qualidade nas nossas frutas e produtos agrícolas porque os melhores vão para fora do país. Não há politicas publicas que incentivem que esses produtos aqueçam nossa encomia. Então quando viajamos para fora e vemos laranjas gigantes e doces, sem sementes, amoras maiores que um polegar custamos acreditar que foram produzidos aqui e são vendidas mais barato lá fora do que esses restos que compramos.

Como o Estado (no sentido de nação)  promove o bem de todos se está mais voltado para vender para fora do país que temos de bom, sem reservar um percentual para o cidadão? Como o Estado (nação) promove o bem de todos se nossa politica econômica ainda é de uma colonia de exploração? Agora não pertencemos a outro país, pertencemos a políticos e empresários que se vendem a quem pagar mais, tirando tudo que podem – seja em produtos, seja em impostos, – e sem dar nada para o crescimento social. Sem título02Sem título0203

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