Web Série Raiz Forte: Se liberte do preconceito estético

Estou reblogando porque adorei o post!
Acredito que a beleza antes de esta nos olhos de quem vê está em como nos vemos.
Nasci em uma família que mistura ascendência negra e italiana, então nossa pele e cabelos variam muito do liso castanho ao louro com textura afro (o meu)
Vejo as mulheres da minha família e eu muitas vezes massacradas pelos “padrões” e quantas vezes na infância eu chorei porque queria ter o cabelo liso e macio como o das coleguinhas da escola. Fiz minha primeira química de alisamento aos nove anos.
Hoje ainda faço progressiva sem formol para tirar o volume, mas tenho mais prazer em assumir meus cachos. Mantenho o cabelo escovado no dia a dia porque no calor fica mais fácil para prender, mas quando vou sair ostento os cachos com orgulho. Emolduram melhor meu rosto e me destacam no meio das mulheres alisadas.
Acredito que um cabelo bem cuidado pode sim ser crespo e bonito.
Faz poucos dias vi um documentário do qual ri muito, mas que reflete uma realidade triste. Chamava-se “Cabelo bom” Embora falasse sobre as mulheres negras americanas e as fortunas que gastam com alongamentos (cabelos comprados em especial da índia) e como o cuidado com os cabelos “lisos” afetam as relações sociais. Muitas não entram em piscinas, saunas e nem deixam o homem tocar os cabelos durante o sexo…
As brasileiras não são menos “traumatizadas” com os cabelo. Não vi extremos tão gritantes como das negras americanas, mas vi muitas semelhanças não só entre negras, mas louras e ruivas cuja genética tende para o cabelo afro.
Não devemos ter vergonha de que m somos e nem nos modificar pelos outros e pela sociedade. Seja o que for que façamos em nosso corpo ou cabelo deve ser por nós mesmas.
Não sou contra químicas, alongamentos etc… mas acredito que isso não pode ser uma obsessão e que os cuidados com o cabelo ou a aparência não podem, nem devem, atrapalhar que se aproveite a vida com tudo que ela oferece.

Fashion No Rules

projeto-raiz-forte

Nestas minhas madrugadas vagando pelos artigos interessantes que encontro na internet, algo me chamou muito atenção: um amigo compartilhou um link sobre um assunto que com certeza muitas cacheadas já discutiram por aí, o seu cabelo X sociedade. A série web-documentária Raiz Forte apresenta relatos de mulheres negras que descobriram formas de lidar com seus cabelos crespos, fugindo dos preconceitos e dos padrões de beleza. Vamos conferir?

*O documentário é composto apenas por 3 episódios de 10 á 30 minutos. 

cabelos-crespos

Agora, eu faço uma pergunta á todas as cacheadas alisadas. Até quando vocês vão se esconder atrás das chapinhas e dos tratamentos progressivos?

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