Bom dia queridos leitores!

Meu querido blog anda meio abandonado esses dias! É sempre assim quando tenho picos e picos de trabalho 😦

Tem um monte de coisas que eu queria falar por esses dias. Primeiro do blog  Aiya, conheci através do Valentine Vodoo e fiquei completamente apaixonada pelas peças que podem ter uma nuance gótica ou romântica dependendo de como se usa. Achei as peças lindas e de muito bom gosto e por isso mesma não ficam restritas a um único tipo de nicho.

Tanto me apaixonei que encomendei uma “Lua de Sangue” e olha que não costumo comprar coisas pela internet.

Outra coisa que eu queria comentar são estas eleições. Tenho visto todo tipo de opiniões sobre Aécio, Dilma, Marcone etc…. bem como sobre voto nulo. Até poucos dias eu era uma partidária do voto nulo e me achava muito esclarecida… as vezes bancamos o idiota quando queremos “saber demais”.

Andei lendo um pouco mais sobre nosso sistema eleitoral, em muitos países – os verdadeiramente democráticos, o voto nulo é sim uma opção de protesto,mas nosso país, prevendo que a obrigatoriedade do voto nos daria uma arma poderosa para expressar a nossa indignação que seria o voto nulo,   criou a legenda dos votos validos em oposição aos nulos e bancos, ou seja, fomos usurpados quanto ao direito de dizer que não queremos os candidatos apresentados.

A obrigatoriedade do voto nos amarra às opções apresentadas ainda que nos desagradem. Neste contexto muita gente se esquiva do problema dizendo “não gosto de política.” isto é uma forma de se alienar e fingir que o problema não existe. Mas fingir que uma ferida não dói não retira a dor.
Nos resta analisar as opções que temos. Se gosto dos nossos candidatos a resposta é não. Se acredito que possam ser bons governantes, não. Mas também não posso me esquivar. Então como escolher? Analisando como “Eu” vivia no governo Fernando Henrique e como “Eu” vivo agora. Com todos os problemas qual das duas posições me afeta mais diretamente.

Sou funcionária publica e podem ter certeza que na falta de opção não vou votar em alguém que não valorize a máquina publica. Acredito que funcionários públicos que se vejam realmente como servidores da população e que sejam valorizados por isso sejam fundamentais para o bom andamento do país.

Acredito que o funcionalismo publico bem gerido e bem organizado é bom. A estabilidade e qualificação do servidor é garantia de prestação de serviço de qualidade desburocratizado. O descuido com o funcionalismo gera a morosidade e corrupção. Acredito que na hora de votar cada pessoa deva pensar em suas próprias condições e expectativas e analisar como serão afetados pela ideologia de cada um, pois corruptos ou não cada candidato tem uma linha de ação.

O mesmo vale no nível estadual. Politica é pensar no coletivo e no individual, é honrar nossos valores éticos e morais escolhendo não pelo favorecimento de memento, mas com as consequências de nossas escolhas a médio e longo prazo.

As pessoas não são tão cegas que não vejam as estratégias eleitoreiras de cada candidato, mas se fazem de cegas por não entender que obras publicas que melhoram a cidade não são um favor são obrigação, e que o candidato que vencer tem por obrigação terminar o que foi começado seja projeto dele ou não.

Temos sido reféns dos nossos próprios maus hábitos, da nossa inercia e principalmente da nossa preguiça politica. Politica faz parte da nossa vida e não devemos ter medo de confrontar nosso candidato sobre suas propostas, e exigir ao longo do mandato que sejam cumpridas. Temos o direito de cobrar na justiça os danos causados a nossa pessoa pela administração publica.

Em outros países se um buraco na rua causa prejuízo ao carro ou um buraco na calçada te faz torcer o pé as pessoas entram na justiça contra a administração, no Brasil nos calamos e aceitamos. Não criamos precedentes para que haja mecanismos do cidadão fiscalizar de fato como é empregado seu imposto.

Se meu governo gastou determinada quantia no asfalto da minha rua e na primeira chuva ele se abriu em um monte de buracos alguém superfaturou. O material não era de primeira, então quem paga a conta? Atualmente eu e você. Mas se começamos a questionar o custo das obras x a qualidade e a exigir legalmente que o valor empregado corresponda a durabilidade as coisas vão começar a mudar.

Não teremos uma politica mais honesta se nós não formos mais honestos nas pequenas e grandes coisas. Se não pararmos de pensar em levar vantagem. Se não abraçarmos a solidariedade e o amor ao próximo.

 

 

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