Mais uma vez falando em feminismo

Honestamente, a maior parte das mídias serve muito mais para criar polêmica e distorcer a fala das pessoas que realmente informar . Essa necessidade de polemizar para chamar a atenção passa do desrespeito ao mal gosto.

Hoje estava olhando o Twitter, como já disse uma vez, não morro de amores por ele, esqueço a senha. perco o usuário, fico meses em entrar, o mantenho mais pelo blog porque ajuda a divulgar os posts, mas estes dias estive observando o que aparece por lá. Me chamou a atenção o seguinte título E! News /Cantora premiada critica Beyoncé e diz que twerk não é feminista” Fiquei curiosa e fui ler a reportagem – claro – e apesar da polêmica apregoada pelo título não ha nada de mais na critica, não é agressiva ou ofensiva de forma alguma, é realista.

É fato que a sexualidade que impregnara a musica pop não é saudável pois acaba chamando a atenção das crianças muito cedo para o próprio corpo e para o sexo oposto e de certa forma desvaloriza a mulher.

Não sou machista ou feminista, considero o extremos perigosos – já disse isso muitas vezes – As noções extremas dão margem para mal entendido, deturpações e preconceitos. Muitas mulheres acham que exibir o corpo de forma sexual é ser feminista e lutar pelos direitos femininos e eu pergunto “Que direitos?”

Acredito que a mulher deva si ter domínio sobre seu corpo e que deva ter direito de se vestir como quiser – seja de forma ousada ou recatada – afinal cada um sabe de si. Situações como a “Marcha das Vadias” são validas pois buscam o fim da violência física, emocional e sexual contra a mulher e não acho que lutar por estes direitos básicos tornem alguém “Feminista” no sentido mais extremo da palavra pois respeito é direito de todos independente se anda com um short que mostra metade da bunda ou se usa uma saia que chega aos tornozelos.

Neste sentido a colocação de Annie Lennox a meu ver não foi em desqualificar a cantora, mas em criticar a forma como a sexualidade se tornou corriqueira no meio artístico. 

Sensualidade e sexualidade são coisas muito diferentes, o sensual é poético o sexual é explicito.

A cantora ainda falou sobre o Twerk. “Escute, twerking não é feminismo“, acrescentou Annie. É sobre isso que me refiro. Não é libertador, não é empoderador. É algo sexual que você está fazendo em um palco, ele não te deixa mais poderosa. É isso que sinto.Talvez isso seja uma coisa boa porque cria debate”, criticou. Apesar de ter criticado Beyoncé, ela se declarou fã da cantora.

 

Acredito que “empoderador ” é amar a si mesma em todas as circunstancia da vida, sejam favoráveis ou não, tenham haver com sexo ou não. Empoderador é saber dizer não de cabeça erguida para aquilo que nos deixa desconfortáveis física e/ou  emocionalmente. Empoderador é saber que podemos ter um corpão e não ser fútil. Que podemos usar micro saia sem ser vadias ou gostar de usar roupas comportadas sem ser submissas.

 

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