alguém já ouviu falar do livro “A Revolta de Atlas” Eu descobri este livro ontem a noite vendo um filme B nem sei em que canal.

Não cheguei a ver o filme todo, aliás era o final da parte II, então fui procurar a história – sou a curiosidade em pessoa – e acabei esbarrando nos livros.

Comecei a ler ontem mesmo. Normalmente eu termino um livro para fazer a resenha, mas neste caso estou fazendo um pouco diferente. Por que? Os personagem embora bem escritos me irritaram profundamente. kkkk

imagesSério. Nunca li nada tão panfletário em toda a minha vida e olha que já li muiiiita coisa. Entendo que em 1957 havia uma forte luta entre as ideologias capitalistas e o medo do socialismo. No entanto o que eu vejo aqui são um mar de personagens  incapazes de tomar decisões, e a incapacidade de assumir responsabilidades acaba sendo creditada “as ações sociais”. As ideias básicas de responsabilidade social são retratadas de forma caricata beirando ao absurdo como se a única via racional de pensamento fosse o capitalismo.

Até onde cheguei no livro – as primeiras 300 páginas, muito bem escritas – retratam uma sociedade de extremos, não há meios termos nas ideologias e formas de conduta. Ou se é um capitalista viciado em trabalho pouco ou nada voltado para as relações interpessoais ou se é incapaz de tomar decisões por si mesmo.

As obras assistencialistas que permeiam o livro são problemáticas não por si mesmas, mas pela icapacidade de auto gestão dos personagens que nunca tomam decisões por si mesmos. O livro tem se mostrado um “eu me ufano do capitalismo” Não vou dizer que haja um personalismo nas protagonistas porque a mola que os move é mais o prazer de produzir do que o dinheiro em si, no entanto eles tem a visão de o lucro deva ser o fim em si.

Me deixa muito desconfortável a ótica exposta no livro. Claro que acredito em livre iniciativa e que a felicidade é algo que se busca individualmente, mas o individualismo extremo, o capitalismo extremo, o egoísmo como virtude me deixam desconfortável. Especialmente porque acredito que á um abismo de distancia ente amor próprio e egoísmo, entre auto satisfação de um dever cumprido e arrogância, respeito ao privado e individualismo extremo.

Entendo que o livro busque na verdade exatamente o amor próprio, o prazer de ser produtivo, a virtude do trabalho a justa recompensa pelo que se produz, mas ao descaracterizar as relações inter pessoais e classificar todo meio de assisntencia ao semelhante como nocivo ele faz a balança pender para o lado errado.

Uma coisa que acho valida na obra é a critica a excessiva intervenção do estado na economia.

Estou curiosa até onde essa ótica vai me levar dentro da obra, mas não sei se recomendaria este livro para leitores menos experientes.

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