A revolta de Atlas – 1957 – Lançado no Brasil como “Quem É John Galt?”em 1987,

alguém já ouviu falar do livro “A Revolta de Atlas” Eu descobri este livro ontem a noite vendo um filme B nem sei em que canal.

Não cheguei a ver o filme todo, aliás era o final da parte II, então fui procurar a história – sou a curiosidade em pessoa – e acabei esbarrando nos livros.

Comecei a ler ontem mesmo. Normalmente eu termino um livro para fazer a resenha, mas neste caso estou fazendo um pouco diferente. Por que? Os personagem embora bem escritos me irritaram profundamente. kkkk

imagesSério. Nunca li nada tão panfletário em toda a minha vida e olha que já li muiiiita coisa. Entendo que em 1957 havia uma forte luta entre as ideologias capitalistas e o medo do socialismo. No entanto o que eu vejo aqui são um mar de personagens  incapazes de tomar decisões, e a incapacidade de assumir responsabilidades acaba sendo creditada “as ações sociais”. As ideias básicas de responsabilidade social são retratadas de forma caricata beirando ao absurdo como se a única via racional de pensamento fosse o capitalismo.

Até onde cheguei no livro – as primeiras 300 páginas, muito bem escritas – retratam uma sociedade de extremos, não há meios termos nas ideologias e formas de conduta. Ou se é um capitalista viciado em trabalho pouco ou nada voltado para as relações interpessoais ou se é incapaz de tomar decisões por si mesmo.

As obras assistencialistas que permeiam o livro são problemáticas não por si mesmas, mas pela icapacidade de auto gestão dos personagens que nunca tomam decisões por si mesmos. O livro tem se mostrado um “eu me ufano do capitalismo” Não vou dizer que haja um personalismo nas protagonistas porque a mola que os move é mais o prazer de produzir do que o dinheiro em si, no entanto eles tem a visão de o lucro deva ser o fim em si.

Me deixa muito desconfortável a ótica exposta no livro. Claro que acredito em livre iniciativa e que a felicidade é algo que se busca individualmente, mas o individualismo extremo, o capitalismo extremo, o egoísmo como virtude me deixam desconfortável. Especialmente porque acredito que á um abismo de distancia ente amor próprio e egoísmo, entre auto satisfação de um dever cumprido e arrogância, respeito ao privado e individualismo extremo.

Entendo que o livro busque na verdade exatamente o amor próprio, o prazer de ser produtivo, a virtude do trabalho a justa recompensa pelo que se produz, mas ao descaracterizar as relações inter pessoais e classificar todo meio de assisntencia ao semelhante como nocivo ele faz a balança pender para o lado errado.

Uma coisa que acho valida na obra é a critica a excessiva intervenção do estado na economia.

Estou curiosa até onde essa ótica vai me levar dentro da obra, mas não sei se recomendaria este livro para leitores menos experientes.

Anúncios

Um pensamento sobre “A revolta de Atlas – 1957 – Lançado no Brasil como “Quem É John Galt?”em 1987,

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s