Doctor Who?

images (2)Fui fisgada por esta série. Como isso aconteceu? Foi em uma tarde quente na qual a ideia de sair de casa era o mesmo que querer ser cozido na calçada. Sem celular – ou seja sem whatsapp… estava/estou meio isolada do mundo – quase uma eremita (tudo bem que dá para usar o chat do facebook para conversar, mas não estava com o menor saco de entrar no face – vai entender minha louca cabecinha) então liguei o note que já fica conectado na tv do meu quarto e já no netflix e lá estava o banner.

Inocentemente cliquei o 1 episódio da primeira temporada e foi estranho. Nem gostei nem desgostei.  Achei o doutor um cara estranho, os caras de plástico mega retrô lembrando aqueles filmes da b da minha adolescência. E o ar contemporâneo + retro me deixaram na duvida se era intencional ou má qualidade mesmo. Apesar disso assisti o segundo, o terceiro, o quarto e quando vi estava no fim da terceira temporada….

Descobri que gosto do estilo meio retrô-contemporâneo-futurista. Gosto da hiperatividade dos “eus” jovens do doutor – por isso estranhei o atual que é um senhor grisalho e sem os tics hiperativos dos 3 anteriores.

Descobri que gosto dos Dalek e sua cara de saleiro da década de 50 e vozes esquisitas gritando amelia“exterminate” Eu adorava a Rose Tyler, gostei um pouco da Martha, e amei o cabelo da Amélia Pond  – meu sonho de consumo da vida toda sempre foi aquele cabelo.

Os roteiros tem um certo charme e leveza que séries de ficção cientifica não costumam ter. O Doctor está sempre entre a insensibilidade e o altruísmo. Ao mesmo tempo que ele parece arrogante ele é doce e gentil, as vezes parece uma criança hiperativa e fascinada com tudo e as vezes parece um velho rabugento. A oscilação destes aspectos da sua personalidade que tornam o personagem versátil e fascinante.

A necessidade expressa do Doctor de não viajar sozinho também é um aspecto interessante. Embora as temporadas atuais tenham mais companheiras que companheiros o que ele demonstra e a necessidade de humanidade no melhor sentido do termo. Ele utiliza os companheiros de viagem como se fossem os “grilos falantes” do Pinocchio. São seus acompanhantes que não permitem que torne-se frio e vingativo e em contra partida ele os instiga a serem sempre melhores.

Em um momento que vivemos tanta violência em nossa sociedades gosto de estar acompanhando uma série cuja ideologia é a de que podemos ser melhores do que somos apesar de todas as coisas ruins que fazemos.

Nesta onda de séries criminais cheias de psicopatas (gosto de séries policiais) que mostram sempre o pior do ser humano ouvir uma personagem dizer constantemente – Sejam o melhor da humanidade – chega a ser um alivio. Sinto que vivemos tão descrentes da capacidade do ser humano em ser solidário e honesto, que Doctor who parece andar na contra mão disso.

tardisEle não é exatamente um herói, é um anti-herói carismático em guerra consigo mesmo. Fugindo de si mesmo e colidindo com suas falhas e culpas.

Os roteiros são bem legais e funcionam bem dentro de um universo em que tudo é possível e sempre com um charme retrô – seja nas roupas do Doctor ou nos vilões ou efeitos especiais.
Resta dizer uma coisa – EU QUERO UMA TARDIS. – Imagina o quanto ficaria charmosa uma TARDIS na minha mesa de trabalho ou decorando o meu quarto.

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