Como eu disse muitas vezes, como espírita e estudiosa de literatura, nunca prentendi tratar como verdade ou não os textos da “Saga dos Capelinos”.

Se tem verdade espiritual ou não isso cabe a cada leitor decidir por si, a verdade sobre a espiritualidade só vamos alcançar no fim da nossa jornada na terra kkk.

O próprio autor dos livros os define como ficção – isso eu não sabia. – Ficção baseada em pesquisas históricas e espirituais, mas ainda ficção.

Como isso me afeta? Em nada acho. Gosto dos livros por sua qualidade, pela veracidade passada pelos personagens dentro da obra. Para mim o maior valor de um livro não é se ele expressa uma verdade objetiva, mas se ele expressa valores que nos possibilitem ser melhores e isso os livros conseguem muito bem. Cada um deles passa a ideia de que podemos nos melhorar, de que nosso mundo pode ser melhor , de que não há mal que perdure…

Nem sempre a influência espiritual em uma obra é direta – como as psicografia da vida de determinados espíritos – muitas vezes ela se dá na inspiração de valores ou mesmo na composição de personagens. Isso é menos mediunidade? Creio que não. Além do mais, convenhamos, de tantas histórias propriamente psicografadas quantas não são “contos de fadas” ditados para nos ajudar a lidar com nossos problemas mais graves (orgulho e egoísmo).

Dentro da literatura não acho que a ficção tenha menos valor que a biografia.

Vale a pena ler a entrevista de Albert Paul Dahoui : Entrevista com Albert Paul Dahoui

 

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