Estamos vivendo mais que uma crise financeira e política, estamos vivendo uma crise de responsabilidade. O Brasileiro destas duas ultimas gerações parece que não aprendeu a responsabilizar-se por seus atos.

Não ensinamos mais para os nossos filhos o que nossos pais nos ensinaram – que temos que nos responsabilizar por nossas atitudes e decisões sejam boas ou ruins. Jogamos nossos filhos na escola e não ensinamos que NÃO é o professor o responsável pelas tarefas deles, pelas notas boas ou ruins. Pior fazemos que nossos filhos acreditem que são pequenos reis, e quando um professor cobra responsabilidade e respeito nos armamos com quatro pedras na mão, pois nossos filhos não podem ser contrariados.

O resultado disso é que essas crianças que nunca foram responsáveis nem sequer pela própria tarefa de casa, ou pelo bom ou mau desempenho escolar (mais fácil culpar o professor pela nota ruim e obrigá-lo a refazer diários) tornam-se jovens igualmente irresponsáveis que não se importam com o custo de nada. Celulares, roupas, tablets, passeios – sem do bolso dos pais, então para que se importar com o custo? Os bens públicos (bancos de praças, etc…) são do “governo” então acham legal quebrar, afinal “é de ninguém” Eles não fazem a ligação entre (pago imposto em tudo que tenho das minhas roupas ao celular então o bem público foi pago por mim e a manutenção também vai sair do meu bolso de um jeito ou de outro)

Assim como nossas crianças, nossos políticos seguem esta mesma lógica. Cunha não é responsabilizado nem se responsabiliza pelas contas na suíça. Dilma não se responsabiliza pelos erros administrativos, Renan Calheiros não é responsabilizado ou se responsabiliza por suas falcatruas… e assim por diante. Nossa política reflete parte da nossa mentalidade. Se queremos superar de vez a crise é hora de parar de nos esquivarmos de nossas responsabilidades e começar a assumir nosso papel na sociedade.

O BRASILEIRO TEM A SÍNDROME DO EXCESSO DE DIREITOS. Queremos todos os direitos do mundo e não queremos ter deveres. E os nossos parasitas/políticos se aproveitam dessa síndrome para fazer promessas que só endividem mais o estado, ganhar nosso precioso voto e nossa conivência para sentar a bunda em suas renomadas cadeiras e roubar. Sim, roubar na cara dura porque se suas CONTAS FORA DO PAÍS FOREM DESCOBERTAS, BASTA ESQUIVAR-SE DA RESPONSABILIDADE COMO A SOCIEDADE BEM ENSINA DESDE OS PRIMEIROS ANOS ESCOLARES.

Se um aluno pode esquivar-se da responsabilidade por suas tarefas de sala e de casa, se os pais podem esquivar-se da responsabilidade de educar seus filhos jogando-os na escola e culpabilizando o professor, se o desempregado(não generalizando, mas falando daquele que espera cair do céu)  pode culpabilizar o governo por não arrumar emprego, se o cidadão pode esquivar-se da responsabilidade de fiscalizar o político que elegeu, o político eleito sente-se no direito de esquivar-se da responsabilidade de ser honesto, de trabalhar em prol da população, de prestar contas – estamos em um circulo vicioso.

Não vamos mudar o país se não formos mais éticos e mais responsáveis. Se não abandonarmos a moral elástica do ” para fulano pode porque que conheço”

Queremos mudar a politica, mudemos o modo de criar nossos filhos, pois não existe varinha mágica para melhorar o país, nossa melhor saída e evitar que sejam criados novos Calheiros, novos Cunhas, novos Malufs, novos Colors.

Enquanto não pararmos de nos esquivarmos de nossos deveres, nossos direitos básicos de saúde, educação e segurança nos serão negados, e seremos roubados por impostos abusivos.

Eu digo NÃO PARA A CPMF – PORQUE ESSA CONTA NÃO É MINHA

Não devo ser penalizada pelo desvio de verbas em todas as esferas de poder. Minha responsabilidade é trabalhar para obter meu sustento, votar a cada eleição em quem eu ache que tenha alguma capacidade de trabalhar para o MEU BEM ESTAR COMO CIDADÃ E NÃO PARA ME DAR VANTAGENS e PRIVILÉGIOS QUE NÃO ME SEJAM DEVIDOS. Meu dever é ser honesta, e não fazer nada que prejudique deliberadamente meu semelhante – como não furar filas, não jogar sujeira na rua, não estacionar em fila dupla, não fechar o cruzamento, não destruir os cursos dos rios e ribeirões, não ser conivente com a especulação imobiliária, não fazer da calçada da minha casa uma pista de obstáculos, pagar impostos (quando não são abusivos)

Chega de impostos, pagamos muito por serviços que não temos. Não precisamos de mais impostos, precisamos fechar os caixas 2 e 3.

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