Iniciando a leitura de – A Gênese – Allan Kardec – PARTE III

Demorei a retornar ao assunto, mas cá estou eu com o item 60.

Por que logo este item?

Tenho visto desde a minha adolescência as pessoas buscarem a ajuda espiritual para problemas pessoas, amorosos, financeiros esperando respostas claras e imediatas. “Levante a mão quem nunca quis uma resposta mágica para solucionar aquele problema que não deixa dormir a noite? Ou saber se “carinha” volta com rabo entre as pernas e flores?”

Somos movidos por nossos desejos e angustias imediatos, e estes desejos e angustias são moldados por aquilo que consideramos mais importante. Mas não existe resposta mágica para solucionar nossos problemas individuais ou coletivos. Os espíritos nada mais são que pessoas, mas sem a carne para interagir com o mundo. Assim como há todo tipo de pessoas há todo tipo de espíritos. Alguns ainda presos a mágoas e ódios ou paixões e também há os que empenha-se em fazer o bem sendo de diferentes graus evolutivos alguns exatamente como nós e outros mais próximos da luz de cristo.

Estes espíritos “não se manifestam para libertar do estudo e das pesquisas o homem, nem para lhe transmitirem, inteiramente pronta, nenhuma ciência.”

60.  Os Espíritos não se manifestam para libertar do estudo e das pesquisas o homem, nem para lhe transmitirem, inteiramente pronta, nenhuma ciência. Com relação ao  que o homem pode achar por si mesmo, eles o deixam entregue às suas próprias forças. Isso sabemo­no hoje perfeitamente os espíritas. De há muito, a experiência há demonstrado ser errôneo atribuir­ se aos Espíritos todo o saber e toda a sabedoria e supor se que baste a quem quer que seja dirigir­ se ao  primeiro Espírito que se apresente para conhecer todas as coisas. Saídos da Humanidade, eles constituem uma de suas faces. Assim como na Terra, no plano invisível também os há superiores e vulgares; muitos, pois, que, científica e filosoficamente, sabem menos do que certos homens; eles dizem o que sabem, nem mais, nem menos. Do mesmo  modo que os homens, os Espíritos mais adiantados podem instruir­nos sobre maior  porção de coisas, dar­nos opiniões mais judiciosas, do que os atrasados. Pedir o  homem conselhos aos Espíritos não  é entrar em entendimento  com potências sobrenaturais; é tratar com seus iguais, com aqueles mesmos a quem ele se dirigiria neste mundo; a seus parentes, seus amigos, ou a indivíduos mais esclarecidos do  que ele. Disto é que importa se convençam todos e é o que ignoram os que, não  tendo estudado o Espiritismo, fazem ideia completamente falsa da natureza do  mundo dos Espíritos e das relações com o além ­túmulo.

 

O que acham a cerca do item?

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