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imagem da internet

Bom dia.

Que mulher nunca sofreu por conta dos cabelos? Sejam eles lisos ou enrolados ao que parece nunca estamos satisfeitas com sua cor, volume, textura, comprimento etc..

Porque parecemos tão obcecadas por nossos cabelos?

Segundo a pesquisa, que envolveu 60 homens e 60 mulheres de várias etnias, com idades entre 17 e 30 anos, um cabelo despenteado altera o humor e a auto-estima. E, ao contrário do que se pensa, o homem, se insatisfeito, fica tão amuado quanto as mulheres.

Mas por que, afinal, o cabelo mexe tanto com o humor? Ele é muito mais que a moldura do rosto, como se costuma dizer. Além de ser uma espécie de “cartão de visitas”, está associado à higiene e ao cuidado. É também uma maneira de adequação social e identidade.

Após um breve período entre os anos 80 e 90 em que os cabelos frisados estiveram na moda, os cabelos mais valorizados pelas etnias brancas, os lisos, voltaram com força total e atendendo a esta demanda a industria cosmética investiu pesadamente em químicas que alteram a estrutura dos fios assim os cabelos encaracolados e crespos perderam espaço dando origem a uma cultua ditatorial do alisamento / progressivas / relaxamentos. Os únicos cachos aceitáveis tornaram-se os produzidos artificialmente e em caráter temporário (baby liss e similares).

Para os negros e afrodescendentes de pele clara e cabelos tipicamente crespos (em diferentes intensidades) , o reconhecimento da beleza dos cabelos afros é uma vitória a favor da valorização da raça. Uma simples olhadela nas prateleiras das lojas de cosméticos dá idéia da mudança. Há uma profusão de produtos especializados.

A obsessão que temos com relação as madeixas não é mera vaidade, não é fruto de futilidade,  os cabelos estão intrinsecamente ligados a nossa nossa auto estima e nossa identidade social/racial. Então quando uma mulher está frustrada com seus cabelos ela está em conflito com seu lugar no mundo e isso não é pouca coisa.

O comprimento dos cabelos e sua textura desde sempre tem sido associados não só a higiene, mas principalmente a sexualidade feminina.

“Pelo menos até o século XIX, o cabelo longo foi símbolo de feminilidade e sensualidade, como mostra a lenda de Rapunzel, da Idade Média.” “É um fetiche histórico tanto no Ocidente quanto no Oriente.”

Assim sendo diversas pesquisas demonstram que cortes cabelo são sinônimos de estado de espírito e personalidade. Pelo cabelo, a mulher mostra ousadia, rebeldia ou quer dizer que é tradicional.

– O cabelo faz parte da nossa identidade corporal, e reflete nossas transformações internas. Temos uma relação íntima com ele, o que acaba influenciando nossos sentimentos. Uma boa prova disso é que quando você vai ao salão e vê uma mulher fazendo uma transformação muito radical (um corte joãozinho ou uma coloração ousada) geralmente ela está passando por um período importante de transição, seja familiar, profissional ou afetivo.

Posso dizer que mulheres negras, e descendente de negros ainda que tenham a pele clara, mas que tenham os cabelos crespos ou cacheados sentem de forma ainda mais intensa essa pressão social pelo cabelo “bom”. O cabelo ocidentalmente aceitável (longo, sedoso, pesado e maleável ) foi-nos imposto um padrão que tentamos copiar ainda que as químicas sejam nocivas a saúde e muitas vezes nossos fios não resistem a esta busca por um padrão que atenta contra a nossa genética.

Por isso sempre vejo no dia a dia e nas redes sociais mulheres que estão loucas para fazer os cabelos crescerem mais rápido. Destas, umas poucas cortaram curto em um momento de transição em suas vidas e não adaptaram-se e uma imensa maioria que na busca do cabelo idealmente aceito na nossa sociedade (louro e liso) danificaram tanto os fios que sofram cortes químicos e em alguns casos extremos perda de cabelo desde a raiz.

Eu me enquadro no segundo time – loura e cacheada inventei de alisar e platinar meu cabelo. Duas cosias me incomodaram. Me senti pálida e absurdamente comum. O obsessão social pelo louro chegou a tal ponto que em uma foto com as amigas eram os quatro mulheres diferentes, com gostos e personalidades bastante distintas e cabelos iguais, como se fossemos copias umas das outras, despersonalizadas pela cabeleira artificialmente lisa e clara. Notei que embora eu fosse a única no grupo a nascer loura, aquele cabelo artificialmente claro não era eu. Era uma cópia pobre de mim mesma obedecendo a padrões que diziam que meu cabelo natural não era louro suficiente para pertencer ao grupo socialmente dominante, nem era escuro suficiente para eu chamá-lo de castanho.

Uma terceira coisa começou a me incomodar, meus cabelos ficaram tão danificados que começaram a quebrar. Como sempre tive um pezinho na ruivisse – meu cabelo de tempos em tempos exibia um reflexo acobreado então decidi aderir aos tons cobres.

Me senti muito mais eu ao acobrear as madeixas. Foi também quando começou meu projeto Rapunzel. Quem leu o post anterior  Big Chop, saindo da progressiva, projeto Rapunzel notou que o crescimento do meu cabelo encontra como principal obstáculo a retirada da progressiva. Embora a raiz tenha um bom crescimento, já fiz dois cortes radicais e caminho para um terceiro a fim de eliminar a química. IMG_1857

A primeira imagem foi logo após o primeiro corte, tirei mais de um palmo, mas ainda ficou um bom

um palmo de cabelo

pedaço bem danificado com a textura no mínimo detonada, nem liso nem enrolado e que só prestava escovado e com uma tonelada de produtos que davam a aparência de cutícula selada.

Infelizmente é na pratica que nós aprendemos que aparência de saúde não é saúde, Enquanto o cabelo estava escovado, cheio de spray queravit, estava lindo e brilhoso – como na foto a direita. Mas era só lavar que voltava aquele aspecto de bagaço de cana. Comprei queratinas com o intuito de reconstruir, hidratações caras, fora as receitas caseiras – em novembro a aparência já estava razoavelmente melhor mas nada comparado a textura de 2014 – antes de eu começar com as químicas mais fortes.

Em novembro de 2015 já havia melhorado bastante quanto a quebra e porosidade, mas forma que é bom, nem em sonho. Nessas horas “a psicopata da tesoura” fica rondando e sussurrando – “Corta mais um palmo.” é duro olhar no espelho todo dia de manhã e não cometer um atentado ao cabelo. Especialmente quando ficam duas texturas completamente diferentes.  Setembro, outubro e novembro foram meses longos olhando a raiz e contabilizando cada milionésimo de milímetro e louca para cortar a parte sem forma.

Dentro de mim tem uma “louca da tesoura” que fica louca para sai tosando tudo quando vejo os cachinhos perfeitos da raiz e o esto que precisa se modelado com muita paciência ou disfarçado pela “dona escova lisa”

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parece sadio! mas é só maquiagem (parafina e silicone camuflando os dados e só quando escovado)

Fim de agosto início de setembro cortei pouco a cima da altura do ombro como mostra a foto.

Para estimular o crescimento desde então tenho usando

  • Método Champi – Umectação mas massagem no couro cabelos de preferência com óleo natural de uva – o que eu me adaptei melhor tem gente que usa azeite de oliva, oléo de coco ou rícino. Na minha opinião o óleo faz bem, mas o que estimula o crescimento e a massagem que ativa a circulação no couro cabeludo.

    Caras leitoras, será que deu diferença no comprimento de dezembro para janeiro?

  • Alimentação incluindo suplemento Lavitan que tem: ferro, vitaminas do complexo b, zinco, vitamina c etc – sinto que tem feito diferença porque normalmente eu tenho carência de vitaminas e tendência a anemia.
  • Tenho procurado ingerir água várias vezes ao dia.
  • Mas é sempre bom ver se vc realmente precisa ingerir vitaminas porque todo o excesso, o que seu corpo não precisa, sai na urina.
  • De outubro para dezembro utilizei tônico de alho gota dourada. Notei que foi muito bom para a saúde da raiz do cabelo, notei que meu cabelo cresceu bem no período, mas não tenho certeza se cresceu mais que o normal, embora quem conviva comigo constantemente diga que está crescendo bem rápido.
  • Tenho retirado aos poucos os produtos que contem silicones insolúveis, sulfato e parafina.
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    Quase cacheado !

    Lavei uma ultima vez com o shampoo da Aussi e comecei a utilizar o co wash da bio extratus – No começo meu cabelo pareceu duro e ressecado, mas a partir da terceira lavada já comecei a sentir a diferença, os fios mais leves e mesmo a parte mais danificada pelas progressivas passou a ter mais forma. Tanto que no mês de novembro quase não fiz escova na juba, usei mais natural.

  • Em 29 de dezembro tirei mais um palmo e o cabelo voltou para quase o mesmo comprimento que estava no início de setembro.
  • Como minha raiz já tinha crescido mais de 2 dedos desde a ultima coloração já estava na hora de retocar, mas como não quero mais colocar químicas fortes no cabelo devido ao fato de mesmo a ox de 20 estar deixando o meu cabelo elástico comecei a pesquisar sobre Henna.
  • Fiz a primeira aplicação em 8 de janeiro – mais para frente prometo colocar um post explicando direitinho –  por hora basta dizer que amei. A henna dá um tom cobre ou acobreado super natural, é uma tremenda reconstrução sem falar que é um esfoliante que deixa o couro cabeludo super limpo. Dizem que estimula o crescimento – sobre isso ainda é cedo para eu tirar conclusões.  – fato, nunca mais vou usar tinturas convencionais.
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    Sadio de verdade, pode molhar que continua macio e sem uma ponta dupla

    Estas são as nuances obtidas após a segunda aplicação da henna . Eu amei a textura, deu uma encorpada boa no meu cabelo, no meu caso mostrou-se um reconstrutor muito, mas muito melhor que as queratinas que usei desde o meu corte químico. Tem a vantagem de a Henna que usei (Surya) ser 100% natural. Tem gente que diz que ela desbota muito, só achei que desbotou na primeira aplicação nessa segunda está firme e forte e super lindo, com uma cor mais rica e cheia de nuances que uma tintura convencional.

 

 

A saga continua, então veja também Big Chop, saindo da progressiva, projeto Rapunzel

A saga continua, então veja também Projeto Rapunzel III – falando dos contos do vigários sobre crescimento

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