Refletindo

Faz um bom tempo que não atualizo o blog. Estava lendo a saga Darkover para soltar uma série de resenhas, mas isso pode esperar.

Nos últimos tempos houve um monte de assuntos para eu dar pitaco. Economia e política, corrupção, descrença com as investigscoes, as monstruosidades ditas por Bolsonaro, o curral eleitoral de Goiás… Mas nem sempre posso dizer tudo que me vem na cabeça… Adoraria poder kkkk

Mas ao invés de continuar batendo na tecla da política vou falar de estupro. Quem acompanha o blog sabe que tenho uma posição bastante clara quanto a isso. Não imagino agressão mais monstruosa contra outro ser humano.

Vou dizer uma coisa o estupro coletivo que tanto nos chocou não é um caso isolado. Acontece que a maior parte das vítimas de agressões sexuais por medo e por culpa não denuciam – isso quando não são mortas no processo.

O corpo humano é mais frágil que pensamos – ser penetrada por 30 caras deve ter rasgado essa criança por dentro física e mentalmente. Não dá nem para imaginar a dor física e emocional.

Mas dá para sentir o gosto do medo de sofrer o mesmo abuso apenas por ser mulher.

Nós mulheres não temos o mesmo direito que tem um homem de sair à noite. Se queremos sentar em um pub ou ir dançar precisamos andar em bandos. Precisamos estar acompanhadas para ter o simples direito de dizer não.

O fato de sairmos à noite não quer dizer que queiramos sexo ou que estamos procurando homem. Às vezes, assim como vocês só queria ter um tempo de qualidade com os amigos, dançar, beber algo para aliviar o estresse do trabalho. Mesmo assim somos abordadas como se fosse nossa obrigação quero beijar ou dar uns amassos. Não é nossa obrigação ficar com quem quer que seja na noite. Mesmo assim homens vem para cima de nós. Quantas vezes sofri um puxão violento na balada quando disse que não estava a fim? Uma amiga já levou um murro nas costas pod dizer não a um desconhecido.

A nossa cultura machista tira de nosso a autoridade sobre os nossos corpos. Somos ensindas a sofrer caladas com cantadas ofensivas na rua, agressões verbais quando não queremos ser objetos sexuais e pior agressões físicas.

Ficamos chocados com um estupro coletivo que por a caso virou notícia – mas é todos os outros que não são notícia.

Para mim o homem que mais merece respeito é aquele que sabe ouvir não com dignidade. Porque se ele aprendeu que a amiga, namorada, ficante ou esposa tem direito a dizer não ele é homem de verdade.

Quem não sabe ouvir não é acha que mulher é brinquedo, objeto, instrumento de prazer pode ter certeza que tbm não sabe ouvir não no trabalho, não tem verdadeira ética e com certeza vai querem levar vantagem sempre que tiver chance. A honestidade e o caráter estão intimamente ligados ao respeito ao semelhante seja homem ou mulher – seja hetero ou homossexual

 

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Um pensamento sobre “Refletindo

  1. “‘A Índia é aqui’: Impunidade fez estupro coletivo virar motivo de ostentação, diz promotora”

    Um absurdo!
    Uma cretinice deste Brasil de hoje, onde um imbecil como o Lobão ainda afirma que coisas assim acontecem porque a nossa sociedade está a “criar mini-putas”.
    É este tipo de gente que tem o prestígio de nossa mídia corrupta, cretina, hipócrita, covarde e golpista, que a personalidades assim doentias aprecia cultivar!
    A viagem de nossa tragédia está começando mesmo!

    >> http://www.bbc.com/portuguese/brasil-36381694

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