Começar este post não está sendo fácil. – Eu queria falar da desinformação em plena era da comunicação em tempo real. Temos tecnologia ao alcance das mãos, nossos celulares acessam redes sociais com posts e videos em tempo real, acessamos jornais do mundo inteiro se quisermos, e mesmo assim estamos sem saber em quem confiar, que informações são verdadeiras e quais são plantadas.

Hoje ter uma opinião é perigoso, porque você pode ser taxado de Petista ou de coxinha – Mas deixa eu dizer uma coisa, não existe politica sem lados. Não existe a posição “em cima do muro” se existisse eu gostaria muito dela porque teria uma visão privilegiada de ambos lados.

Temos a ilusão idiota que o Brasil tem partidos de direita e esquerda – Acordem – temos apenas jogos de interesses. Os dois lados são corruptos – ambos merecem ser saneados. Não existe santo Lula e nem abençoado Temer. Mas existem fatos – enquanto a ideologia de um permitiu que tivéssemos – aos trancos e barracos o maior crescimento sócio-econômico em séculos o outro vai nos negar investimento em saúde e educação por 20 anos para manter privilégios de colarinho branco, para desarticular o pouco avanço que tivemos na educação para formar massas de analfabetos funcionais que são mais manipuláveis do que somos hoje.

Não precisamos da PEC 241 – não a queremos. Mas por mais que gritemos isso nas ruas ela segue a passos largos 

O plenário da Câmara dos Deputados concluiu na madrugada desta quarta-feira (26), após cerca de 14 horas de sessão, a análise em segundo turno da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 241, que limita os gastos públicos pelos próximos 20 anos.

Aprovado pela Câmara, o texto seguirá, agora, para análise no Senado, onde a expectativa é de votação em 13 de dezembro.

Na noite desta terça (25), o texto-base da PEC já havia sido aprovado pelos deputados, por 359 votos a 116, mas ainda faltava a análise de seis destaques (sugestões de alteração ao texto original). Essas sugestões, contudo, foram todas rejeitadas.

Por se tratar de uma alteração na Constituição, a proposta precisava ser aprovada por pelo menos três quintos dos deputados (308 dos 513).

No primeiro turno, a PEC foi aprovada com o apoio de 366 parlamentares, enquanto 111 haviam se posicionado contra o texto.

A ideia para um teto nos gatos públicos seria muito boa se não estivesse cortando no lugar errado. Devíamos começar reduzindo as benesses de ministros, deputados, senadores, governadores, prefeitos…. Existe uma série de despesas pagas com dinheiro do MEU e do SEU imposto que não deviam ser feitas com dinheiro publico. Nós bancamos uma classe de marajás que fazem banquetes dignos de reis com dinheiro que manteriam escolas por anos, bancamos viagens de luxo e hotéis suntuosos para políticos que defendem apenas os próprios interesses pessoais ao invés de trabalhar para o desenvolvimento da sociedade como um todo. Alimentamos uma classe de parasitas que sugam o tutano dos nossos ossos e depois usam a palavra crise para justificar a conta da corrupção.

O governo Temer não está pondo um basta na corrupção, a esta legitimando com uma pec que visa tirar nossos direitos mais básicos – o da vida e da educação.

E os meios de comunicação ao invés de noticiar isso estão se omitindo. Estão privilegiando novelas e programa de auditório ao invés de mostrar como a sociedade está reagindo. Vez por outra tocam no assunto para nos dar a falsa sensação de sermos informados, mas a verdade é que a informação real nos vem sendo negada faz muito tempo.

Nossa mídia é uma máquina de desinformação, e muito eficiente por sinal. O que eu vejo é que vamos sim pagar a conta e aqueles que viveram os anos 80 podem sabem o que está por vir para nós. A partir do momento que esta PEC entrar em vigor estaremos sim vivendo a pior crise desde a década de 80. Uma crise que só se tornou financeira porque moralmente nós permitimos.

Nós nos omitimos passo a passo no processo. Nos permitimos manipular. Nos calamos. Paramos de bater panelas porque a Dilma caiu.

Como eu disse algumas vezes, não existe varinha mágica para solucionar nossos problemas. Especialmente porque nosso maior problema não é dinheiro – com tantos impostos que pagamos o Brasil tem mais dinheiro que a maioria dos países do mundo, nosso problema é ético e moral. É a falta de amor ao próximo que permite que homens e mulheres galguem o poder apenas pelo poder em si, pelas facilidades que ele oferece e não pelo serviço a ser prestado. Nosso egoísmo chegou a um ponto tão cruelmente absurdo que sancionamos genocídio.

Cortar investimento em segurança, saúde e educação é sim aceitar que os mais pobres devem morrer porque não pertencem a classe de recursos financeiros, pertencem a base da pirâmide – mão de obra – a classe desumanizada.

Me pergunto como o poder – Politico e/ou econômico pode cegar ao ponto de aqueles que estão nas cadeiras privilegiadas não verem o resto do país como seres humanos, como seus semelhantes?????????? Porque é isso que ocorre na prática, para nossos senhores ministros, deputados, senadores, governadores etc.. não somos pessoas, somos força de trabalho para ser espremida até a ultima gota. Para eles humanos são aqueles que partilham de sua situação sócio-econômica.

Neste sentido o Brasil nunca deixou de ser uma nação escravagista, apenas mudou a aparência para uma escravidão mais velada. Não temos tronco ou chicote, mas ainda vivemos na senzala e para nos manter nela que se nega o investimento em educação. Nos controlam com salários de fome de modo que trabalhamos até 12 horas por dia sem tempo para estudo ou lazer, sem tempo para pensar, porque pensar é perigoso, pensar nos move para as ruas.

Somos uma nação escravagista nos moldes do Panes et Circus – Julio César dava pão aos pobres e espetáculos de gladiadores. – Nossos governantes seguram nosso poder de compra no mínimo possível e investe na mídia bilhões para nos entreter ao invés de noticiar – aí temos novelas, big brother, shows de tv sobre a tv…. entretenimentos vazios em si só para não pensarmos no que nos aflige. – Nos passam o mantra de que “Tudo de ruim nesta vida é para melhorar” e não é bem assim. É nosso dever evitar os males que possam ser evitados.

Sofrer com humildade não é abaixar a cabeça e aceitar tudo que vier, é levantar a cabeça e tentar sempre fazer o nosso melhor, é tentar sermos melhores a cada dia e exigir e oferecer: honestidade, lealdade e respeito sim.

Não devemos aceitar essa guerra de desinformação que lançam sobre nós – devemos exigir antes que seja tarde demais e esta PEC caia sobre nós como a tampa de um caixão.

 

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