Um ótimo post de  O LADO ESCURO DA LUA que inspira a pensar – refletir sempre faz bem.

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Existimos em uma esfera de silenco, vagando nas sombras da cidade, a margem do que somos  – nos querem ter, mas não nos querem ouvir – nos querem peças de decoraça – luxuria – sonho – devaneio – nunca pessoas – nunca iguais no sentir, no querer ou no sofrer 

 

Desde o inicio da minha adolescência eu, como toda garota busquei personagens na ficção para me identificar, e com o tempo ficou cada vez mais claro que faltam personagens femininas completas, e que nas melhores histórias nós somos colocadas de lado, somos o alivio cômico, o par sexual e quase nunca um personagem completo e complexo.

Não faço questão de mulheres em todos os filmes que vejo, não sou inocente de pensar que todas as histórias funcionam assim, assim como há histórias em que o personagem masculino é meramente enfeite (Divinos Segredos – Filme 2002 ) O que eu faço questão é que a figura feminina não seja meramente um esteriótipo em meio aos machos de plantão, seja ela protagonista ou não que não seja como a elfa colocada as pressas no roteiro de O Hobbit – uma personagem vazia e sem sentido na trama, colocada para satisfazer o politicamente correto. Nota-se que O senhor dos Anéis é uma narrativa tipicamente masculina e masculinizada, mas que tem personagens femininas fortes que adquire contornos próprios – Galadriel pode aparecer pouco nos filmes, mas tem sua própria saga em outras narrativas fora do tomo principal sendo uma personagem que não deve nada a homem nenhum.

Sou a favor sim da busca por uma maior representatividade do gênero feminino no cinema, mas me incomoda tanto quanto os esteriótipos descritos no post abaixo os filmes panfletários como a versão 2016 dos caça fantasmas. Lembro quando vi que seria protagonizado por mulheres que fiquei animadíssima, então vi os trailers e depois o filme em si – que horror. Ao invés de uma história original, que talvez se passasse depois dos eventos da década de 80 eles tentaram recriar os originais com figuras caricatas que tinham tudo para ter personalidade, mas não chegaram a tanto. Caíram no clichê de serem as copias femininas dos personagens originais, paródias mal acabadas quando tinham tudo para uma sequencia eletrizante.

Me desaponta como o cinema nos vê como paródias dos personagens masculinos, nos relegando personagens de segunda classe, mesmo quanto tenta sair do lugar comum. Mas isso coloca em evidência uma outra questão – se a sociedade não nos vê como pessoas, mas si como objetos sexuais, ou como bichinhos de estimação, ou como loucas varridas sem senso lógico como que o cinema será capaz de nos retratar.

Se olharmos para as artes em geral o corpo feminino está em primeiro lugar entre a imagem mais cultuada e retratada nas artes, já nos viraram do avesso entre criança, santa, ninfa, esposa e puta, mas a arte parece poucas vezes ter ido além da imagem.  Somos como as flores repetidamente pintadas para decorar paredes, exaustivamente examinadas por fora, mas completamente ignoradas como seres sencientes. Quando nos destacamos nas artes ou é pelo corpo ou pela dimensão trágica de nossas vidas.

 

 

Originally posted on ÁGORA: http://revistagalileu.globo.com/Cultura/noticia/2016/03/5-estereotipos-de-personagens-femininos-utilizados-na-ficcao.html 5 estereótipos de personagens femininos utilizados na ficção E que precisam parar já ISABEL LUCAS INTERPRETANDO UMA “SEDUTORA DEMONÍACA” NA FRANQUIA “TRANSFORMERS” (FOTO: DIVULGAÇÃO) Um estereótipo é um padrão construído de forma impessoal a partir da repetição. Quando utilizado demais, ele se torna um clichê. Ao perceber vários desses estereótipos…

via 5 estereótipos de personagens femininos utilizados na ficção — O LADO ESCURO DA LUA

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