Quando criança não compreendia o fascínio dos românticos pelas rosas.

Hoje, as vejo tão parecidas conosco (mulheres) – Homens olham-nos (mulhres e rosas) pela suavidade das pétalas, pelo fescor da juventude recem desabrochada, e ignoram solenemente nossos espinhos (ideias, desejos, motivações) gritos mudos de independência.

Por mais que exponhamos nossas garras e gritemos por liberdade de apenas ser quem somos, apenas nos extirpam os espinhos, colocam-nos em buquês, arrancam e ajeitam nossas pétalas de modo a parecer-mos todas iguais e depois reclama que murchamos tão rápido quanto uma revolução do sol.

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Impressiona -me a ferocidade das rosas Delicadas pétalas – ornando uma vida breve – Espinhos – pequenas e invisíveis garras vorazes

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