Em primeiro lugar o nosso Senado deixa de lado temas importantes, tem altíssimos índices de abstenção ao longo de todo o ano, ou seja vive parasitando ao invés de trabalhar, e apenas quando surge uma matéria que é de seu interesse pessoal, que os beneficia de algum modo, estes senhores sentem uma necessidade absurda de trabalhar até altas horas da noite, fins de semana e até mesmo em feriados.

A pressa se justifica porque a versão aprovada pelos deputados ameniza as punições do crime de corrupção. Entre outras decisões amenizadas pela Câmara está a proibição do confisco do patrimônio de servidores e agentes políticos condenados por enriquecimento ilícito, ampliação em um terço do prazo de prescrição de crimes contra o setor público, a negociação penal com réu preso, exigência do pedido de prisão para a solicitação de habeas corpus e o teste de integridade do investigado, entre outras modificações barradas pelos deputados.

Sob orientação de Renan, o requerimento de urgência foi apresentado pelos líderes do PMDB, Eunício Oliveira (CE), do PSD, Omar Aziz (AM) e do PTC, Fernando Collor (AL), com o pedido de votação do projeto em regime de urgência e a inclusão imediata do tema na pauta do Senado. Mesmo com a convocação de Renan, os três líderes se omitiram e não defenderam o requerimento, como era esperado e prevê o regimento. Somente senadores contra a votação às pressas discursaram.

Preste muita atenção a estes nomes –

Entre os apoiadores da pressa estão Romero Jucá (PMDB-RR), Ivo Cassol, senador já condenado por crimes desmandos na gestão como prefeito, Valdir Raupp (PMDB-RO), Hélio José (PSD-DF), Ciro Nogueira (PP-PI), Fernando Bezerra Coelho(PE), Humberto Costa (PT-PE) e João Alberto (PMDB-MA), todos investigados pela Lava Jato e com risco de serem denunciados ao Supremo Tribunal Federal pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot.

O que me deixa mais indignada é que a crise criada por estes mesmos parasitas continua de vento em popa, e ao invés de trabalhar para melhorar a economia internamente, eles ignoram solenemente que as pessoas que sustentam a máquina publica – o povo – está cada vez mais sem dinheiro – isso significa que quem tem imóveis para alugar está ficando sem inquilinos, mercados, lojas, panificadoras, prestadores de serviços estão com clientela reduzida, as pessoas estão comprando menos, se afundando em dívidas que não conseguem pagar, há mais pessoas nas ruas assaltando, pedindo esmolas, com fome – basta olhar em volta e enquanto isso acontece os senadores estão trabalhando na madrugada para salvar o próprio rabo e a impressa – em especial a Globo – finge que não vê a revolta da população a fim de minimizar o impacto das manifestações.

É uma estratégia cruel de manipulação aquela que mostra apenas uma pincelada do assunto, com palavras bem escolhidas para causar o impacto necessário de modo as pessoas dizerem “é mostrou” e ao mesmo tempo amortecer o senso critico já passando a outro assunto qualquer como por exemplo os problemas conjugais de artista X e Y.

Nos permitimos ser feitos de idiota e o resultado é que estamos hoje muito perto da crise que houve nos anos 80, quando fazia-se fila nos postos de gasolina para enche o tanque porque a gasolina subia 2 a 3x por semana e estocava-se alimentos nunca era garantido que o salário do mês seguinte seria o suficiente para comprar o básico. Já vivemos algo muito próximo a uma ditadura civil, em órgão públicos muitos de nós tem medo de falar abertamente o que pensa, em tantos estados somos usados como curral eleitoral….

Anúncios