Minhas questões – metafísica da angustia? ou só pensando mesmo?

Não consigo parar de pensar na estrada que estamos trilhando desde 2013 quando fomos a primeira vez as ruas e houva a euforia de pensar que “O gigante despertou” Ali começamos um momento delicado que nos levou as ultimas eleições presidenciais nas quais ficamos entre Aécio e novamente a tão criticada Dilma – Ouvimos propostas e mentiras dos dois lados e optamos que o caminho menos ruim seria a Dilma – sem saber das serpentes que ela levava junto – porque sem o apoio dos antigos partidários ela fez um “pacto com o diabo”  ou quase isso quando aceito Temer como vice e outros parasitas.

A verdade é que a corrupção já chegou a níveis tão astronômicos que  não temos mais lado inocente, aqueles interessando em conter as investigações que reduziriam a roubalheira disputaram as eleições dos dois lados – porque o bom empresário não deposita seus ovos em uma única cesta, e precisavam garantir a esfera de influência. Seu candidato era o Aécio que tentaram nos empurrar goela abaixo, no entanto como este plano falhou foram para o plano B – tornar a já enfraquecida e isolada, nada carismática Dilma uma marionete – Também não funcionou e em ultima instância decidiram VAMOS PARAR O PAÍS, AGRAVAR A CRISE E CHUTAR ELA DA PRESIDÊNCIA – deu super certo.

Uma vez que Temer – nosso Lord Duncan entrou no cenário (nosso Palpatine ainda está oculto tenho certeza, Temer não é inteligente suficiente para ser mais que pau mandado, escudo humano da outras forças) começou o desmonte do país. Ao invés de propor medias que atuem a crise temos aumentos para classes privilegiadas de servidores públicos e sucateamento dos serviços para a população. Ao invés de verdadeira austeridade – cortando ministérios, reduzindo quantidade de deputados senadores mamando nas tetas dos nossos impostos eles aumentam os próprios salários e inventam novas formas de desviar dinheiro, criam leis para devolver o Brasil ao escravagismo – só que agora o escravagismo não é as claras, não é declarado, porque recebemos salários – mas salários que mal pagam as contas básicas, que não servem para aquecer a economia.

NA CRISE PRIMEIRA PROVIDENCIA DEVA SER AQUECER A ECONOMIA – OUTROS LUGARES DO MUNDO CORTAM NA CARNE E FAZEM OBRAS PUBLICAS PARA EMPREGAR A POPULAÇÃO, PARA FAZER O DINHEIRO CIRCULAR E AQUI AUMENTAMOS SALÁRIOS DE JUÍZES, DEFENSORES E MASSACRAMOS QUEM PODERIA SALVAR O PAÍS – O CONSUMIDOR MÉDIO, O CIDADÃO EM GERAL.

Nossos impostos estão escoando pelo ralo da corrupção e isso gera um cenário de descrença e desespero e o desespero pode nos levar para tês possíveis futuros terríveis –

1º A intervenção militar e o retorno da ditadura. – A vida humana novamente perderá seu valor e morreremos nós que temos opinião e não temos dinheiro para fugir do país

2º Guerra civil – podemos ser levados a violência extrema como ocorreu em diversos países da América e África.

3º Ditadura civil que pode ou não ter cunho religioso e fundamentalista.

Confesso que vivo com medo, medo das várias formas de violência que crescem na nossa sociedade – ou aumento da pobreza elevou o número de marginais nas ruas, nosso sistema penitenciário é ridículo e falido – medo porque meu salário já não chega ao fim do mês.

Tenho medo que nossos corações tornem-se tão brutos e enfurecidos como os de extremistas como militantes do Isis e outros grupos fundamentalistas, tenho medo que percamos as oportunidade sermos o melhor que podemos ser por estarmos acuados, exaustos, privados de nossos direitos básicos.

Eu não espero que sejamos passivos e esperamos que as coisas melhores, entendo a necessidade crescente de exigir mudanças, mas também observo que essas mudanças não vão ocorrer facilmente e que dependem de mudanças pessoais. No blog sempre bato na tecla de que nós devemos ser mais éticos. Nós  devemos ser, para exigir ética.

Não vamos mudar essa corrupção institucionalizada se começarmos a quebrar caixas eletrônicos e saquear lojas durante nossas manifestações, precisamos ir ao lugar certo, ao coração do país, temos que invadir as seções noturnas nas assembleias, temos que começar a exigir que acabem com os mega salários pois sim é um momento de austeridade, mas junto com isso temos que acabar com as pequenas e grandes propinas, com as pequenas e grandes trocas de favores. O “dar um jeitinho” tem que acabar em todas as instâncias. Não só lá onde estão Temer, Sarney, etc.. eles ão o que nossa cultura permite que sejam, nossa cultura que institucionalizou a propina com algo normal e corriqueiro.

Nossos problemas econômicos e sociais são fruto de um egoísmo desmedido de pessoas que não se satisfazem com nada, que amealham mais e mais dinheiro do que são capazes de gastar, constroem patrimônios dos quais não usufruem de verdade, e tem prazer no fato de dominar outros seres humanos como se fossem objetos ou animais. Eu pergunto ao meu leitor o quanto nós somos melhores que estas pessoas que vivem sugando os nossos suados impostos? O quanto cada um de nós agiria diferente se estivesse lá no topo da pirâmide?

Só quando a maior parte da população de fato tiver uma ética superior a estas pessoas, só quando produzimos filhos e netos capazes de agir melhor é que vamos sair deste atoleiro. Acredito que podemos dar os primeiros passos agora, neste terrível momento de crise, mas só se não cedermos poder ao autoritarismo, nem a violência desmedida.

Acredito que não haverá mudança sem violência – ela é inevitável, – desespero e frustração geram violência – mas acredito também que podemos não nos tornar refém dela, que podemos ser mais solidários com nossos semelhantes e não direcionar a violência para a destruição gratuita de patrimônio publico – porque o que é publico é pago com o meu e o seu trabalho, a não destruição de lojas…. a não violência contra o nosso irmão durante passeatas como a que ocorrera dia 18 agora.

Mas podemos reagir se formos atacados, podemos e devemos, podemos sim forçar a entrada em votações que roubam nosso direito de ser humanos e nos transforma e objetos a serem explorados como nossos irmãos negros trazidos da África, arrancados de suas famílias para gerar lucro para alguém que dava mais valor a cavalos que a pessoas.

Escravidão hoje não é uma questão de cor, é de poder econômico –

 

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Um pensamento sobre “Minhas questões – metafísica da angustia? ou só pensando mesmo?

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