O mundo está se tornando um lugar mais árido!

Ver diferentes meios de noticias é importante, isso porque casa veiculo de comunicação, cada empresa de mídia, cada jornal tem sua ideologia e sua escolha de palavras a cerca de cada tema sempre será norteado pelo ponto de vista ideológico que ele defende, e todo texto por mais inocente que pareça tem a função de convencer o leitor/ouvinte/interlocutor.

Todo ato de comunicação é uma tentaria de convencimento a cerca das ideias e visão de mundo de quem fala/canta/escreve/faz sinal de fumaça/pinta/grafita/pinta… Assim sendo ter a própria visão a cerca do cenário politico econômico é uma tarefa difícil, em especial quando nós Brasileiros somos adestrados pela Rede BOBO(Globo) de Televisão, crescemos com as bundas do programa do GuGu, ou os videos melosos do Faustão puxando saco dos atores e atrizes da novela que estiver sendo promovida no domingo, para garantir a audiência segunda, ou somos enclausurados pelas posições da Record que camufla o fato de transformar a religião em uma máquina de fazer dinheiro.

Não somos ensinados a pensar por nós mesmos, não somos incentivado a não aceitar jornais como verdade absoluta e assim seguimos refém do que parece ser o desejo da “maioria” mas quem é maioria neste país? Não somos nós trabalhadores? Não somos nós mulheres, negros, pobres, gays; a maioria ??? Se somos nós com certeza não é a nossa vontade que ecoa nas politicas publicas porque nossos impostos continuam indo para um imenso buraco negro ao invés de converterem-se em obras e politicas publicas eficientes.

Neste quadro triste de corrupção em todos os setores da sociedade ao invés de tornamos-nos mais conscientes parece que estamos endurecendo em um egoismo sem fim. Estamos nos fechado em nossos problemas atentos as nossas necessidades individuais sem pensar que elas só serão satisfeitas se como sociedade nos  tornarmos capazes de respeitar a necessidade do próximo.

Vejo a fragmentação da utópica ideia da união europeia começando pela crise de Grécia, Portugal e Espanha, a Saída da Inglaterra da Zona do Euro, vejo oriente médio se afundar em guerras em que a misoginia, o assassinato e o estupro estão á cima da capacidade respeitar e amar a vida. Vejo Europeus que se dizem tão intelectual e socialmente evoluídos usarem o terror da guerra para estuprar mulheres e crianças em troca de sua entrada no país, vejo “Boas pessoas” desejando a morte de refugiados ao invés de pensar que o mundo seria melhor se o ser humano odiasse menos seu semelhante. Vejo o atual presidente americano idolatrar a segregação com a ideia de construir um muro, favorecer a segregação (racial, social, étnica, religiosa) Não foi isso que Hitler fez? No fim das contas a muralha da China, o muro que dividas Alemanha em Duas e tantos outros muros são assim tão eficazes?

Me parece que o mundo está ficando mais e mais intransigente, está trocando o amor ao próximo pelo amor ao dinheiro. Mas a verdade é que estamos todos sendo feitos de idiotas – isso porque o poder o dinheiro que são tão amados e idolatrados não são acessíveis a quem executa cegamente estas politicas. Poder e dinheiro concentram-se nas mãos de muito poucos. O Resto de nós não passa de marionetes danando conforme a musica destes poucos e tratando nossos semelhantes como se não fossem humanos, mas coisas, como maquinas de trabalhar ou números a serem cortados de uma conta qualquer.

Me entristece profundamente essa nossa capacidade de desumanizar nossos semelhantes e pensar só em nossas necessidades imediatas.

Eu não quero que o mundo continue por este caminho de Recrudescimento, de desamor, de egoísmo. Corrupção e desonestidade são frutos de um profundo egoismo que parece estar em toda parte.

Nosso país tem afundado em escandaloso de corrupção desde sempre, mas em muitas décadas que não tínhamos uma regressão sócio-econômica como a que vivemos agora . Estamos deliberadamente jogando fora nossas grades coquistas sociais – não estou fando aqui de Lula ou Dilma ou qualquer sigla – estou falando de que pela primeira vez desde o Brasil colonial tivemos um período em que não fomos escravos do trabalho, que sentimos que podíamos trabalhar não apenas para sobreviver, mas para ter prazer em nossas carreiras, que podíamos progredir e ter qualidade de vida e de 2 anos para cá isso vem sendo arrancado de nós, e por egoísmo estamos permitindo.

Estamos tão ocupados fingindo que não somos pobres e odiando a pobreza que vamos nos afogar nela, vamos trabalhar como bestas de cargar por décadas antes de termos novamente o prazer de amar nossas carreiras, de fazer o melhor que podemos a cada dia, de querer ser melhores.

A corrupção que rouba, superfatura, que leva vantagem de um real que seja em detrimento do patrimônio publico  é filha do egoismo que nos faz querer estar à cima do nosso semelhante apenas por orgulho, porque não existe mérito em pisar em quem quer que seja.

Confundimos poder com a capacidade de subjugar o semelhante, retomamos os valores da roma antiga, dos primórdios da civilização quando manter uma hierarquia social dependa de poder e violência, quando era aceito que um ser humano pudesse ser propriedade de outro, que um homem podia estuprar e matar esposa e filhas se assim quisesse. Queria dizer que superamos isso, que somos melhores que isso.

Mas como podemos ser melhores se nós “Pessoas de Bem” ainda apedrejamos pessoas. Apedrejamos tanto com nossas mãos como com nossos desejos e palavras. A esposa do ex presidente está entre a vida e e morte, e independente de ser ou não mulher do Lula ela é um ser humano que como Maria Madalena está sendo apedrejada na rua. Detalhe, somos exatamente como os fariseus que perseguiam a pecadora, cobertos de pecados que fingimos não ver porque condenar a morte é fácil, é mais difícil transformar um país, é mais difícil parar de desviar os olhos para as pequenas corrupções que validam a grande corrupção que em dos anos retirou de nós mais do que o governo Português foi capaz de extrair da colonia Brasil em todo o período de dominação.

Este ultimo ano em especial está roubando de nós a capacidade de sermos solidários, está roubando de nós o direito da cidadania, e estamos permitindo que nos desumanize o que é a forma mais eficiente de sermos dominas e pisados. Estamos virando uma força de trabalho semelhante aos escravos que foram trazidos acorrentados.

Hoje as correntes são mais sutis, não são feitas de metal, são feitas de mídia, de dívidas, são feitas de ideologias que nos afastam da solidariedade e nos jogam uns contra os outros porque  escravos desunidos não se revoltam. Escravos de corações brutos endurecidos pelo preconceito e pela promessa de poder para subjugar outros escravos são os melhores feitores e os mais cruéis, porque para fugir da verdade (de que não são livres, mas sim objetos e tentando igualar-se ao mestre) odiaram todos que se assemelham a si mesmo e tornam-se brutais.

Apenas o amor ao próximo pode produzir uma sociedade de fartura na qual todos tenham qualidade de vida. Apenas o respeito ao semelhante na mesma medida em que queremos ser respeitados vai nos libertar das amaras da pobreza.

Não precisamos de uma sociedade utópica em que todos são ricos, precisamos de uma sociedade em que o poder seja a capacidade fazer os usos de suas atribuições para o crescimento coletivo, que o orgulho seja a tarefa bem feita no fim de cada dia sem pisar ou massacrar ninguém, que a fortuna seja o justo por cada jornada de trabalho de modo que tanto o rico e quanto o pobre tenham direito a saúde, segurança e educação – tendo estas três coisas o resto se conquista por mérito próprio.

No entanto enquanto houver corrupção – seja furar uma fila, estar em fila dupla ou superfaturar uma obra gigantesca – seremos incapazes de garantir os direitos mais básicos as pessoas e ainda estaremos lutando como animais por restos de comida.

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