coisas que acho legais

AMEI –

Ontem mesmo estava falando justamente sobre este tema com minha mãe e minha madrinha, os esteriótipos de gênero aprisionam tanto homens quanto mulheres.

No passado – historicamente – homens já puderam usar peças que hoje seriam chamadas de tipicamente femininas, mas que eram comuns aos dois gêneros. Temos resquícios disso nas imagens de egípcios usando algo que nos lembra saias,  gregos e romanos usando togas, irlandeses com seus lindos kilts. A diferenciação das roupas masculinas e femininas sempre teve o caráter castrador, seja escondendo o corpo da mulher por “ser propriedade do pai e depois do marido” ou exibindo como um troféu “comprado pelo casamento” “ou conquistado pela força bruta” A partir do momento em que separa-se o que cada gênero pode usar estabelece-se uma relação de controle dando a um liberdade de movimento e tirando isso do outro.

Roupa não é apenas aquilo que reveste o nosso corpo, é um medidor social usando para mostrar a qual classe social que se pertence, e qual o papel daquela pessoa em determinada classe social, não creio que a moda tenha muda isto nos ultimo século. Ainda temos uma moda que dita padrões para classes diferentes e sexos diferentes levando mais em conta o papel social que o conforto ou a vontade de quem se veste.

Costumamos pensar que só nos mulheres sofremos com isso sendo que nossas roupas são quase sempre feitas para valorizar atributos socialmente aceitos como marcas de feminilidade e recato (não finjam que não é assim quem ousa demais ainda é chamada de puta ou mulher macho), mas se pensarmos bem nosso padrão masculino e feminino tornou-se castrador para homens também quando tornou-se socialmente definido que as calças são marcas do masculino/macho tirou-se o direito do conforto as velhas togas e kilts que podem ser mais frescos que o jeans ou a calça social ou mesmo a bermuda, homens tem aquele bendito pinduricalho entre as pernas que nunca mais pode respirar livre sem ser amassado por tecido.

Quando nós mulheres começamos a reivindicar o conforto de usar o que nos der vontade conquistamos as benditas calças, mas em versões bem mais apertadas “para valorizar as curvas, ou ridiculamente baixas perdendo parte do conforto em favor da “feminilidade”.

Acredito que a verdadeira liberdade é cada um de nós, seja homem ou mulher, poder usar o que desejar sem que isso seja usado para definir nossa sexualidade. Não sou contra lindos saltos e roupas ajustadas, sou contra só poder usar isso.

 

Muito se fala por aí sobre uma nova tendência: a moda sem gênero. Muitas empresas tentaram, mas a verdade é que pouquíssimas, para dizer muito, conseguiram chegar em um resultado que agradasse quem apoia a causa. Será que essa tal moda existe de verdade? Vem ver o que encontrei nos links dessa semana! A moda…

via Links da semana: existe moda sem gênero? — Lu Ferreira | Chata de Galocha!

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