Mulheres não tem direito de serem criativas? Artistas plásticas? Roteiristas? Serem boas nisso e ainda gostarem? Essa coisa de dividir o mundo por sexo não limita só as mulheres, mas os homens também. Gera um modo de ameaças “miticas” à masculinidade.
Quando vejo esses ataques de misóginia só consigo sentir tristeza. O ódio empobrece a sociedade e afasta as pessoas. Os mesmos tolls que criticam a existência de mulheres no meio nerd são os que reclamam dia e noite não achar uma companheira que curta nerdices , jogue video games ou que topem aquela maratona de Star Wars ou Star Trek. Se as pessoas parassem de dividir o mundo entre o que só homem pode e o que é permitido para mulheres haveria muito mais espaço para parcerias divinas.
O ódio afasta as pessoas, limita e empobrece a sociedade.
Neste ponto tiro o chapéu para a série britânica Doctor Who que ousa desafiar a misóginia com uma protagonista em um papel até agora masculino, mas tem auto uma das grandes premissas da série desafiar alguns tabus bastante enraizados quanto a gênero.
Não prego supremacia feminina, mas o mesmo direto dos caras de curtir uma boa hq, animes, ficção científica… chega de dividir o mundo da arte em masculino e feminino – arte, drama, ficção valem para todos que se dispõe a apreciar.

http://escrevalolaescreva.blogspot.com.br/2017/08/misoginos-atacam-editora-da-marvel-por.html

Quando falamos sobre o sexismo generalizado nos quadrinhos, é isso que queremos dizer. Queremos dizer que alguns “fãs” são tão misóginos e se sentem tão ameaçados pela ideia de mulheres na indústria, que uma selfie desencadeia esse comportamento. Essa raiva é ainda pior se você for uma mulher trans, ou uma mulher negra, ou uma mulher com deficiência. Não há nada que as mulheres possam fazer para se proteger

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