Amarás ao teu próximo como a ti mesmo. –  Parece brega, meio piegas, coisa de gente religiosa, mas se pensar bem esse é o segredo para construir uma nação de prosperidade.

A primeira coisa é aprender a amar a si mesmo. Será que nos amamos de verdade? Nos respeitamos? Alguém que se ama não sofre de necessidade de auto afirmação, nãos sente inveja, não deseja o mal para o semelhante, não cobiça as posse ou conquistas dos outros, trabalha nas próprias conquistas e vitórias. Não precisa usar outro ser humano como suporte emocional – “fulano vai me fazer feliz.”

Em segundo, se eu me amo e não tenho hábitos autodestrutivos, então não farei cosias que façam mal ao meu semelhante, ou seja sem inveja e cobiça não há roubo, nem corrupção de qualquer espécie. Se respeito meu semelhante do mesmo modo que a mim mesmo, não furarei fila porque pensarei nos outros que estão na mesma situação, não estacionarei em fila dupla para meu próprio comodismo atrapalhando o transido porque não desejarei que outro o faça isso comigo, não estacionarei em vaga de deficiente porque é mais perto do shopping ou da entrada do supermercado porque pensarei nas pessoas com dificuldade de locomoção. Não desviarei dinheiro que não me pertence porque dinheiro não brota do nada, ele vem de algum lugar com uma finalidade específica.

Sofremos um período em que o desamor, o orgulho, a cobiça, ambição desmedida e a vaidade exagerada dominam a sociedade. A corrupção no cenário politico-econômico é o resultado da combinação destas mazelas que estão entranhadas em todos os setores da sociedade. Não adianta colocar #ForaTemer ou ter batido panela contra Dilma, se não começarmos a mudar a nós mesmos.

Nossa sociedade, nossos governantes são reflexos da nossa mentalidade e das nossas ações assim como nós nos tornamos o reflexo das ações destes mesmos governantes. Um circulo vicioso ou uma espiral que pode culminar em uma sociedade destruída pela miséria e violência ou  em prosperidade e qualidade de vida.

O desamor transforma as pessoas em monstros que olham outros seres humanos como objetos, como bestas de carga, como força de trabalho, como fonte de riqueza, mas não como semelhante com os mesmos direitos e sentimentos, esta linha de pensamento e ação nos leva mais e mais para o abismo da miséria e da exploração.

Nós brasileiros estamos caminhando da beirada deste abismo. Estamos no meio da encruzilhada que nos conduz ou para dentro das sombras ou para a prosperidade. Como escolher o melhor caminho? Parando para pensar nas pequenas ações do dia a dia, agindo como querendo que nossos políticos ajam conosco.

Não existe força para lutar contra a corrupção se agimos do mesmo modo que os criminosos que queremos tirar do poder. Eu acredito que podemos escolher o nosso futuro por meio de uma mudança de atitude. Bater panela é lindo, vestir camiseta da CBF é fofo, adorar ou apedrejar o pato de borracha, fazer dancinha, mas nada disso muda o quadro geral.

Atiçar os ratos não os remove do celeiro, apenas os deixa mais irritados e vorazes, tão vorazes que estão comendo este país como se não houvesse amanhã. Estamos naufragando, e se não começarmos a ser solidários, a amar no nosso semelhante e nos ajudarmos de forma fraterna nos afogaremos.

Escolhamos o caminho da ética, da solidariedade, e estaremos unidos para por fim nesse mar de corrupção. A primeira onda contra nós já veio – Reforma Trabalhista e da Previdência. Outras mais virão, se não nos reformarmos como seres humanos não seremos capazes de lutar ou resistir a elas.

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