O que é serviço público? Na sua cabeça caro leitor do blog, o que é o serviço público? Quem trabalha nele? Para que ele serve?

Eu sou servidora pública, estou dentro da máquina e ela é um paradoxo. Amada e odiada ao mesmo tempo. Cheia de contradições. Mas, de onde vem essas contradições. As contradições que nos matam de ódio vem de nós mesmos – enquanto cidadãos. Como?

Simples. Se você trabalhasse no serviço público você procuraria fazer o seu melhor todos dos dias? Você se sentiria obrigado a ajudar membros da família a ingressar por indicação ou manteria a posição de que o ingresso deve ser por mérito (concurso e processo seletivo)? Pense bem antes de responder.

Nós brasileiros temos a doença da “moral elástica” isso é nepotismo se for o desconhecido ou o desafeto, mas ser for para amigo e parente não. Nossa cultora do QI destrói nossa moral na hora de criticar a corrupção na presidência, no senado, no congresso, nas assembleias, até na reunião de condomínio. Combater a corrupção implica em uma mudança de mentalidade em todos os segmentos da nossa sociedade, implica em desenvolver um novo tipo de orgulho dentro e fora do serviço público. O orgulho em buscar ser a melhor pessoa que pudermos ser. O orgulho de desempenhar bem o nosso papel seja burocrático seja no atendimento ao cidadão.

Mudar a mentalidade do servidor e do cidadão para entender que a coisa publica não é a coisa do governo, coisa pública é objeto, local e/ou serviço pago pelo cidadão de bem para benefício da coletividade, para a construção da qualidade de vida, e o servidor que se empenha neste sentido deveria ter orgulho de si independente da função, cargo ou remuneração. Do gari ao magistrado, todos somos servidores da população. Mas nossa sociedade atual coloca alguns servidores em um pedestal como se a sociedade devesse servir a eles e não o contrário, então seus salários tornam-se surreais criando discrepâncias de filmes distópicos como:

  • Jogos Vorazes
  • Divergente
  • “Elysium
  • Metrópolis (1927) | Fritz Lang
  • Minority Report – A Nova Lei- 2002
  • THX 1138 (1971) | George Lucas
  • Mad Max – todas as continuações incluindo estrada da fúria
  • RoboCop – O Policial do Futuro (1987) | Paul Verhoeven – o original tem uma critica que se perdeu um pouco na readaptação de 2014 – observe a sociedade de Detroit e observe a nossa sociedade frente a crise
  • V de Vingança (2005) | James McTeigue
  • Preço do Amanhã (2011)

Filmes e livros sobre distopias não nascem ao acaso, eles refletem situações da sociedade ocidental, em especial a possibilidade destas situações chegarem a um ponto insustentável. São criticas vorazes a comportamentos – sócio-politico-econômicos que podem degradar a nossa sociedade como um câncer, são um grito vindo do mudo das artes nos pedido para não deixar que a sociedade se degrade a este ponto. São a ficção nos pedido para não permitir que a corrupção, a cobiça, o desamor ao semelhante nos transforme em estados como o Isis ou o regime Talibã. A ficção tem a liberdade poética do exagero para nos mostrar o que não vemos mergulhados no nosso dia a dia.

Fiz esta listinha com a intensão de provocar a curiosidade, de ascender a vontade de observar nossa sociedade e achar no  nosso dia a dia o que inspira nossos artista a produzir estas criticas, estes gritos de socorro, e claro aceito sugestões para ampliar esta listinha.

Anúncios