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Aloe vera – vulgo babosa – plantinha amada

Bom dia!

Hoje volto a falar de cabelo. Afinal vira e mexe o blog vira um cantinho de vaidade feminina e isso é muito saudável. Para amar ao próximo é preciso amar a si mesmo, e uma face do amor a nós mesmos é manter alguns cuidados com o corpo e mente.

Vaidade não é a grande vilã da vida, o mal está no exagero, no tentar ser eternamente jovem sem aproveitar cada fase da vida com suas alegrias e dores. Dito isto vou para o tema do post de hoje.

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Quem nunca ouviu falar de Babosa? Aloe Vera?

Uma plantinha maravilhosa que tem a maior cara de quintal de vó.

Na minha infância primas e tias sempre usavam e eu achava aquilo estranho e meio nojento, parecendo baba. Uma eca. Pois bem, o tempo passou, a economia mudou, passamos por melhorias financeiras e logo os tratamentos cosméticos naturais desapareceram. Já na minha adolescência ninguém parecia lembra da existência dela . Entramos de vez na era dos produtos industrializados, o auge dos silicones e parafinas para o cabelo. Meus cachinhos viviam alisados e empastados. Hoje eu sei porque meu cabelo ficava opaco quando secava natural – a ditadura dos silicones e pomadas para baixar o volume, sempre na bolsa, sempre empastando o cabelo.

Pois bem, desde tive o cabelo emborrachado e corte químico por conta de ter descolorido do vermelhão para o louro platinado sem recuar na progressiva, o terror de toda mulher, ou estava preso, ou escovado ou escondido sob algum acessório. Passei a testar tudo que diziam ser bom para o cabelo, tenho alguns post no blog sobre produtos que usei, até que conheci a henna e o método champi(umectação)  entrei em uma onda mais natural aos poucos reduzindo as químicas da minha vida, Abandonei os petrolatos, reduzi o uso de shampoo com sulfatos fortes, troquei tinta por henna, passei a usar óleos naturais para umectar, então as memórias da infância pareciam perguntar porque não experimentar. É natural, ainda existe no quintal de vovó – como plantinha ornamental.

Primeiro passo foi pesquisar um pouco sobre a dita cuja. Ela está nos melhores pós sol do mercado por ser um cicatrizante danado de eficiente.

Eu nem imaginava que essa plantinha chamada vulgarmente de babosa, é utilizada pelo homem há mais de 5.500 anos como planta medicinal, conforme registros em papiros egípcios datados de 3.500 anos antes de Cristo. Outros registros de seu uso com fins medicinais e cosméticos são encontrados nas civilizações, árabe, grega, egípcia, romana, asiática e africana. Incluem-se aqui as citações bíblicas em Cantares 4:14 e João 19:39, além da história egípcia relatar que suas rainhas Nefertite e Cleópatra usaram a babosa com grandes efeitos positivos como fitoterápico e cosmético.

O exercito romano carregava folhas e mudas, usavam o gel por cima e dentro de feridas de combate.

Os efeitos positivos da Aloe vera (babosa) podem ser obtidos Externamente como: downloadhidratante, adstringente, emoliente, anti-inflamatório, analgésico e protetor da pele contra os raios UV do sol, imunoestimulante, retardador do envelhecimento da pele, excelente cicatrizante em cortes, ferimentos e queimaduras em geral, auxiliar nos tratamentos de , acne, alergias e picadas de inseto, erupções, edemas, eczemas, manchas, crostas, seborréias, caspa e queda de cabelos, psoríase, erisipela, úlcera varicose, escaras, câncer de pele, herpes simples e de zortes, além do uso cosmético.

O gel de Aloe vera possui em torno de 75 componentes entre vitaminas, aminoácidos, enzimas,ácidos graxos, saponinas, complexos antraquinônicos e sais minerais. Promove ativação dos fibroblastos, aumentando tanto a síntese de colágeno quanto de glicosaminoglicano, levando à reparação dos tecidos.

Ou seja, a industria farmacêutica se beneficia horrores quando nos esquecemos dos conhecimentos tradicionais. A química farmaceutica tradicional fragmenta os conhecimentos e encapsula princípios ativos . Não nego que tenha seus méritos no tratamento de doenças, na descoberta de novos princípios ativos e na redescoberta de antigos, mas o uso de produtos naturais também tem seu espaço no mundo.

Por mais que tenhamos evoluído tecnologicamente e estejamos deixando nossos espaços esterilizados ainda há espaço para o contato com a natureza em nossas vidas. Não se trata apenas de ativos, pois se fosse apenas isso os produtos de farmácia seriam suficiente, mas há a questão também da energia. Somos seres orgânicos, e o contato com a medicina  natural não é excluir os benefícios da medicina tradicional, dar ao nosso corpo estímulos orgânicos e anímicos para se manter saudável.

Amo a industria cosmética, não penso em ser totalmente vegana, mas acredito que quando introduzimos o equilíbrio com tratamentos naturais nos tornamos mais sadios. Eu estou amando a redescoberta da babosa, infusão de gengibre (para o couro cabeludo) óleos naturais etc.

Receitinha para o uso de babosa

  •  O gel de uma folha média ou grande – nunca use a casaca porque pode causar alergia
  • 4 colheres de creme branco sem silicones insolúveis em água, sem parafina e outros petrolatos – pode ter queratina (receita para o meu cabelo que molhado bate pouco a baixo do ombro e é cacheado )
  • 4 colheres de oleo de coco
  • 2 colheres de óleo de ricino

Bato no liquidificador para melhorar a textura e facilitar a aplicação. Passo do couro cabeludo até as pontas (no cabelo limpo e quase seco) massageio bem o couro cabeludo com as pontas dos dedos (estimula a corrente sanguínea, fortalece e auxilia no crescimento) no comprimento aplico fazendo movimentos apenas de cima para baixo para fechar as escamas (enluvando as mechas) coloco uma touca e deixo agir no mínimo 30 min e o máximo que já deixei foi uma tarde (estava fazendo faxina na casa) enxaguar normalmente e aplicar o condicionador – não o cabelo não fica com aspecto oleoso. O restante do óleo que não tiver saído no enxague sai com a aplicação do condicionador. Não uso shampoo porque já lavei bem antes de aplicar a máscara.

  • obs I- a combinação da babosa com os óleos previne o couro de ficar oleoso e tem ação fungicida, adstringente (limpante) e bactericida. pode ser feito uma vez por semana ou a cada 15 dias. 
  • Obs II – faz um ano que não sei o que é ter pontas duplas e meu cabelo cresce como mato. 
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