coisas que acho legais

Europa/oriente x Brasil – Fotos de belas Cidades?!

Quem nunca ficou encantado em visualizar fotos belíssimas de cidades europeias? Apaixonada por fotografia, tenho navegado em busca de dicas de fotografia – tentando aprender qualquer coisa já que sou MUIIIIITO amadora, e nessa vida de pesquisar dicas de fotos para paisagens naturais e urbanas a gente sempre se depara com aquelas imagens da Europa que parecem outro OKJI8042.jpgmundo como neste belo link  https://www.instagram.com/map_of_europe/ 

Mas ao mesmo tempo em que me encanto me lembro que nem tudo na arquitetura européia é sofisticado e arrojado, tem imagens de uma simplicidade comparável às nossas cidades mais interioranas. O que encanta, o torna mágico para as fotos é a conservação, a limpeza, o cuidado.

Qualquer cidade em qualquer lugar do mundo pode ser bela, mas para isso é preciso que a cidade seja amada, cuidada não só pelo poder público, mas pelas pessoas. Precisa haver um sentimento de orgulho e pertencimento sem isso continuamos jogando lixo na rua, ignorando o cuidado com a nossa própria calçada, deixando aquela praça linda morrer cheia de mato e lixo.

Vejo aquelas fotos lindas de flores na França, Holanda, Japão. E o Brasil? Não temos flores? Onde estão nossas flores? Nosso paisagismo urbano? Estamos tão ocupados reclamando, ou ignorando nossa cidade que perdemos a oportunidade de dar uma cara a a ela.

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Cidades refletem a personalidade de sua população, se nossa cidade está suja e feia que tipo de comportamento estamos tendo diante dela? Estamos contribuindo para a poluição ou para a conservação? Quando vemos um canteiro de flores bem cuidado na praça ou na ilha, ou na calçada do  vizinho como reagimos? Quando está comendo ou bebendo algo no seu lindo carro o que faz com a embalagem? Quando consome uma balinha ou chiclete na rua para onde via o papel? Quando passeia com seu cachorro recolhe as fezes dele ou finge que não é problema seu?

Nós brasileiros somos muito bons em fingir que alguns problemas não são nossos. Em países que costumamos admirar quando um bairro tem um terreno ocioso  as pessoas não jogam lixo nele, muitas vezes os donos ou os vizinhos plantam grama ou flores para que o mato não se torne um incomodo para a vizinhança. Já pensou em fazer isso no seu bairro naquele lote baldio que enche de maloqueiro e lixo? Claro que não, estamos tão acostumados ao “Cada um por si.” Nos falta o sentimento de coletividade de “nosso bairro.” “Nossa rua” “NOSSA CIDADE” isso é cidadania. O poder público sim tem responsabilidade de asfaltar, de fazer a coleta seletiva, a limpeza urbana, mas isso é só o básico. O essencial, a alma da cidade está nas pessoas.

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Quando expandimos o sentimento de solidariedade e começamos a pensar na qualidade de vida como um bem para todos nós transformamos o ambiente me que vivemos e criamos vistas maravilhosas que não perdem para nenhuma paisagem estrangeira. O que nos falta não são belas cidades, mas belos cidadãos. Quando respeitamos o espaço coletivo como algo “Nosso” no sentido fraterno na palavra estamos respeitando o direito do nosso semelhante de ir e vir, estamos afirmando nosso direito à qualidade de vida. Quando nos envolvemos na conservação das ruas, ilhas, praças, calçadas e jardins estamos criando oásis de bem estar para nós mesmos.

Que o poder público seja responsabilizado pela manutenção da estrutura física da nossa

IMG_3706.jpgcom atitudes frente aos nossos deveres solidários. Não existe direito no mundo sem dever, não existe qualidade de vida sem trabalho, não existe trabalho indigno – e quando valorizamos os coletores do nosso lixo, os varredores de rua, quando respeitamos o lugar deles na nossa sociedade não estamos fazendo caridade, estamos reconhecendo que sem eles a estrutura entra em colapso.

cidade, cobremos isso dia a dia, mas que nós sejamos responsáveis pela alma de nossas cidades. Que sejamos arquitetos do bem estar sendo cidadãos no sentido mais amplo da palavra, sem apenas bater no peito e arrotar direitos, mas fazendo valer esses direitos

 

Se queremos viver bem o caminho passa pelo entendimento de que bem estar é um estado de alma das pessoas e das pequenas comunidades.

IMG_5057.jpgQuando penso nas pequenas igrejas e templos que todos os dias brotam para todos os lados não consigo deixar de pensar que as pessoas deixam passar a oportunidade de usar aquele momento divido para sair das paredes frias a arregaçar as mangas na rua em que moram. Ali todos se conhecem e se conectam, se fortalecem no amor de cristo, mas não espalham esse amor em atitudes concretas. O colocam na bolsa e levam para casa, quando podiam multiplicar através de coisas simples como um projeto de cuidado com a pracinha mais próxima para que esteja apta a receber os jovens. Jovens ocupados em cuidar, plantar, regar são jovens longe das drogas ou quaisquer outros vícios. Jovens que aprendem a pintar um muro pichado são jovens que não poluirão visualmente sua cidade, não escreverão e não aceitaram que outros escrevam nos muros.

No Brasil não ensinamos nossos jovens a limpar a própria sujeira, achamos que ensinar a plantar, arrancar ervas daninhas, lavar banheiros nas escolas ou igrejas é rebaixar o “status” mas é isso que forma cidadãos nas comunidades mais desenvolvidas do mundo. O senso de responsabilidade que sai do egocentrismo e faz com que se reconheça que nosso lugar no mundo é conectado ao bem estar coletivo. Que não existe como viver bem pisando no outro, mas sim ajudando ou pelo menos respeitando. Que não tem beleza sem esforço. Não tem flores sem ter preparado a terra.

 

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