coisas que acho legais

Já fui desses #admitirfazbem

Me lembro, lá atrás, em 2013 quando os primeiros protestos começaram a gerar a onda

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Que a guerra seja contra a intolerância e não contra as pessoas. 

de “Será que o gigante acordou?” naquela Época não se falava ainda em Impeachment de Dilma, criticava-se a copa e os altos gastos, aumento do combustível do e do custo de vida, o famoso “Não são só 20 centavos.” sobre o aumento do custo do transporte público.

De lá para cá muita coisa aconteceu, e me lembro de eu e muita gente dizermos “Brasil tem que chegar ao fundo do poço antes de crescer e amadurecer.” Não sabíamos o quão fundo era esse poço. De lá para cá caímos, e continuamos caindo, sem chegar ao fundo do mar de lama que trouxe uma onda de violência sem precedentes –

Parte dessa violência existia camuflada – nunca houve antes tantas denuncias de estupro e abuso sexual – não por que não ocorressem, mas porque era muito mais difícil denunciar.

A violência contra o diferente – contra o negro, contra o baixo, contra o gordo, contra o magro, contra homossexual, contra as mulheres por serem mulheres – um sintoma de um endurecimento que tornou as pessoas menos solidárias e menos tolerantes. As pessoas estão tão desesperadas por um porto seguro que agarram-se a ideologias excludentes, porque elas dão algo para se apoiar. O ódio. O ódio é uma arma maravilhosa de controle, ela dá um inimigo palpável para esconder o fato que no mundo real não existem supervilões. Para que mantenhamos a ilusão de que o individual se sobrepõe ao coletivo.  Hitler usou isso muito bem ao instigar o ódio aos judeus e homossexuais, aos não brancos louros de olhos claros de corpos perfeitos que simbolizavam o que ele considerava “raça superior” quando somos todos humanos não importa a cor da pele ou o tipo físico.

Nunca me arrependi tanto de algo como de dizer que precisávamos chegar ao fundo do poço. Vejo esse abismo muito mais profundo do que a queda que já percorremos, e já sofremos tanto com o aumento da intolerância e do desamor. O egoísmo parece ter tomado as rédeas da sociedade quando vemos o quanto nossos governantes se engalfinham para se fartar dos recursos financeiros gerados pela sociedade e que deveriam se empregados para melhorar a qualidade de vida de todos. Quando vemos o enriquecimento ilícito em todos os setores da sociedade bate aquela tristeza dolorida, mas não devemos nos deixar levar por esse sentimento.

Se caímos é hora de levantar. É hora de parar de pensar que precisa tudo ficar pior para melhorar. Estou cansada de ver a maldade humana e não fazer nada, por isso escrevo aqui meu apelo, para aqueles que também sente essa tristeza, para aqueles que esperam mais do ser humano, que desejam ser melhores e que o mundo seja um lugar melhor.

Escrevo para aqueles que fecham os olhos e esperam, não os desastres, mas que desejam

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Ao invés de abaixar a cabeça, erga a vista e contemple o que ainda há de bom. Só semeando amor que poderemos colher boa vontade

 

ser parte de algo melhor. Escrevo para que não desanimem. Para que não se deixem levar pela maré egocêntrica que tenta nos devorar. Não escolham tirar fotos quando podem estender a mão para que sofre . Esqueçam os likes na rede social e vejam as pessoas a sua frente – pai, mãe, irmãos, maridos, esposas, filhos, colegas de trabalho. Seja para eles a melhor pessoa que você puder. Nenhum deles precisa de longos depoimentos ou declarações espalhafatosas por escrito. Precisam de você, com os dois pés na realidade e suas atitudes valem muito mais que uma declaração em uma foto nas datas comemorativas.

Ame a si mesmo. Ame-se com seus defeitos, pequenas ruguinhas, cabelos que não parecem ter saído de comercial de shampoo.

Quando nos amamos fica fácil respeitar e tolerar o próximo. Fica fácil separar que atitudes do outro afetam de verdade nosso bem estar e quais não nos dizem respeito.

Sejamos o contraponto. Se a maré é de desamor, que espalhemos a solidadriedade. Se tantos se engalfinham pela ilusão de que bens materiais são poder, exibamos o poder de amar ao próximo.

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Em tempos de desamor

Enquanto as pessoas se armam de brutalidade eu só consigo pensar que precisamos remar contra esta maré de intolerância.

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A aquisição de bens se torna ansiedade contínua e pesada porque nem tudo que almejamos é de fato necessário para viver (ou viver bem)- quer apenas por querer nos afasta da felicidade nos torna egocêntricos. Querer sabendo usufruir sem sofrer, sem medo de abrir mão em prol daquele que necessita mais nos torna sábios e felizes. 

 

Se o mundo está se tornando mais duro, nos esforcemos para sermos gentis.

Se as pessoas tornam-se mais tensas, sejamos mais flexíveis.

Se atitudes raivosas são comuns no transito, sejamos pacientes e deixemos o mais tolo seguir. As vezes abrir para o outro, mais apressado passar evita não apenas acidentes, mas o desgaste emocional.

Se o mais tolo tem tanta pressa, reze para que ele chegue bem, sem ferir a si mesmo ou aos outros no transito.

Francisco de Assis, tanto tempo atrás já nos ensinava:

Onde houver ódio, que eu leve o amor;
Onde houver ofensa, que eu leve o perdão;
Onde houver discórdia, que eu leve a união;
Onde houver erro, que eu leve a verdade;
Onde houver desespero, que eu leve a esperança;
Onde houver tristeza, que eu leve a alegria;
Onde houver trevas, que eu leve a luz.

Ó Mestre, Fazei que eu procure mais
Consolar, que ser consolado;
compreender, que ser compreendido;
amar, que ser amado.
Pois é dando que se recebe,
é perdoando que se é perdoado,

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Europa/oriente x Brasil – Fotos de belas Cidades?!

Quem nunca ficou encantado em visualizar fotos belíssimas de cidades europeias? Apaixonada por fotografia, tenho navegado em busca de dicas de fotografia – tentando aprender qualquer coisa já que sou MUIIIIITO amadora, e nessa vida de pesquisar dicas de fotos para paisagens naturais e urbanas a gente sempre se depara com aquelas imagens da Europa que parecem outro OKJI8042.jpgmundo como neste belo link  https://www.instagram.com/map_of_europe/ 

Mas ao mesmo tempo em que me encanto me lembro que nem tudo na arquitetura européia é sofisticado e arrojado, tem imagens de uma simplicidade comparável às nossas cidades mais interioranas. O que encanta, o torna mágico para as fotos é a conservação, a limpeza, o cuidado.

Qualquer cidade em qualquer lugar do mundo pode ser bela, mas para isso é preciso que a cidade seja amada, cuidada não só pelo poder público, mas pelas pessoas. Precisa haver um sentimento de orgulho e pertencimento sem isso continuamos jogando lixo na rua, ignorando o cuidado com a nossa própria calçada, deixando aquela praça linda morrer cheia de mato e lixo.

Vejo aquelas fotos lindas de flores na França, Holanda, Japão. E o Brasil? Não temos flores? Onde estão nossas flores? Nosso paisagismo urbano? Estamos tão ocupados reclamando, ou ignorando nossa cidade que perdemos a oportunidade de dar uma cara a a ela.

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Cidades refletem a personalidade de sua população, se nossa cidade está suja e feia que tipo de comportamento estamos tendo diante dela? Estamos contribuindo para a poluição ou para a conservação? Quando vemos um canteiro de flores bem cuidado na praça ou na ilha, ou na calçada do  vizinho como reagimos? Quando está comendo ou bebendo algo no seu lindo carro o que faz com a embalagem? Quando consome uma balinha ou chiclete na rua para onde via o papel? Quando passeia com seu cachorro recolhe as fezes dele ou finge que não é problema seu?

Nós brasileiros somos muito bons em fingir que alguns problemas não são nossos. Em países que costumamos admirar quando um bairro tem um terreno ocioso  as pessoas não jogam lixo nele, muitas vezes os donos ou os vizinhos plantam grama ou flores para que o mato não se torne um incomodo para a vizinhança. Já pensou em fazer isso no seu bairro naquele lote baldio que enche de maloqueiro e lixo? Claro que não, estamos tão acostumados ao “Cada um por si.” Nos falta o sentimento de coletividade de “nosso bairro.” “Nossa rua” “NOSSA CIDADE” isso é cidadania. O poder público sim tem responsabilidade de asfaltar, de fazer a coleta seletiva, a limpeza urbana, mas isso é só o básico. O essencial, a alma da cidade está nas pessoas.

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Quando expandimos o sentimento de solidariedade e começamos a pensar na qualidade de vida como um bem para todos nós transformamos o ambiente me que vivemos e criamos vistas maravilhosas que não perdem para nenhuma paisagem estrangeira. O que nos falta não são belas cidades, mas belos cidadãos. Quando respeitamos o espaço coletivo como algo “Nosso” no sentido fraterno na palavra estamos respeitando o direito do nosso semelhante de ir e vir, estamos afirmando nosso direito à qualidade de vida. Quando nos envolvemos na conservação das ruas, ilhas, praças, calçadas e jardins estamos criando oásis de bem estar para nós mesmos.

Que o poder público seja responsabilizado pela manutenção da estrutura física da nossa

IMG_3706.jpgcom atitudes frente aos nossos deveres solidários. Não existe direito no mundo sem dever, não existe qualidade de vida sem trabalho, não existe trabalho indigno – e quando valorizamos os coletores do nosso lixo, os varredores de rua, quando respeitamos o lugar deles na nossa sociedade não estamos fazendo caridade, estamos reconhecendo que sem eles a estrutura entra em colapso.

cidade, cobremos isso dia a dia, mas que nós sejamos responsáveis pela alma de nossas cidades. Que sejamos arquitetos do bem estar sendo cidadãos no sentido mais amplo da palavra, sem apenas bater no peito e arrotar direitos, mas fazendo valer esses direitos

 

Se queremos viver bem o caminho passa pelo entendimento de que bem estar é um estado de alma das pessoas e das pequenas comunidades.

IMG_5057.jpgQuando penso nas pequenas igrejas e templos que todos os dias brotam para todos os lados não consigo deixar de pensar que as pessoas deixam passar a oportunidade de usar aquele momento divido para sair das paredes frias a arregaçar as mangas na rua em que moram. Ali todos se conhecem e se conectam, se fortalecem no amor de cristo, mas não espalham esse amor em atitudes concretas. O colocam na bolsa e levam para casa, quando podiam multiplicar através de coisas simples como um projeto de cuidado com a pracinha mais próxima para que esteja apta a receber os jovens. Jovens ocupados em cuidar, plantar, regar são jovens longe das drogas ou quaisquer outros vícios. Jovens que aprendem a pintar um muro pichado são jovens que não poluirão visualmente sua cidade, não escreverão e não aceitaram que outros escrevam nos muros.

No Brasil não ensinamos nossos jovens a limpar a própria sujeira, achamos que ensinar a plantar, arrancar ervas daninhas, lavar banheiros nas escolas ou igrejas é rebaixar o “status” mas é isso que forma cidadãos nas comunidades mais desenvolvidas do mundo. O senso de responsabilidade que sai do egocentrismo e faz com que se reconheça que nosso lugar no mundo é conectado ao bem estar coletivo. Que não existe como viver bem pisando no outro, mas sim ajudando ou pelo menos respeitando. Que não tem beleza sem esforço. Não tem flores sem ter preparado a terra.

 

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Nos dias de hoje

Quanto mais eu tento acompanhar as notícias mais me convenço de que estamos no olho de um furacão.

Vivemos tempos de guerras não declaradas, mas que fazem vítimas todos os dias.

Guerra homofóbica – Guerra misógina (feminístico) – Guerra ideológico-partidária (isso soa tão segunda guerra mundial, mas sim). Temos, não uma guerra ideológica, mas muitas guerrilhas com frentes nas diversas igrejas, frente na mídia de massa (tv como globo, record e sbt), nas mídias sociais, nas instituições públicas e privadas. A guerra ideológica nunca foi tão cruel ou tão complexa, sem inimigos claros a vista.

Em tempos de tantas guerras só vejo um caminho para sair da loucura, chama-se AMOR AO PRÓXIMO. Quem ama ao próximo não agride, não se ocupa da sexualidade alheia, não tem medo de perder a masculinidade ao respeitar o espaço de uma mulher porque o gênero sexual importa menos que a pessoa em si.

Em tempos em que o mundo parece ter virado de pernas para o ar e os poderosos se digladiam pelo poder ( urubus na carniça)- nós pobres mortais – (força de trabalho que alimenta a maquina do mundo) ficamos no meio do fogo cruzado recebendo os restos da tecnologia, dos recursos, bens de consumo, etc. Nós somos esmagados pelos interesses deles, mas qual o nosso interesse? Qual o interesse do trabalhador que sai as cinco da manhã e volta nove da noite? Nós subsistimos, sem muito tempo para pensar no resto, aceitamos as ideias que as novelas e o bbb nos passam. Nós achamos que a classe média é um sonho, enquanto a classe média não sabe que é uma ilusão oscilando entre os interesses dos que realmente mandam e podendo  a qualquer momento nos fazer companhia na triste vida de vender o almoço para comprar a janta.

Em tempos complicados como esses, sem amor ao próximo apenas reproduzimos as crueldades e falcatruas dos que nos governam. Sem amor ao próximo a ética fica enviesada, é ele que nos ajuda a perseverar na hora em que somos confrontados entre o fazer o certo e levar vantagem. É esse amor ao semelhante que falta aos que nos governam.

Precisamos começar a buscar como representantes, não os beligerantes que oferecem soluções de contos de fadas para a economia, nesta eleição eles virão, mas candidatos que trabalhem para a comunidade e não para si, que visem o bem estar público e não o bolso cheio. Sei que um candidato assim é uma utopia, mas sem as utopias para servirem de ideais a serem alcançados como saberíamos o que aspirar?

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nosso caminho é para cima.

Não existe saída rápida do mar de lama. Não existe candidato que vai nos salvar sem grandes reformas morais em todos os seguimentos da politica, economia e sociedade como um todo. Reformas são dolorosas, mechem nos que estão agarrados às facilidades  de um regime oligárquico(disfarçado de democracia)  faz muito tempo. Aliás foi justamente o inicio dessas mudanças que começou nossa guerra civil não declarada. Uma guerra não entre direita e esquerda, mas entre quem sempre teve o poder e quem o deseja.

Nós, o povo, ficamos bem no meio. Massa de manobra, e quando começamos a sair do curral eleitoral, quando começamos a querer pensar por nós mesmos fomos arremessados de volta, por que a verdade é que quando pobre começa a escalar a piramide social, a classe média descobre que não é real, e os oligarcas precisam dela para nos manter sob controle. Precisa dos preconceitos, do estouro de violência contra as minorias (que na verdade são maiorias marginalizadas) para justificar a truculência deles.

Nos dias de hoje, com celulares que filmam, com redes sociais divulgado tudo em tempo real, a violência não é mais um caminho para nós. A violência justifica “a contenção” nos resta seguir o exemplo Mahatma Gandhi com sua revolução pacífica. Comecemos a revolução por nossos lares amando ao nosso semelhante, respeitando o colega de trabalho/escola, sendo a melhor versão de nós mesmos todos os dias e tornando a honestidade uma regra. 

Não estou apoiando o comodismo ou o ativismo de sofá, estou chamando para fazer a diferença todos os dias, seja no trabalho, seja na rua da sua casa, no colégio do filho, na quadra/campo em que joga no fim de semana, no fato de escolher não estacionar em fila dupla porque atrapalha o transito, não estacionar na vaga de deficiente a menos que tenha um no veículo, não buscar um lucro abusivo em detrimento da ética. Ame o próximo como a ti mesmo, e então não fará nada que não gostaria que vos fosse feito.

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Querem falar de Lula e HC-

CAUF6907.jpgEm uma guerra ideológica onde nós – pobres mortais ficamos? Na vida cotidiana sobrevivendo enquanto oligarquias se mantam pelo osso do poder.

Não vou falar de Lula, HC etc…

Vou falar de amor ao próximo, respeito, solidariedade, ética na vida cotidiana. Lutarei as batalhas ao meu alcance.

Vou falar dos nossos pensamentos moldando o mundo a nossa volta, nosso microcosmo. A nossa comunidade – no sentido mais imediato – família, amigos, trabalho, casa, escola, bairro. Vou falar da necessidade de resgatar o sentimento comunitário e de pertencimento. Vou falar das flores que brotam nas rachaduras da calçada, vou falar das pessoas que plantam flores e cuidam das árvores nas ilhas em frente a própria casa. No habito dos mais velhos de varrer a calçada – nós mais jovens nem pensamos nisso. Acordamos atarefados demais, afobados demais pelo relógio para o trabalho.

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Procon autua Lollapalooza 2018 por impedir entrada de copos de água – Absurdos que só ocorrem no Brasil

O Procon autuou a T4F Entretenimento, empresa responsável pelo festival Lollapalooza, por proibir a entrada de copos de água lacrados no evento, que aconteceu em 23, 24 e 25 de março deste ano. O órgão de justiça de São Paulo considerou a prática “abusiva”, levando em conta que o produto era vendido nas mesmas condições dentro do…

via Procon autua Lollapalooza 2018 por impedir entrada de copos de água — VEJA.com

Amo meu país, mas palhaçada deveria ter limites. 

Nada contra o evento gerar lucros – está aí para isso mesmo, mas algumas praticas abusivas nos fazem pensar no quanto o Brasileiro está preso ao “Levar o máximo de vantagem com o mínimo esforço.” Quando falamos em ética, combate a corrupção, falamos principalmente de por fim em praticas ridiculamente abusivas em todas as instâncias. Estamos falando de água! Nosso corpo é 70% feito de água. Sem água nosso corpo entra em colapso, tanto que mesmo prédios comerciais, clubes, prédios públicos devem ter bebedouros. O evento até pode até vender água, mas não deve poder impedir que os participantes entrem com sua própria. É desumano.