Mais livros incômodos – Série Darkover quarta-feira, ago 9 2017 

Quem me conhece sabe que amo As brumas de Avalon de Marion Zimmer, mas não é tudo que leva o nome dela é necessariamente bom.

Faz alguns anos fiquei bastante decepcionada  com a saga O Poder Supremo

  1. O Círculo de Blackburn
  2. As Forças do Oculto
  3. A Fonte da Possessão
  4. O Coração de Avalon

Mas não vim falar destes livros, são leitura antiga e teria que rever cada um deles antes de desfiar o rosário, vim falar da Saga Darkover. Uma saga bastante irregular com altos e baixos, e  claro com mais livros que consta nesta listinha, esta é uma sugestão de cronologia (não necessáriamente a data de publicação)

 

Darkover Landfall  (Chegada em Darkover) – Gostei muito 
Stormqueen  (Rainha da tempestade) Gostei muito 
Hawkmistress  (A dama do falcão)– Gostei muito 

Two To Conquer (Dois para conquistar)– Odiei, misógino, justifica o estupro… me deixou enojada do começo ao fim. 
Heirs Of Hammerfell  (Os herdeiros de Hammerfell) – Mais ou menos
Rediscovery  (sem tradução em portugues) – Bom
Shattered Chain I (A Corrente partida) – Interessante, muito bom em alguns aspectos, inconstante em outros 
Spell Sword  (A espada encantada) – Mais ou menos 
Forbidden Tower  (A torre proibida)– Mais ou menos 
Shattered Chain (2, 3) Interessante, muito bom em alguns aspectos, inconstante em outros 
Thendara House (A casa de Thendara) Interessante, muito bom em alguns aspectos, inconstante em outros 
City Of Sorcery  (A cidade da magia) Interessante, muito bom em alguns aspectos, inconstante em outros 
Star Of Danger  (A estrela do perigo) – Não gostei muito 
Winds Of Darkover – Bom 
The Bloody Sun (O sol vermelho) – não li
Heritage Of Hastur (A herança dos Hastur)- Bom
Planet Savers (Os salvadores do planeta) – Comecei a ler, mas não terminei, o entusiasmo dos primeiros livros já tinha me deixado e há muitas referencias sexistas que em incomodam profundamente. 

Daqui para frente não li e não sei quando vou recomeçar. A cultura do estupro dentro desta sociedade fictícia acaba obscurecendo a obra como se a sociedade humana estivesse fadada a regredir, muitos aspectos da mitologia são desperdiçados, ignorados ou contraditos a medida em que a saga avança. Coisas muito interessantes que havia  Chegada em Darkover, Rainha da tempestade e  A dama do falcão ficam cada vez mais obscuros, a imensa variedade de co-autores entre uma obra e outra também meio que mata aspectos interessantes da genealogia das personagens.

Sharra’s Exile (O exílio de Sharra)
World Wreckers  (Os destruidores de mundos)
Exile’s Song  (A canção do exílio)
Shadow Matrix  (sem tradução em portugues)
Traitor’s Sun (sem tradução em portugues)
*Children Of Kings (sem tradução em portugues)

 

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Livros que me incomodaram profundamente – Série Carpatos quarta-feira, jun 1 2016 

Bom dia.

Como boa viciada em leitura – mesmo que eu demore uma vida para vir aqui postar algo sobre o tema – eu estou sempre lendo. Faz algum tempo que achei a série Carpatos. Como as vezes tudo que queremos é aquele romance bem sexy e despretensioso me lancei na leitura do primeiro volume:Download-Príncipe-Sombrio-Os-Carpatos-Vol.1-Christine-Feehan-em-epub-mobi-e-pdf-370x545  Príncipe Sombrio – Os Carpatos – Vol.1 – Christine Feehan. A principio até gostei da narrativa, mas a medida que o romance evoluía fui tomada por um grande, imenso, descomunal desconforto com a ideologia por trás da história.

Explico – Me incomodou que
os personagens masculinos reproduzem a ideia do macho que toma conta da fêmea tirando-lhe qualquer resquício de livre arbítrio ou individualidade. A mulher “fêmea” é uma posse, algo a ser guardado e protegido, não um individuo completo. O ápice desta ideia está no momento em que o “herói” até respira por ela para salvar-lhe a vida. O processo de perda de individualidade da “heroína” aparece com verniz de romantismo com pitadas e romance de capa e espada e pitadas de sobrenatural e lindas paisagens e sexo quente.

Terminei a leitura do livro por pura indignação, para ver até onde ia aquela ideologia absurda. Por pura teimosia li mais dois romances da saga para por fim desistir. A mesma ideia persiste nos três volumes que li. O sexo e a atração unem os personagens, um pouco de sobrenatural e histórias rasas servem de pano de fundo para a descaracterização das personalidades femininas lembram muito as ideologias machistas que tanto tentamos desconstruir.

Enquanto nós mulheres em nossa maioria buscamos parceria nos relacionamentos ao invés de uma relação de posse em que o macho alfa manda e a fêmea obedece feliz estes romances trazem como ideal de felicidade o justamente a relação de posse que é validada pelo ato sexual no qual a mulher por prazer renuncia a si mesma.

A pílula é dourada por uma falsa premissa – Mikhail Dubrinksy é o Príncipe dos Cárpatos, o líder de uma sábia e secreta raça ancestral que vive na noite. Tomado pelo desespero, com medo de nunca encontrar a companheira que iria salvá-lo da escuridão, a alma de Dubrinksy gritava na solidão. Até o dia em que uma bela voz, cheia de luz e amor, chegou a ele, atenuando sua dor e seu anseio. – Com base nisso o romance alardeia a impossibilidade de alguém ser completo por si só, que a felicidade só poderia ser vivida através de outra pessoa. Pior joga sobre a figura feminina a responsabilidade de “iluminar a alma do homem” projeta os anseios dele sobre a mulher tirando dela todo o direito de ser um indivíduo, de ter vontade própria, de fazer escolhas porque a felicidade do outro está condicionada a ela – não como individuo – mas como posse.

Outra coisa que me incomoda é o esvaziamento do mito do vampiro – um dos mitos mais recorrentes na literatura e trabalhado com maestria por autores como: Anne Rice, Charlaine Harris, Alexandre Dumas, Stephen King, James Rollins e Rebecca Cantrell, George R. R. Martin, P. C. Cast, John Ajvide Lindqvist.

Não recomendo esse tipo de leitura.

Volta as aulas – O que as escolas NÃO podem pedir na lista de materiais quarta-feira, jan 20 2016 

Este post destina-se aos pais e mães que se veem coagidos pelas listas de materiais didáticos das escolas particulares.

As listas de escolas chegam a ser tão abusivas que tornaram-se alvo de uma lei Federal

LEI Nº 12.886, DE 26 DE NOVEMBRO DE 2013.

Acrescenta § 7o ao art. 1o da Lei no 9.870, de 23 de novembro de 1999, dispondo sobre nulidade de cláusula contratual que obrigue o contratante a pagamento adicional ou a fornecimento de qualquer material escolar de uso coletivo.

A PRESIDENTA DA REPÚBLICA Faço saber que o Congresso Nacional decreta e eu sanciono a seguinte Lei:

Art. 1o O art. 1o da Lei no 9.870, de 23 de novembro de 1999, passa a vigorar acrescido do seguinte § 7o:

“Art. 1o  ………………………………………………………………

…………………………………………………………………………………

  • 7o Será nula cláusula contratual que obrigue o contratante ao pagamento adicional ou ao fornecimento de qualquer material escolar de uso coletivo dos estudantes ou da instituição, necessário à prestação dos serviços educacionais contratados, devendo os custos correspondentes ser sempre considerados nos cálculos do valor das anuidades ou das semestralidades escolares.” (NR)

Art. 2o Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação.

Brasília, 26 de novembro de 2013; 192o da Independência e 125o da República.

DILMA ROUSSEFF
José Eduardo Cardozo
Aloizio Mercadante

Traduzindo: O custo operacional das escolas já está embutido nas mensalidades e por tanto não pode pedir os materiais a seguir:

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A poderosa geração de princesas criadas com A Hora da Aventura quinta-feira, jan 7 2016 

Estou reblogando um post que achei muito legal.

Fonte: A poderosa geração de princesas criadas com A Hora da Aventura

Minha opinião sobre o tema.

Acredito que o momento que estamos vivendo, com tantas conquistas por parte da mulher no domínio do próprio corpo, da luta constante para provar que profissionalmente e afetivamente não precisamos estar atreladas a dependência masculina, então as princesas passivas que esperavam o príncipe encantado para resolver todos os problemas vão perdendo o sentido de existir daquela forma. 

Uma das coisas maravilhosas dos contos de fadas é que eles podem ser relidos de modos diferentes e servem de matriz para histórias que discutem, repensam valores ou mesmo reviram do avesso velhos conceitos.

Personagens como Alice, Mullan e mesmo Chapeuzinho vermelho que eram preteridas por não terem seus “principes” ou por “masculinizarem-se” acabam refletindo melhor a criança e adulta de hoje que caminha por si mesma e mesmo quando encontra sua “cara metade” não espera que ele seja a solução para FELIZES PARA SEMPRE. Um exemplo muito legal nessa mudança de paradigma são os filmes do Shrek que mostram o homem idela – principe – como uma ilusão. No primeiro filme o principe é um baixinho tirano que busca legitimar seu poder pelo casamento com uma bela princesa que seria apenas mais uma de suas posses no reino. A princesa no fim preferem o ogro, que longe de ser o homem ideal é um parceiro real.

No segundo filme temos o principe como uma casca vazia. A beleza idealizada que não acrescenta nada e mais uma vez o ogro quem ganha o coração da princesa que não quer ser um bibelô, nem uma posse. Assim somos nós hoje, trabalhamos, tomamos decisões por nós mesmas e não queremos posar de namorada, noiva ou esposa troféu.

A hora da aventura dá mais um passo adiante mostrado estas princesas vivazes e descoladas.

Leituras mais marcantes de 2015 – até o momento quarta-feira, ago 12 2015 

Tem alguns livros que mexem de verdade com a gente, que nos fazem viajar para um mundo fora do nosso ou/e que nos fazem refletir sobre a nossa realidade .

Está cada vez mais difícil encontrar livros que tenham de fato este poder atemporal, mas eles existem.

Este ano foi de muita leitura pop – aqueles livros que são bons para ler uma única vez, ou que não são bons de jeito nenhum, mas estão no caminho e a gente acaba lendo por ler.

Hoje não quero falar destes livros que passaram por mim, quero falar dos que cedo ou tarde vou acabar relendo e que vou indicar de boca cheia.

imagesO primeiro da minha lista de 2015 é ““A revolta de Atlas”?

Já fiz dois posts sobre este livro. A verdade é que ele mexeu mesmo comigo, emocional e intelectualmente. Isso porque vivemos um memento de crise moral e financeira em nosso querido Brasil. Estamos em meio a instabilidade política e apesar de parecermos adultos nos comportamos como crianças que precisam ser conduzidas pela mão quando se trata de politica e direitos e deveres individuais e coletivos.

“A revolta de Atlas” na primeira metade me deixou indignada porque acredito em amor ao próximo e em solidariedade, e a ideologia parece remar contra essa maré. No entanto se prestar bem atenção às personagens não é bem isso. Há uma diferença entre ajudar o próximo e praticas populistas para manter o povo na ignorância.

Estamos em meio a criticas de práticas como o bolsa família e precisamos sim perguntar até que ponto tais práticas são saudáveis. O livro prega extremos por ter como base a ideologia da não intervenção do estado e por supervalorizar a livre iniciativa. Mas, apesar dos extremos as reflexões que suscita são incrivelmente validas para a nossa sociedade.

Não sou uma entendia política, NÃO SOU PETISTA, NÃO SOU APOIADORA DA DILMA, mas, ler este livro que é tão avesso a muitas de nossas práticas, sou obrigada a olhar mais friamente para a nossa realidade. NÃO EXISTE VARINHA MÁGICA PARA A SITUAÇÃO SÓCIO ECONÔMICA E NÃO EXISTE POLITICO O PARTIDO, QUE ARRANCANDO DILMA DO PODER, VÁ RESOLVER MILAGROSAMENTE NOSSOS PROBLEMAS ECONÔMICOS E SOCIAIS.

O livro retrata uma sociedade corroída pela corrupção que se veste de assistencialismmo e suga até a ultima gota das forças produtivas levando as mentes pensantes, as pessoas empreendedoras, os cientistas que são a mola motriz da sociedade a se rebelarem e deixar o mundo ao Deusdará. Sem mentes empreendedoras os parasitas que alimentavam-se do lucro alheio se vem devorando uns aos outros até o colapso social.

Nossa sociedade também está corroída pela corrupção, mas diferente da ficção nós não temos a opção de John Galt vir “roubar” nossos talentos.

Estamos as voltas do escândalo da Petrobrás e muitos outros tipos de corrupção ativa e passiva, sofremos os efeitos desse escoadouro de dinheiro que produz obras publicas ineficazes, asfaltos que precisam ser remendados mensalmente, hospitais que não atendem a demandas, escolas que não ensinam – consequentemente universidades que não investem em pesquisa e tecnologia. Em um circulo vicioso no qual o cidadão não aprende a fazer o seu melhor sempre, mas que é preciso lucrar mais com o mínimo esforço, fazer o que dá e não o de melhor qualidade.

Se o cidadão comum pensa que deve-se sempre lucrar o máximo com o mínimo esforço esta será a mentalidade dos nossos governantes, afinal pertencem a mesma sociedade com a mesma ideologia, só que aplicada em esfera maior esta ideologia corrói a sociedade ao invés de faze-la avançar.

““A revolta de Atlas”” Nos faz pensar nestas questões que no dia a dia não significam nada para nós, mas deveriam significar.

O único jeito de sair dessa crise é uma reforma moral em todas as instâncias da sociedade. Não adianta fazer panelaço, e continuar furando fila, comprando no mercado paralelo, pirateando música, aceitando “levar vantagem.” Essa é a diferença crucial entre o Brasil e a Suíça.

Acredito que não adianta trocar 6 por meia dúzia. Estes movimentos de fora Dilma, mais atrapalham que ajuda. As eleições já passaram e fizemos nossa escolha. Agora nos resta exigir que os escolhidos façam jus a seus mandatos.

Outra coisa, a OPOSIÇÃO DE MERDA QUE FINGE TER VALORES NOBRES E NA VERDADE SÓ QUER SEU LUGAR AO SOL DEVERIA PARAR DE INSUFLAR A MASSA MENOS ESCLARECIDA E CUMPRI SUA OBRIGAÇÃO QUE É FISCALIZAR O GOVERNO ATUAL E LUTAR PARA QUE OS PROJETOS UTEIS A SOCIEDADE SEJAM IMPLEMENTADOS.

ESTA OPOSIÇÃO QUE FICA ARROTANDO impeachment DEVERIA ESTAR LUTANDO PARA REAVER O DINHEIRO QUE JÁ FOI APURADO COMO DESVIADO. Esse dinheiro iria aquecer nossa economia e tapar os buracos deixados por este que é o mais hediondo dos crimes.

Acredito sim que CORRUPÇÃO SEJA UM CRIME HEDIONDO. É assassinato com requintes de crueldade, pois tira o dinheiro que iria para salvar vidas nos hospitais públicos, que pagaria policiais civis e militares para fazer a nossa segurança, dinheiro que nas nossas escolas serviriam para formar um cidadão de bem reduzindo a violência na sociedade. Se tudo isso funcionasse bem a economia cresceria por si só, porque pessoas mais bem instruídas, que buscam fazer o melhor por si mesmas são por natureza empreendedoras.

Não espero a sociedade utópica de John Galt, mas espero que refletindo sobre as idéias que ele apresenta e nossa sociedade que o leitor encontre sua própria ética e seu próprio modo de ser melhor por si mesmo. Acho que este seria o grande mérito do livro, atingir o cerne do leitor e fazê-lo desejar ser melhor tanto quanto quer uma sociedade melhor.

Baixar-Livro-Proibido-Tabitha-Suzuma-em-PDF-ePub-e-Mobi-370x532O segundo livro que me marcou este ano foi “Proibido”

Não consegui fazer uma resenha sobre ele porque assim como quase TODO MUNDO tenho minhas convicções moais e sociais bastante arraigadas. O livro é uma historia de amor, mas também é uma história de incesto. Tenho irmão e pensar que uma mulher possa ver o irmão como homem e vice e versa me parece complemente ilógico. Meu cérebro não processa algo assim como possível fora da ficção, no entanto o livro trata o tema com poética leveza quase removendo a linha do impossível.

Sei que há relatos sobre isso ao longo da história da humanidade, mas meu cérebro não consegue processar algo assim como real.

Agora, dentro do universo da ficção o livro é incrivelmente bem escrito, coerente, coeso. Os personagens são absolutamente apaixonantes em suas imperfeições e por isso caminhamos e sofremos junto com eles. Amargamos o final inevitável com o mesmo sentimento que ambos sentindo que a injustiça das leis só agrava um sofrimento que já os tortura até o limite de suas personalidades.

Eu super indico este livro, mas admito que ele não é para qualquer pessoa.

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