O que pensamos de nós mesmas segunda-feira, nov 13 2017 

Mais uma vez estou vendo estourar nas redes sociais a problematização da sexualização exagerada das mulheres no cinema e tv. Quando dizemos “das mulheres” parece que não estamos nos incluindo no bolo, mas a verdade é que não podemos nos excluir deste problema.

A sexualização das meminas começa muito cedo quando colocamos coisas fofinhas nas meninas e roupas mais confortáveis nos meninos, quando ditamos que brinquedos são de meninos e meninas.

Hoje falamos dos figurinos das “Amazonas” no filme atual da DC em comparação as mesmas amazonas no filme Mulher Maravilha – Como mulher fico muito incomodada com a diferença, até enojada.  Homens quando retratam mulheres guerreiras elas precisam ser sempre colocadas seminuas enquanto homens ganham roubas e/ou armaduras elaboradas.

Acho que falo por grande parte de nós mulheres quando digo que estou cansada de cagarem nas personagens femininas. Nós queremos personagens com as quais possamos nos identificar e é difícil ter empatia por uma amazona semi nua excessivamente sexualizada, despersonalizada e até mesmo masculinizada. O que é triste porque no filme Mulher Maravilha elas são incríveis.  Homens literalmente destroem as personagens femininas e tem um imenso prazer nisso. Neste sentido acabo preferido algumas personagens da Marvel – Eu cito Lady Sif que ficou top, a Viva Negra, que apesar da roupa colada não anda nua,  a Piper – que pode até parecer bobinha, mas é mais inteligente que Tony Stark no quesito finanças, e tem muito mais maturidade que o protagonista sendo a verdadeira pessoa de negócios do filme…

Mas a arte imita a vida, e essa sexualização, essa nudez despropositada deixa as personagens femininas no mínimo risíveis é fruto do desrespeito e sexualização que sofremos no nosso dia a dia. Que personagem masculino (que não seja o Conan )- vai para a batalha de sunga?

Fernanda Nia ilustra bem o tema –

E uma coisa é fato, esse tipo de representação do corpo feminino afasta as mulheres dos filmes de heróis. Ver a objetificação nos incomoda, e muito. Vemos personagens que poderia ser incríveis reduzidas a peito, bunda, barriga e pouca inteligencia. Definidas muito mais por seu apego ao herói que por ideias próprias, feitas para a fantasia sexual dos marmanjos e não para representar um eu feminino. Ver um bando de marmanjos exitados também, nos deixa desconfortáveis nas salas de cinema, ou mesmo em casa.

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Em tempos como este “O Rio de Janeiro continua Lindo” sexta-feira, out 27 2017 

IMG_6380Desde que me entendo por gente ouço falar na violência na cidade do Rio de Janeiro. Pintam a cidade como o eterno palco de uma guerra civil entre o asfalto e a favela. Este ano fui para a cidade pela 4ª vez na minha vida e pela 4ª vez a cidade não me decepcionou.

Eu posso dizer que sou apaixonada pelo Rio de Janeiro, pela divergência arquitetônica que mistura prédios antigos e novos, parques, praias e mesmo morros. Confesso nunca subi nenhuma favela, nunca estive no morro, passei por ele como uma turista bem comportada. Mas isso não quer dizer que não conheça nada das comunidades. Afinal as pessoas das comunidades estão por toda a parte no dia a dia da cidade e não são nem um pouco diferentes de nenhum outro brasileiro.

Quando penso na violência no Rio penso na violência endêmica em todo o país. Traficantes, confronto com a policia, vítimas inocentes não são exclusividade do Rio de Janeiro. Minha amada Goiânia não tem morros, mas tem favelas, tem setores que, sim, pertencem ao trafico. Não vejo diferença no medo de circular em partes do Parque Santa Cruz, em alguns recantos do Parque Amazônia e as zonas “perigosas do rio”. No centro da cidade se anda olhando para os lados e abraçando a bolsa, em que isso é diferente do Rio de Janeiro ou do entorno de Brasilia?

Somos hipócritas com uma das cidades mais belas do país, porque a violência não está só nela, está em todas as nossa cidades, a diferença é que la temos mais estrangeiros e morte de estrangeiro sempre repercute pior que a morte de um cidadão pobre comum.

Não é o Rio de Janeiro que vive uma guerra civil não declarada, é o Brasil inteiro, cada estado com sua especificidade. O mais triste é que usamos as notícias da violência no Rio para fechar os olhos para os problemas de nossas próprias cidades. O cruel é que apontamos o dedo com ódio e gana para as comunidades como se fossem territórios alienígenas, não são. As pessoas lá são como eu e você. Amam, sonham, trabalham, comem, sentem necessidade de lazer e são tão reféns da má administração dos impostos que nós todos pagamos quando eu e você – caro leitor.

As pessoas que morrem todos os dias na violência de nossas cidades são nosso reflexo, nossos irmãos, mas como o jornal os mostra geograficamente longe de nós achamos que o problema está apenas lá, longe. Não está, ele começa na nossa rua quando precisamos ter um muro alto, grades e quando chegamos de carro e olhamos para os lados com medo de vir um motoqueiro do oco do mundo. Está em ter medo de descer no ponto de ônibus depois que escurece, e em alguns lugares ter medo em plena luz do dia. Vai me dizer que sua cidade está imune a isto? Que anda de madrugada pelas ruas sem medo?

Não tenho medo de ir ao Rio de Janeiro, tenho medo do futuro que nos espera quando parasitas continuam nos sugando até o tutano dos ossos e este 2017 foi recordista em parasitismo. Nossos impostos – Bilhões e bilhões que nos daria a segurança e qualidade de vida que merecemos estão escoando pelas maracutaias de Temer e aliados. O parasita está tentando matar o hospedeiro, como uma infecção que começa a necrosar, “mas a violência no Rio é o problema” IMG_6337

Somos violados e violentados todos os dias pela mesma violência, mas a maioria de nós não tem praia para aliviar as dores da alma no fim de semana. Por isso nos afogamos em TV, Shows de artistas vazios que cantam sexo, cachaça e dor de corno enquanto as mídias empacotam e guardam os verdadeiros artistas com letras que nos fazem pensar. Pois estes são perigosos. Pensar por si mesmo é um ato revolucionário e perigoso. Te faz ser solidário com o seu semelhante, nos une, nos faz pensar que podemos mudar a realidade através de atos ao invés de batendo panelas com camisa amarela sob ordem de militantes de fachada.

Quando olho para aquele mar imenso eu agradeço por ser capaz de vê-lo e peço que a Deus que sejamos capazes de apreciar mais a vida que ferir nossos semelhantes, que seria bom se todos pudessem ter um pouco desse sentimento de paz que é sair da rotina. Que não seja nosso futuro trabalhar até morrer de exaustão, mas que trabalhemos porque trabalhar nos dignifica, nos permite ter recursos para viver as coisas boas. Tenho medo do futuro que parece seguir para um regime escravocrata distópico no qual os novos grilhões são as contas a pagar, o cartão de credito, o alto custo dos alimentos mais básicos, o fim do lazer, porque pobre exausto e faminto não tem tempo ou forças para se divertir, para apreciar o mar, a música, as artes. Sermos relegados a pobreza extrema é uma tentativa de nos reduzir da condição humana para a de bestas de carga e disso tenho muito medo.

Andar no calçadão, curtir um tempo na beira do mar, sentar em uma das centenas de lanchonetes, ir á Lapa para mim foi como resgatar um pouco da minha humanidade. Da dignidade que vamos perdendo ao viver de casa para o trabalho de do trabalho para casa. Por isso eu amo o Rio com seus prédios cheios de história, o cristo sempre de braços abertos, as pessoas cheias de vida, as praias, praças, bibliotecas, igrejas e parques. Mesmo os velhos cortiços tem seu charme. Faz parte de ser humano ter tempo para apreciar a si mesmo e a vida. Nossa sociedade está nos tirando isso.

A propaganda da violência no Rio de Janeiro está nos roubando o direito e o prazer de conhecer a cidade. Quem lucra com isso?

Mais livros incômodos – Série Darkover quarta-feira, ago 9 2017 

Quem me conhece sabe que amo As brumas de Avalon de Marion Zimmer, mas não é tudo que leva o nome dela é necessariamente bom.

Faz alguns anos fiquei bastante decepcionada  com a saga O Poder Supremo

  1. O Círculo de Blackburn
  2. As Forças do Oculto
  3. A Fonte da Possessão
  4. O Coração de Avalon

Mas não vim falar destes livros, são leitura antiga e teria que rever cada um deles antes de desfiar o rosário, vim falar da Saga Darkover. Uma saga bastante irregular com altos e baixos, e  claro com mais livros que consta nesta listinha, esta é uma sugestão de cronologia (não necessáriamente a data de publicação)

 

Darkover Landfall  (Chegada em Darkover) – Gostei muito 
Stormqueen  (Rainha da tempestade) Gostei muito 
Hawkmistress  (A dama do falcão)– Gostei muito 

Two To Conquer (Dois para conquistar)– Odiei, misógino, justifica o estupro… me deixou enojada do começo ao fim. 
Heirs Of Hammerfell  (Os herdeiros de Hammerfell) – Mais ou menos
Rediscovery  (sem tradução em portugues) – Bom
Shattered Chain I (A Corrente partida) – Interessante, muito bom em alguns aspectos, inconstante em outros 
Spell Sword  (A espada encantada) – Mais ou menos 
Forbidden Tower  (A torre proibida)– Mais ou menos 
Shattered Chain (2, 3) Interessante, muito bom em alguns aspectos, inconstante em outros 
Thendara House (A casa de Thendara) Interessante, muito bom em alguns aspectos, inconstante em outros 
City Of Sorcery  (A cidade da magia) Interessante, muito bom em alguns aspectos, inconstante em outros 
Star Of Danger  (A estrela do perigo) – Não gostei muito 
Winds Of Darkover – Bom 
The Bloody Sun (O sol vermelho) – não li
Heritage Of Hastur (A herança dos Hastur)- Bom
Planet Savers (Os salvadores do planeta) – Comecei a ler, mas não terminei, o entusiasmo dos primeiros livros já tinha me deixado e há muitas referencias sexistas que em incomodam profundamente. 

Daqui para frente não li e não sei quando vou recomeçar. A cultura do estupro dentro desta sociedade fictícia acaba obscurecendo a obra como se a sociedade humana estivesse fadada a regredir, muitos aspectos da mitologia são desperdiçados, ignorados ou contraditos a medida em que a saga avança. Coisas muito interessantes que havia  Chegada em Darkover, Rainha da tempestade e  A dama do falcão ficam cada vez mais obscuros, a imensa variedade de co-autores entre uma obra e outra também meio que mata aspectos interessantes da genealogia das personagens.

Sharra’s Exile (O exílio de Sharra)
World Wreckers  (Os destruidores de mundos)
Exile’s Song  (A canção do exílio)
Shadow Matrix  (sem tradução em portugues)
Traitor’s Sun (sem tradução em portugues)
*Children Of Kings (sem tradução em portugues)

 

Projeto Rapunzel V – Não desistir dos meus cachinhos quarta-feira, ago 9 2017 

Depois de tanto tempo falando de politica, violência contra a mulher etc… chegou a hora de descontrair um pouco. Tem uma era que não falo dos meus amados cabelos. kkkk

Como eu disse algumas vezes – falar de cabelo não é mera futilidade, tem haver com auto-estima, auto aceitação, amor próprio… O fato de tantas mulheres estarem em guerra com suas madeixas tanto quanto com seus corpos mostra o quanto somos movidos pela necessidade de aceitação em nossos grupos sociais.

Vemos essa necessidade de aceitação em um padrão preestabelecido de beleza e feminilidade quando observamos na rua “Qual biotipo predomina?” “Quais os procedimentos de salão que mais são feitos?” – acertou se disse que predominam as luzes louras/alouradas e as progressivas.

Para muitas mulheres hoje o ato de retornar aos cabelos naturais (seja na textura e/ou na cor) figura como um ato de rebeldia contra o padrão preestabelecido de beleza. Se a mulher for negra (em todas as nuances que nossa miscigenação permite) então torna-se muito mais significativo, porque é um resgate de ascendência.

No meu caso o retorno a textura natural dos cabelos foi tanto por estar insatisfeita com essa estranha padronização em que todas somos louras quase platinadas e lisas quanto pelo fato de eu ter finalmente detonado meu cabelo com tantas químicas.  Lembro bem de uma tarde que tirei foto com 4 amigas e todas tínhamos o mesmo tom de louro liso, sendo que somos diferentes em gostos, personalidade, tom de pele e apesar das nossas maravilhosas diferenças estávamos parecendo barbies em uma prateleira. Embora tenha nascido loura – meu cabelo até poucos anos atrás era natural –

20160313_190946000_iOSA ideia original era postar uma vez ao mês o crescimento, mas quem tem cabelos cacheados sabe que a coisa não é tao simples assim. A ultima vez que minha linda juba viu uma tesoura foi em janeiro deste ano conforme post anterior: Projeto Rapunzel – Ultimo corte do ano! 

Foi um choque ficar com esse cabelo curtíssimo. Isso por que sempre gostei de cabelo comprido e o mais curto que ousei cortar foi pouco a cima da altura do ombro. Como disse algumas vezes foi assustador e libertador ao mesmo tempo. Descobri que os cachos são mais fáceis de cuidar que o cabelo alisado. Menos gasto com salão, não preciso ficar preocupada de ficar com as pontas espigadas, esticadas, estranhas, ou ficar oleoso a ponto de fritar um ovo na testa, nada mais de ficar passando chapinha pela manhã para “retocar” nem me preocupo se vai chover kkk.

No entanto sinto falta do comprimento, sempre que me olho no espelho fico imaginado como vai ficar mais longo, e NÃO EXISTE MILAGRE QUE FAÇA O CABELO CRESCER DO DIA PARA A NOITE. Infelizmente. Desde que cortei tenho tido alguns cuidados especiais com o cabelo – para fortalecer e auxiliar no crescimento. Posso dizer que meu cabelo cresce os incríveis, maravilhosos e inacreditáveis 2 cm por mês o que é uma taxa ótima.

O meu cabelo sempre foi bom para crescer, estava na média de 1,5 cm por mês – pode parecer pouco mas não é. Se alguém diz que o cabelo cresceu muito mais que isso em um mês desconfie, cabelo não é capim, ele se desenvolve de dentro para fora de acordo com como e o com o que você come, com sua saúde interna e do couro cabeludo. Existem produtos como suplementos alimentares que ajudam. Mas não fazem o cabelo crescer 5 cm no mês. Existem shampoos que estimulam o couro cabeludo, óleos naturais que garantem saúde para a raiz e comprimento de modo que possamos sim aproveitar o crescimento com qualidade dos nossos fios.

Seguindo estes critérios experimentei umectação capilar – com óleo de rícino, óleo de uva, óleo de amêndoas doces e óleo de abacate (usei a primeira vez o de abacate segunda feira) – como já disse aqui eu amo fazer umectação porque estimulou o crescimento e deixou o comprimento realmente mais saudável. Uso óleos naturais, sem silicone ou parafina. Compro em casas de produtos

 

Mais alguns cliques – brincando de Fotógrafa segunda-feira, set 5 2016 

Sede de navegar, verdejantes tempos

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