coisas que acho legais · Minhas opiniões

I LOVE MY CITY – GOIÂNIA

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#ClickColetivoGoiânia – 4ª Saída Fotografica –

IMG_4964.JPGDia 24/03/2018 a galera do Click Coletivo Goiânia saiu novamente pelas ruas da cidade. Desta vez o ponto de partida foi a Catedral Metropolitana.

Desta vez eu consegui chegar no horário – as 08:30, bem em tempo de confraternizar com o grupo e aproveitar para tentar captar alguns clicks legais. IMG_4919.JPG

Uma das coisas que gostei muito foi o fato de que havia todo tipo de máquina fotográficas, desde as lindas Nikon e Canon profissionais de lentes cambiáveis, passando por powershot como a minha de lente fixa até celulares. Não havia preconceito. Outra coisa muito legal foi a postura aberta e prestativa dos membros do grupo, compartilhando ideias sobre o que daria uma foto legal sem julgar o equipamento ou a experiencia do companheiro. Essa postura torna o evento ainda mais prazeroso e cria novos laços de amizade que espero que se fortaleçam a cada encontro.

IMG_4877.JPGOutra coisa muito interessante foi a fala da convidada Keith, que resgatou um pouco da nossa história fotográfica enriquecendo o momento e nos inspirando a buscar a nossa volta, na nossa cidade a beleza que normalmente ignoramos.

Acredito que a fala dela tenha influenciado bastante os olhares de todos nós, pois trouxe a tona o sentimento não IMG_4968.JPGsó do amor que compartilhamos pela fotografia, mas pela cidade. O sentimento de não querer deixar que morra a beleza das pequenas coisas que compõem a nossa identidade sócio-cultural.

Ao nos lembrar da foto icônica do carro de boi, bem nos primórdios, da construção de Goiânia ela nos lembrou que o belo está nos olhos de quem vê, e só vamos conseguir fotos realmente significativas, que contem uma história se olhamos com carinho para o nosso trajeto e sinto que foi isso que fizemos.

Amar a nossa cidade não é ignorar os problemas, mas apesar deles ainda encontrar qualidades, e em nome de preservar essas qualidades se posicionar para resolver os problemas.

IMG_5086Não estou falando falando de tomar o lugar do poder público, mas em assumir uma postura cidadã ajudando a preservar os nossos espaços históricos, nossa identidade como o Lyceu. A escola faz parte da história da cidade, minha mãe foi estudante do Lyceu e o meu primeiro estágio do curso de letras em 2003 foi lá. A última vez que eu tinha posto os pés lá foi em uma mostra de teatro promovida pelo Espaço Sonhos 3 anos atrás.

Construções da época do Lyceu estão desaparecendo sob as fachadas horríveis e pasteurizadas de lojas, ou apenas negligenciadas pelos proprietários. Achar um arco, uma arandela, um resquício de arte déco acaba sendo um presente. Alguns de nós tiraram lindas fotos de pequenas sacadas, portas etc – basta jogar #clickcoletivogoiania no Facebook ou insta para conferir.

As flores no caminho me lembraram de um tempo em que IMG_4914Goiânia foi conhecida como a cidade das flores, com um dos melhores índices de praças e jardins do país. Flores não são um desperdício de tempo ou dinheiro publico. São parte do conjunto que pode melhorar a qualidade de vida da população, pois arborizar a cidade garante melhoria no clima, no ar que respiramos, ajuda a combater a poluição no geral e a poluição visual que nos cansa mentalmente. Onde há flores as pessoas sentem-se ERHC1742.JPGmais inibidas em jogar lixo ou depredar.

Quando penso no potencial da nossa cidade, no espaço que perdemos para a violência urbana, que deixamos de usufruir por medo me sinto realmente triste. O centro da cidade e os bairros próximos tem verdadeiros oásis ignorados.

Outra grata surpresa foi o Mercado Central. Tão antigo e IMG_4758tradicional, e ao mesmo tempo ignorado pela maior parte da cidade, conhecido mais pelos moradores ali do centro e setor sul. O local tem verdadeiros achados, tanto em objetos interessantes à pessoas com histórias que valem a pena ser contadas.

Acho que não consegui captar um décimo do potencial do mercado e mesmo assim já fiquei satisfeita com alguma coisas como essa kombi decorando a parede de uma loja de empadinhas (deliciosas, diga-se de passagem)

IMG_4716.JPGAs vitrines estavam cheias de artesanato que iam de panos de pratos ponto cruz até berrantes – o que me deu uma saudade imensa do meu Avô materno que tinha um lindo berrante em cima do guarda roupas, lembrança da juventude na fazenda. De antes de vender tudo e vir com os filhos para a cidade.

Miniaturas de carros de boi, violões que remetem diretamente à praça do violeiro, miniaturas do monumentoIMG_4720 das três raças. Observe por aí, todo mundo conhece alguém que tem uma miniatura da torre Eiffel ou do famoso relógio de Londres, mas o que temos nosso, goiano/goianiense em nossas casas?

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E a quantidade de mercadorias interessantes! Replicas de carros antigos etc…

Sair disposto a de fato conhecer a nossa cidade é uma experiencia maravilhosa. Espero ansiosamente o próximo encontro.

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#clickcoletivogoiânia- Um novo olhar sobre a cidade

Bom dia!

Aqui no blog vira e mexe eu venho falando sobre cidadania, sobre nos sentirmos responsáveis por nossa cidade/bairro/rua ao invés de esperar que tudo seja responsabilidade dos governos.

BVHP2584.JPGAcredito que responsabilidade governamental seja uma via de mão dupla, temos governos tão responsáveis por nosso bem estar quanto somos responsáveis por cultivar a qualidade de vida.

Neste sentido eu fico muito feliz em ter sido convidada por um amigo para um evento chamado clik coletivo – ele viu o banner no facebook e imediatamente lembou de mim.

O que vem a ser este evento? Nada mais que umaIMG_3715.JPG reunião de pessoas que gostam de fotografia para lançar um novo olhar para a cidade em que vivemos. Nesta minha primeira participação eu fiquei realmente encantada por ver na pratica o que venho dizendo faz mais de três anos aqui no blog.

IMG_3754Ser cidadão não é apenas morar em determinado local e submeter-se as leis, é a sensação de pertencimento que nos une e que define o carinho que tempos pelos locais. A ligação afetiva.

O evento que participei foi no Bosque dos Buritis, um lugar que eu não visitava desde a adolescência, mas que fez parte da minha infância. Minha família, sem muitos recursos financeiros, precisava ser criativa para dar lazer de qualidade a três filhos. O bosque era uma opção cheia de possibilidades para três crianças. Corríamos, pescávamos peixinhos com peneiras só para soltar logo depois. IMG_3763.JPG

O bosque, estruturalmente não mudou quase nada, ainda sim é muito diferente do que lembro na minha infância de modo que percorrer as trilhas com a maquina fotográfica foi ao mesmo tempo uma experiencia nova e nostálgica.

IMG_4113.JPGBuscar um novo olhar sobre um lugar tradicional da cidade é trazer a tona o fato de que a cidade é muito mais que ruas, casas e prédios. É relembrar que os locais públicos nos pertencem não só porque pagamos impostos para sua manutenção, mas porque são mananciais de qualidade de vida. Existem para que possamos sair da rotina – casa trabalho – e possamos usufruir do nosso tempo livre de forma prazerosa seja lendo um livro à sobra de uma das muitas árvores, caminhando, correndo, levando o cãozinho para passear, namorando, levando os filhos…

Áreas verdes estão muito longe de serem lugares IMG_3790.JPGinúteis na cidade, elas transbordam vida. Me entristece que hoje muitos te nós tenhamos medo de vagar pelo Bosque dos Buritis sozinhos. No encontro descobri que não apenas eu, mas todos compartilhavam do sentimento de que não teria coragem de ir com suas câmeras fotográficas sozinhos.

Segurança pública anda lado a lado com qualidade de vida e me deixa triste que um espaço tão incrível seja subaproveitado por medo.

IMG_3750Espero que este novo olhar, vindo de fotógrafos profissionais e amadores traga a cidade de volta para os espaços públicos e que a cidadania se sobreponha a violência, visto a não utilização destes espaços que os torna nichos para viciados, pequenos ladrões e traficantes. Espero que esse novo olhar traga as autoridades de volta para estes parques, relembrando que o Parque Flamboyant não é o único que merece policiamento.

Fiquei muito feliz em poder sacar minha maquina e IMG_3713.JPGpercorrer o parque e isso só foi possível porque estávamos em grupo, estávamos um de olho no outro como uma revoada, um bando, um grupo fraterno. E estou ansiosa pelo próximo encontro. Tanto por aprender em contato com outros apaixonados por fotografia e pela cidade como pela possibilidade de visitar lugares que faz muito tempo nós cidadãos de Goiânia temos medo de vistar sozinhos, especialmente carregando algo de valor como nossas câmeras (que são fruto de muito suor e trabalho)

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Vale a pena bater na mesma tecla- por um Brasil melhor

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Qual de nós é inocente de fato?

Queremos combater a corrupção então comecemos por nós mesmos. Nos tornemos melhores para poder cobrar a mesma retidão daqueles que nos governam.

Em uma sociedade em que as pessoas buscam dia a dia não serem corruptíveis os grandes esquemas de desvio e lavagem de dinheiro não sobrevivem, eles não encontram terreno para lançar suas raízes e nem rabos presos para proteger suas galhadas.

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Do tamanho da Irlanda: China cria uma nova floresta com 6,6 milhões de hectares

Quando decretou, em 2014, estado de emergência nacional sobre seus níveis de poluição (e os efeitos que tais níveis teriam sobre o aquecimento global e o próprio futuro do planeta), o governo chinês levou a sério uma das mais evidentes e eficientes recomendações para se combater tais males: o reflorestamento. Assim, enquanto os EUA caminham em largos passos para trás em tal assunto (entre tantos outros) com o governo Trump, o governo chinês anunciou que plantará em 2018 uma floresta de 6,6 milhões de hectares – nada menos que praticamente o tamanho de toda a Irlanda.

via Do tamanho da Irlanda: China cria uma nova floresta com 6,6 milhões de hectares

Vai dizer que o assunto não mexe conosco aqui? Nosso Brasil, rezando pela cartilha de quintal dos EUA também tem dado pouco ou nenhum valor às suas áreas naturais.

Estamos sistematicamente destruindo nossos biomas – caatinga, floresta amazônica, mata atlântica, cerrado. Vivemos em nossas cidades – mal planejadas – como se não houvesse um amanhã. Não nos preparamos para o futuro e permitimos que a especulação imobiliária mate as nascentes de água, riachos e ribeirões dentro das cidades, permitimos que as monoculturas gigantes e industrias se instalem sem nenhum critério de preservação de mata nativa.

Vivemos em um país gigante, e que se torna pouco coeso justamente por a população brasileira conhecer tão pouco de nossas realidades. Vivemos em bolhas em nossas pequenas cidades, sonhando com fazer compras em Miami ou passar férias cercados pelas belezas Europeias – cidades com lindos parques e jardins, pontes românticas sobre limpos curros água.

Nesse ponto posso nos taxar de idiotas. Claro que também acho a cultura e arquitetura

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Parque Flamboyant – Goiânia

europeia lindos, que almejo visitar as cidades limpíssimas em que as pessoas não jogam lixo na rua, as cidades lindamente arborizadas que vemos nos filmes, mas não perco de vista o fato de que temos o mesmo potencial, mas enquanto alguns países rumam para a qualidade de vida nós teimamos em fazer o caminho inverso.

A China por séculos destruiu e exauriu seus recursos, passou de um dos maiores impérios do plante – culturalmente, financeiramente e estruturalmente – para a miséria mais negra e reemergiu pagando pelos mesmos erros que nós estamos comentando em “Terra Brasilis” Será que precisaremos chegar ao ponto de decretar emergência ambiental, nosso ar nas cidades tornar-se irrespirável, sofrer racionamentos de água e alimentos para ao invés de preservar nossos biomas tentar refazer o que for possível.

 

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Porque sonhar apenas com as praças e jardins franceses se podemos nos inspirar neles ter belas praças e jardins aqui em Goiânia-GO

Precisamos que nossas cidades virem amontoados humanos sem qualidade de vida? Os chines tem como vantagem que a educação sempre foi uma de suas prioridades e que a população, tem culturalmente, uma disciplina invejável. O que nós temos? Temos o egoísmo desumano de pensar só nas nossas necessidades imediatas e não pensar ou respeitar o espaço do próximo. Somos indisciplinados. Pois na nossa indisciplina somos mais alienados e manipuláveis, uma massa trabalhadora que reclama mas não questiona, eleitores que seguem ano após ano no curral eleitoral votando pelo efeito manada.

Nos contentamos em sobreviver, por tanto não temos a ideologia de – fazer o nosso melhor em tudo. E sem o prazer ou orgulho daquilo que criamos e produzimos não nos sentimos donos da nossa cultura, das nossas cidades ou mesmo florestas. Damos de mão beijada em troca de alívios imediatos.

A ideia de reflorestamento pode parecer algo distante da nossa realidade, mas está diretamente ligado a qualidade de vida nas cidades. A preservação das grandes florestas

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Goiânia já foi uma cidade muito mais bonita do que é hoje e tem potencial para ser muito mais, depende de quem mora aqui sentir-se de fato proprietário e responsável pelos nichos verdes bem como da conservação da limpeza da cidade – educação é o começo de tudo

é a preservação do ar que respiramos, das chuvas que abastecem nossos sistemas de distribuição de água e eletricidade. Dentro das nossas cidades a existência abundante de parques e jardins não só para deixar a cidade mais bonita, mas para aliviar o calor. É o terreno verde dentro da cidades que nos garante chuvas constantes e moderadas ao invés de longos períodos de falta- de água e tempestades. Árvores, grama, flores dentro de uma cidade não são meros enfeites.

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Lagoa da Serra – Tocantins – tesouros como este devem ser preservados – em esta vegetação sobra o solo arenoso e o clima desértico

A China descobriu na prática que o excesso de metal e concreto aumentam as temperaturas,  em especial no verão, que a ausência de mata em torno das cidades cria desertos e abre caminho para tempestades de areia que tornam o ar irrespirável. Sem plantas para consumir o co² produzidos pela vida na cidade o ar na cidade se torna nocivo aumentando a quantidade de doenças cardio respiratórias e onerando o sistema de saúde publico. Pessoas doentes trabalham menos e com menos qualidade – sejam empresários ricos ou operários.

Minhas opiniões

Assédio ou Cantada?Homens não podem mais Flertar?

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O horizonte é mais vasto e a vida mais agradável para aqueles que respeitam ao próximo independente de cor, sexo, cargo ou classe socioeconômica. O respeito ao próximo nos define e nos eleva além da mesquinhez do mundo.

Com a visibilidade que algumas famosas deram ao velho problema do assédio começamos a andar em um terreno nebuloso. Qual a diferença de uma cantada para o assédio? Homens não podem mais Flertar?

Vamos aos fatos, cantadas são incomodas, desagradáveis e muitas vezes vulgares. Não fazem uma mulher sentir-se bem, não é um elogio e E São MUITO DIFERENTE DE FLERTAR.

Ao contrário do que muitos homens gostam de dizer por aí, a maioria de nós, mulheres, não se sente prestigiada ou enaltecida ao ser assediada na rua por um sujeito que ela não conhece e, tampouco, tem a intenção de conhecer e muito menos por um colega de trabalho ou um chefe. Isso nos deixa tristes, fere nossa integridade e nos faz pensar – “Que homem nojento.”

Por mais incrível que pareça NÃO NOS VESTIMOS PARA AGRADAR AOS DESEJOS SEXUAIS DOS HOMENS, por isso não nos interessa quais são suas opiniões ou desejos diante de nossos corpos, simplesmente, porque não somos corpos, somos pessoas, que possuem sentimentos e, também, medos. E um dos medos constante na mente de qualquer mulher é o abuso sexual, que pode começar com uma aparentemente inofensiva “cantada”

Para a maioria de nós, escolher o que vestir é pensar – Estarei confortável para a tarefa que vou desempenhar no trabalho? Terei mobilidade? Sentirei Calor ou Frio? Gosto da pessoa que vejo no espelho? Só muito depois disso vem “O que vão pensar dessa roupa?” e muitas de nós nem pensamos nessa ultima pergunta. A vida tem demandas muito mais urgentes do que preocupar-se todos os dias com o que pensam das nossas roupas.

Vamos por partes e dividir as três coisas que nomeiam o post

Flertar:

Claro que homens podem flertar. Não há  nada de mal ou errado nisso, o problema começa onde acaba o respeito ao espaço e a integridade do outro. Lembrando que flertar não é e nem deve ser entedio como pressionar a mulher a querer algo.

Flertar é começar uma conversa, tentar conhecer o outro. Tentar chamar a atenção positivamente para si mesmo seja para um encontro de uma noite ou na busca de um parceiro para a vida toda. Ou seja, quando um casal flerta estão tentando compreender um ao outro, estabelecendo limites seja por meio da comunicação verbal seja pela linguagem corporal. Afinal nos comunicamos não apenas com palavras. Um gesto, um olhar podem indicar tão bem quanto palavras quando estamos confortáveis ou não com a situação. A situação deixa de ser saudável quando uma das partes finge não entender uma negativa ou um pedido para ir mais devagar.

Flertar e saudável e faz parte do comportamento humano social e parte do mecanismo que aproxima homens e mulheres e não vale só para solteiros em busca de alguém, mas casais que se amam e respeitam ainda flertam no conforto do lar renovando a afeição mútua, saem juntos, se namoram.

Assédio 

26731174_1788207657919881_939689259742283760_nO assédio é uma forma de violência que pode ocorrer de três formas: ASSÉDIO MORAL, ASSÉDIO SEXUAL, E A JUNÇÃO DOS DOIS.

É violência porque viola o espaço físico e emocional do assediado. Não respeita recusas ou negativas constrangendo o assediado e chegando a criar situações humilhantes, seja em particular, e/ou ambiente de trabalho, ou familiar, ou social, ou nas redes sociais, na rua, teatros, cinemas, ônibus, trens…. na praia…

O assedio é um crime difícil de ser apurado  porque joga com as posições de poder – chefe/empregado, professor/aluno, homem/mulher. Quase sempre aquele em posição socialmente mais fraca acaba sofrendo duplamente pois além do assedio é culpabilizado tendo sua identidade e caráter questionados a todo momento. (Foi assediado porque vestia assim, foi assediado porque trabalha em ambiente masculino, foi assediado porque é jovem, porque deu moral, porque é solteira….)

Cantada 

Existem dois tipos básicos. – A cantada idiota do cara que não sabe flertar, e a cantada machista é uma forma de assedio verbal.

Veja alguns exemplos e diga nos comentários se gostaria de ser abordada com uma dessas.

“Você não é um pescoço, mas mexeu com a minha cabeça!”

“Não sou traficante, mas eu quero a sua boca.”.

“Estou realizando uma campanha de doação de órgãos! Você não quer doar o seu coração pra mim, não?”.

“Gata, o seu nome é Tamara, não é?” (Espere a resposta e certifique-se de que o nome da moça não seja Tamara) “Porque você TAMARAvilhosa!”.

“Nossa, você não usa calcinha, você usa um verdadeiro porta-joias!”.

“Gata, você é tão linda que não caga, lança bombom!”.

“Se você fosse um lanche dessa lanchonete o seu nome ia ser X-Pincesa”

“Gata, me chama de demônio e deixe q eu te possua.”.

“gatinha, se você ficar comigo nunca vai ter que pegar na enxada, só vai ter que fazer amor comigo da manhã até a madrugada.”

“gatinha, se beleza nascesse em ovo, você seria a dona da granja”

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2017 está no fim – mas 2018 será diferente?

Hoje já é 28 de dezembro.

Uma coisa engraçada a cerca da vida é que ela passa por nós velozmente. Quando penso em 2017 eu sei que vivi 2017, eu ri, chorei, trabalhei, amei, me decepcionei, namorei de desenamorei, brinquei com meus cachorros, ganhei um novo sobrinho lindo, tirei fotos e mais fotos, mais de 5000 cliques e poucas de fato aproveitáveis. Mas sentada hoje nesta cadeira parece que 2017 passou por mim e eu nem vi.

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Ofereço flores na esperança que sua efemeridade nos faça amar a vida em todas as suas formas

Acho que olhar para trás dá sempre essa sensação, o passado não é algo palpável é um conceito imaterial e afetivo,  mas também força transformadora que nos torna o que somos.

Não sinto aquela euforia cinematográfica sobre festas de ano novo. Tenho alguns convites, família, festa dos esquecidos etc…, mas pensar em 2018 ao invés de alegria me traz um aperto na boca do estomago.

Não sinto que haverá de fato uma transição em nossa situação de 2017 para 2018, ainda estamos no meio de um processo, um processo penoso que nos coloca em uma encruzilhada entre a intolerância e o amor ao próximo.

Podemos continuar fingindo que não existem abismos morais e sociais dentro do nosso amado Brasil, ou podemos reconhecer que temos uma escala de qualidade de vida. Uma

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A beleza está em toda a parte, mas são nossos olhos e nossas mãos que a destaca para aqueles que estão cansados ou ocupados de mais para ver por si mesmos. Seja gentil e o mundo te dará flores todos os dias.

escala na qual encontramos pessoas que vivem de forma quase tão primitiva quando povoados da idade média, sem água encanada, sem luz elétrica, sem conhecimento do que acontece alem da necessidade de sobreviver, e em tempos de internet e smartphones isso parece surreal. Em nossa classe média baixa  a qualidade de vida passa por ruas sujas e esburacadas, serviços de transporte ineficiente, impostos que nos comem pela perna em serviços básicos como gasolina e telefone, serviços e produtos que podem em pouco tempo não pertencer mais a esta camada da população. Na chamada classe média alta, uma bela ilusão kkkk- temos um padrão aquisitivo que permite uma ou duas casas próprias, filhos nas escolas particulares porque as publicas são ineficiente, mais de um carro na garagem, iphones comprados com descontos dos planos pós pagos oferecidos pelas operadoras, roupas de outlet.

Neste quadro o que está de errado? A crise, que é muito mais moral que financeira. A falta de amor ao próximo que agrava as distancias entre as três classes. A crise moral que faz o tolo da classe média alta ver os mais pobres não como pessoas, mas como algo enfeiando a cidade, ou força de trabalho que não devia questionar seu lugar na linha de produção. O desamor, o orgulho, a vaidade faz com que não se perceba que a qualidade de vida que almejamos, o “padrão europeu de vida” está diretamente ligado a redução da distancia entre estas três classes. Está em reconhecer todos como humanos e como cidadãos.

Não é o serviçal que deixa as ruas europeias limpas, é o cidadão de bem seja ele funcionário da limpeza ou apenas a pessoa que caminha na rua e evita jogar lixo. O asfalto sem buracos é porque o dono da empreiteira além de visar o lucro que é direito dele por prestar serviços também entende que é obrigação dele fazer o melhor serviço que puder.

Nos falta essa consciência.

Nos falta o desejo de – a cada dia sermos a melhor versão de nós mesmos. Sem isso continuamos caindo no abismo da corrupção desenfreada que nos divide em classes e nos desumaniza.

E para piorar, a propagada faz nós – suposta classe média – acreditarmos que somos img_5120algum tipo estranho de elite com apartamentos de varanga gourmet.

No fim da conta somos todos seres humanos trabalhando dia após dia para ter uma vida digna, para ter qualidade de vida, mas essa qualidade não pode vir enquanto existirmos entre abismos sociais e morais.

Não estou dizendo que devemos abolir os lucros, que devemos marchar contra os grandes empresários, já vimos que deste modo as mudanças são apenas superficiais, mudamos de um carrasco para outro. Estou dizendo que devemos buscar um equilibro que permita que todos cresçam. Estou dizendo que devemos parar de pensar que a empregada, preta e pobre vai sempre estar a disposição para limpar a nossa bagunça e lavar o nosso sanitário, e começar a pensar que os serviços de limpeza como todos os outros devem ser valorizados, especializados e devidamente remunerados, que ter alguém lavando o nosso chão não é uma necessidade, mas um luxo muito próprio da nossa cultura que ainda não superou o ranço do escravagismo.

Nós ainda dividimos as profissões entre dignas e indignas, e assim dividimos as pessoas com base em seu trabalho, seu poder aquisitivo. Estamos sempre procurando motivos para dividir ao invés de agregar. Para tentar ser “superior” para nos sentirmos “especiais” É uma constante necessidade de auto afirmação que cria camarotes nas boates e festas de rua, que segrega pelo prazer de estar do lado de dentro de uma fita. Isso não é qualidade de vida.

Qualidade de vida é sair de casa a pé 10 horas da noite e não ter medo, é poder escolher ir de carro, trem, ônibus ou metrô sem medo. Qualidade de vida é ver um policial na rua  sorrir para ele sem medo de ser confundido com um bandido por ser preto, ou por morar na periferia, ou por alguns serem mais sujos que a bandidagem do bairro.

Professores e policiais deviam ser mais valorizados e melhor remunerados, quando estas duas classes são vistas como subempregos significa que estamos longe de chegar a onde queremos e estamos afastando os melhores profissionais destas duas áreas. Ninguém trabalha apenas por prazer pessoal, trabalha-se para viver o melhor possível.

Não é a passagem do ano que fará o mundo melhorar, seremos nós, uma ação de cada vez, então para 2018 desejo que cada um de nós seja a melhor  versão de si mesmo dia a dia, que amemos mais nossos semelhantes, que sejamos gentis, que busquemos agir eticamente e que não fechemos os nossos olhos para a dor dos nossos semelhantes por ser mais comodo, o sofrimento e a pobreza do outro impactam diretamente na qualidade de vida que tanto desejamos.