Suicídio no congresso nacional e ninguém toca no assunto – só eu acho isso estranho?

Sim estou indignada com o escândalo da carne podre, e mesmo não querendo minimizar o problema – não é o nosso primeiro escândalo da industria alimentícia e não será o ultimo.

O que me choca é que ninguém liga os pontinhos, o escândalo da carne podre é só mais um dos muitos problemas causados pela nossa corrupção estrutural. Da nossa falta de ética, da nossa franca flata de respeito pelo nosso semelhante, da nossa cultua do “levar vantagem.”

Me choca que uma pessoa tenha perdido a vida em um suposto ato de protesto contra Temer e toda essa bandalheira que o cerca e os meios de comunicação ignorarem por completo.

Em que lugar do mundo um suicídio ou assassinato em pleno congresso nacional não vira notícia? Nos tornamos insensíveis ou apenas cegos? Só vemos o que as emissoras de TV e as redes sociais nos permitem ver e discutir?

Se é tao fácil esconder algo que aconteceu em plena luz do dia, a vista de todos o quanto mais somos manipulados pelos meios de comunicação? O quanto nossas opiniões e nossas escolhas são nossas? O quanto estamos vendo de fato o mundo a nossa frente ? OU o quanto nos contentamos e ver sombras de uma fogueira no fundo da caverna e achar que são a verdade do mundo?

Escândalo da carne podre x corrupção x impunidade no congresso e senado x helicoca do Aécio x pedaladas fiscais sendo legalizadas x reforma da previdência x assassinato da CLT – quais noticias são reais e quais existem para desviar a nossa atenção do problema real.

Um homem morreu no nosso “centro de poder” possivelmente protestando ou foi assassinado ou que é igualmente chocante e ninguém fala nada. Será porque a morte dele é associada a insatisfação diante do quadro de corrupção, será que porque a morte dele pode triar as pessoas da inercia quanto a reforma da previdência e da CLT.

Não incentivo o suicídio, mas acredito que uma vez que tenha ocorrido devemos olhar para ele ao invés de desviar os olhos, ele é mais um morto pelas nossas politicas de favorecimento de uma minoria em detrimento da sociedade. Ele é cada um de nós que morre todos os dias um pouco de tanto trabalhar para pagar impostos que alimentam a maquina de roubar ao invés de voltarem para nós como serviços públicos de qualidade.

A imagem daquele homem morte foi o reflexo de cada um de nós que se atreve a ser apenas ativista de sofá. Estamos caindo junto ele e nos espatifando bem na frente de um monte de engravatados que vão olhar um segundo depois vão para seus carros de luxo seus almoços que custam mais que nosso salário do mês , que vão para casa dormir em paz.

Todos nós somos aquele corpo estirado, e ninguém está nos vendo. Somos menos que a bosta de um cavalo para aqueles homens e por isso esse silencio diante da morte de um homem. Para os nossos políticos a maioria de nós não é ser humano, não semelhante ou igual, é força de trabalho, massa de manobra e a morte de um de nós ou centenas de nós é nada. Tanto é nada que continuam comendo caviar  e viajando para o exterior com o dinheiro que deveria ir para saúde, educação, segurança, planejamento urbano, vias de acesso, rodovias…. um dinheiro que é nosso.

Somos explorados e apunhalados todos os dias e pior, somos manipulados para não ver e mesmo quando vemos somos, como gado, direcionados a achar que há apenas um vilão, nos dão alguém para odiar e então seguem nos sugando e apunhalando dia após dia. Nestas ultimas décadas o vilão é o Lula e o PT – Não vou dizer que sejam santos porque não são. Santos não entram no cenário político, mas Lula ousou subverter a ordem e mostrar ao pobre que ele pode desejar mas que dinheiro suficiente para ter almoço e janta (mesmo que sejam só carboidratos e rejeitos que a industria alimentícia não vende para fora ) ele mostrou que podemos desejar qualidade de vida e os nossos poderosos em sua arrogância sem fim ignoram que somos todos seres humanos e se revoltam com isso pois para eles só eles tem direito a pensar, viajar, vestir-se de forma rasoavel, frequentar cinemas e teatros.

Enquanto pessoas como eu sonham em um mundo com menos desigualdades em que todos tenhamos chance de ter qualidade de vida eles acham que isso é direito exclusivo deles.

Salvo os exageros em efeitos especiais e movimentos super humanos talvez nosso mundo seja tão cruel e distópico quanto o mundo de filmas como “O preço do Amanhã” “Matrix” “Elisium.” Estes filmes parecem apresentar um futuro terrível, mas é inspirado no presente.

Não uma inimiga do capitalismo – sou inimiga da falta de ética, da falta de amor ao próximo – da corrupção e das propinas. Quanto mais eu leio e e estudo mais eu vejo que não há modelos sócio-econômicos que sejam de todo ruins há pessoas sendo ruins umas com as outras na ânsia de acumular poder e dinheiro além do que o ser humano é capaz de usufruir.

Um homem morreu – e assim como não contamos as mortes na fila do SUS, no transito, na violência das cidades não estamos contado a morte do homem no congresso. Estamos roubando a humanidade dele e de quebra abrindo mão da nossa. Estamos todos os dias fechando os nossos olhos para o GENOCÍDIO QUE É CAUSADO PELA CORRUPÇÃO TODOS DOS DIAS – E ESTES GENOCIDAS VÃO NOS DAR DUAS GRANDES FACADAS ENQUANTO OLHAMOS PARA A “CARNE PODRE” NOS TIRARÃO O DIREITO DE NOS APOSENTAR E OS DIREITOS TRABALHISTAS PORQUE PARA ELES NÃO SOMOS HUMANOS – SOMOS NADA COMO O HOMEM MORTO NO ESPELHO D’ÁGUA. APENAS ALGO A SER REMOVIDO AO PERDER A UTILIDADE.

O ESCÂNDALO DA CARNE NÃO É O PROBLEMA -É SÓ A PONTA DO ICEBERG O QUE VAI AFUNDAR O BRASIL ESTÁ SOB A SUPERFÍCIE FAZ UM LONGO TEMPO. – E NÓS ESTAMOS DEIXANDO PORQUE TRABALHAR PARA TER O PÃO NA MESA É MAIS IMPORTANTE QUE IR AS RUAS.  

 

Natal – visão distorcida do mundo – tapar o sol com a peneira!

Agora que a data passou vou falar livremente – não estou fazendo campanha contra a data. Acho importante que tenhamos alguns momentos durante o ano para elevar nossos pensamentos ao criador, acredito que estes momentos de prece aliviam a atmosfera tão saturada de egoísmo, guerras, mágoas, corrupção.

O que me incomoda é que do mesmo modo como estes momentos podem ser salutares eles podem tornar-se ferramentas de manifestação do nosso profundo egocentrismo e desamor.

Esta semana estive observando – não sou uma boa observadora então é preciso que as coisas me saltem aos olhos e gritem em meus ouvidos.

Observei a velha  musica que todo ano as emissoras – tão velha que cantamos sem nem pensar

o Natal existe

Natal

Quero ver
você não chorar
não olhar pra trás
nem se arrepender do que faz…

Quero ver
o amor crescer
mas se a dor nascer
você resistir e sorrir…

Se você
pode ser assim
tão enorme assim
eu vou crer…

Que o Natal existe
que ninguém é triste
e no mundo há sempre amor…

Bom Natal um Feliz Natal
muito Amor e Paz pra Você…
pra VOCÊ.

Aposto que ao ler você até cantou mentalmente.

Já observou que “eu vou crer…/Que o Natal existe/que ninguém é triste/e no mundo há sempre amor…

Sempre pensamos nesta cantiga como uma musica bonitinha e otimista – mas no fundo ela nos ensina a fechar os olhos para o sofrimento alheio. Todos os meios de comunicação, se você prestar bem atenção fingem pregar o amor, mas na verdade nos ensinam a fechar os olhos para o sofrimento alheio.

Mostram campanhas de doação de alimentos, cestas básicas, brinquedos, cobertores como se toda a pobreza fosse erradicada em uma noite, e fingindo que este sofrimento que só vemos na véspera do natal não nos cerca todos os dias. A ação de uma unica noite pode aplacar nossa consciência, mas não melhora o mundo, apenas nos impede de pensar sobre isso todos os outros dias do ano, afinal no natal somos bons, fazemos alguma ação social qualquer, damos presentes aos amigos e parentes.  Fazemos ceias opulentas com mais comida do que somos capazes de comer, como se o sentido da data fosse fartar a pança.

Comemoramos o nascimento de Cristo? Comemoramos mesmo? Não estou nem entrando no mérito que sequer sabemos quando ele nasceu. Não me importa que a data seja fictícia, e creio que ele também não se importa com data alguma, creio que o mais importante seja a fé e os sentimentos transmitidos no dia. No entanto quantos de nós estamos de fato elevando nossos pensamentos e sentimentos? Quantos de nós se preocupam apenas com autossatisfação egocêntrica de encher a pança, ganhar presente e tirar fotos para as redes sociais???

Quantos de nós vivem apenas o refrão “eu vou crer…/Que o Natal existe/que ninguém é triste/e no mundo há sempre amor...

Quando no mundo há tanto desamor a ser combatido?

Quer um exemplo desse desamor? Tenho uma avó idosa e com Alzheimer, este ano (como sempre ) nós ficamos com ela no natal e milagrosamente conseguimos leva-la para nossa casa – Há anos que precisamos passar na casa dela porque não sai por nada. Até aí tudo bem. O que me incomoda é que nenhum dos outros filhos se deu ao trabalho de ir visitar ao longo do dia. No Natal sua mãe está idosa e você não vai nem dar um beijo nela? E não acaba aí no domingo só duas das minhas tias se deram ao trabalho de estar com ela e um primo. Isso é espírito natalino? Quando a avozinha era saudável e podia fazer festas por conta própria a casa estava sempre cheia. Dias antes todos se lembravam dela, agora que está idosa, as vezes difícil de lidar cada um cuida de sua própria festa de modo que filhos, netos e bisnetos que já foram tão amados e mimados por ela crêem que  que ninguém é triste/e no mundo há sempre amor..

Mas uma pessoa é triste, uma pessoa pegou na minha mão com lágrimas nos olhos e perguntou “o que eu fiz que meus filhos não gostam de mim?” Minha avó pode ter Alzheimer, mas tem momentos de lucidez em que a solidão é tão grande que eu sinto vontade de chorar e de chutar a bunda dos meus tios e primos daqui até a china. Sabe, não precisava de muita coisa, não precisa que passassem o dia com ela, bastava ligar para dizer eu te amo, ou passar para dar um beijo fosse no dia 24 ou 25. Ela pode não lembrar depois mais os sentimentos de alegria e de tristeza permanecem como impressões fortíssimas.

Um ato de amor pode ser esquecido 5 minutos depois, mas o sentimento que fica com ela a deixa mais calma e feliz o dia todo O sentimento de solidão se prolonga também, ela pode não noção completa do que falta, mas sente o vazio. Quando olho para ela eu penso eu meu futuro não será tão diferente e que a velhice é dos males o mais assustador. Envelhecer é triste e solitário, nossa sociedade não ama pais, mães e avós idosos, em todos os meios de comunicação eles são um peso ou elementos decorativos em uma cena distante de fartura. Colocados no canto enquanto outros festejam.

Nossa sociedade é dissimuladamente cruel.

Minhas questões – metafísica da angustia? ou só pensando mesmo?

Não consigo parar de pensar na estrada que estamos trilhando desde 2013 quando fomos a primeira vez as ruas e houva a euforia de pensar que “O gigante despertou” Ali começamos um momento delicado que nos levou as ultimas eleições presidenciais nas quais ficamos entre Aécio e novamente a tão criticada Dilma – Ouvimos propostas e mentiras dos dois lados e optamos que o caminho menos ruim seria a Dilma – sem saber das serpentes que ela levava junto – porque sem o apoio dos antigos partidários ela fez um “pacto com o diabo”  ou quase isso quando aceito Temer como vice e outros parasitas.

A verdade é que a corrupção já chegou a níveis tão astronômicos que  não temos mais lado inocente, aqueles interessando em conter as investigações que reduziriam a roubalheira disputaram as eleições dos dois lados – porque o bom empresário não deposita seus ovos em uma única cesta, e precisavam garantir a esfera de influência. Seu candidato era o Aécio que tentaram nos empurrar goela abaixo, no entanto como este plano falhou foram para o plano B – tornar a já enfraquecida e isolada, nada carismática Dilma uma marionete – Também não funcionou e em ultima instância decidiram VAMOS PARAR O PAÍS, AGRAVAR A CRISE E CHUTAR ELA DA PRESIDÊNCIA – deu super certo.

Uma vez que Temer – nosso Lord Duncan entrou no cenário (nosso Palpatine ainda está oculto tenho certeza, Temer não é inteligente suficiente para ser mais que pau mandado, escudo humano da outras forças) começou o desmonte do país. Ao invés de propor medias que atuem a crise temos aumentos para classes privilegiadas de servidores públicos e sucateamento dos serviços para a população. Ao invés de verdadeira austeridade – cortando ministérios, reduzindo quantidade de deputados senadores mamando nas tetas dos nossos impostos eles aumentam os próprios salários e inventam novas formas de desviar dinheiro, criam leis para devolver o Brasil ao escravagismo – só que agora o escravagismo não é as claras, não é declarado, porque recebemos salários – mas salários que mal pagam as contas básicas, que não servem para aquecer a economia.

NA CRISE PRIMEIRA PROVIDENCIA DEVA SER AQUECER A ECONOMIA – OUTROS LUGARES DO MUNDO CORTAM NA CARNE E FAZEM OBRAS PUBLICAS PARA EMPREGAR A POPULAÇÃO, PARA FAZER O DINHEIRO CIRCULAR E AQUI AUMENTAMOS SALÁRIOS DE JUÍZES, DEFENSORES E MASSACRAMOS QUEM PODERIA SALVAR O PAÍS – O CONSUMIDOR MÉDIO, O CIDADÃO EM GERAL.

Nossos impostos estão escoando pelo ralo da corrupção e isso gera um cenário de descrença e desespero e o desespero pode nos levar para tês possíveis futuros terríveis –

1º A intervenção militar e o retorno da ditadura. – A vida humana novamente perderá seu valor e morreremos nós que temos opinião e não temos dinheiro para fugir do país

2º Guerra civil – podemos ser levados a violência extrema como ocorreu em diversos países da América e África.

3º Ditadura civil que pode ou não ter cunho religioso e fundamentalista.

Confesso que vivo com medo, medo das várias formas de violência que crescem na nossa sociedade – ou aumento da pobreza elevou o número de marginais nas ruas, nosso sistema penitenciário é ridículo e falido – medo porque meu salário já não chega ao fim do mês.

Tenho medo que nossos corações tornem-se tão brutos e enfurecidos como os de extremistas como militantes do Isis e outros grupos fundamentalistas, tenho medo que percamos as oportunidade sermos o melhor que podemos ser por estarmos acuados, exaustos, privados de nossos direitos básicos.

Eu não espero que sejamos passivos e esperamos que as coisas melhores, entendo a necessidade crescente de exigir mudanças, mas também observo que essas mudanças não vão ocorrer facilmente e que dependem de mudanças pessoais. No blog sempre bato na tecla de que nós devemos ser mais éticos. Nós  devemos ser, para exigir ética.

Não vamos mudar essa corrupção institucionalizada se começarmos a quebrar caixas eletrônicos e saquear lojas durante nossas manifestações, precisamos ir ao lugar certo, ao coração do país, temos que invadir as seções noturnas nas assembleias, temos que começar a exigir que acabem com os mega salários pois sim é um momento de austeridade, mas junto com isso temos que acabar com as pequenas e grandes propinas, com as pequenas e grandes trocas de favores. O “dar um jeitinho” tem que acabar em todas as instâncias. Não só lá onde estão Temer, Sarney, etc.. eles ão o que nossa cultura permite que sejam, nossa cultura que institucionalizou a propina com algo normal e corriqueiro.

Nossos problemas econômicos e sociais são fruto de um egoísmo desmedido de pessoas que não se satisfazem com nada, que amealham mais e mais dinheiro do que são capazes de gastar, constroem patrimônios dos quais não usufruem de verdade, e tem prazer no fato de dominar outros seres humanos como se fossem objetos ou animais. Eu pergunto ao meu leitor o quanto nós somos melhores que estas pessoas que vivem sugando os nossos suados impostos? O quanto cada um de nós agiria diferente se estivesse lá no topo da pirâmide?

Só quando a maior parte da população de fato tiver uma ética superior a estas pessoas, só quando produzimos filhos e netos capazes de agir melhor é que vamos sair deste atoleiro. Acredito que podemos dar os primeiros passos agora, neste terrível momento de crise, mas só se não cedermos poder ao autoritarismo, nem a violência desmedida.

Acredito que não haverá mudança sem violência – ela é inevitável, – desespero e frustração geram violência – mas acredito também que podemos não nos tornar refém dela, que podemos ser mais solidários com nossos semelhantes e não direcionar a violência para a destruição gratuita de patrimônio publico – porque o que é publico é pago com o meu e o seu trabalho, a não destruição de lojas…. a não violência contra o nosso irmão durante passeatas como a que ocorrera dia 18 agora.

Mas podemos reagir se formos atacados, podemos e devemos, podemos sim forçar a entrada em votações que roubam nosso direito de ser humanos e nos transforma e objetos a serem explorados como nossos irmãos negros trazidos da África, arrancados de suas famílias para gerar lucro para alguém que dava mais valor a cavalos que a pessoas.

Escravidão hoje não é uma questão de cor, é de poder econômico –

 

O que não te contam sobre o professor de rede pública

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Esperam de nós fidelidade canina/  lealdade canina/  subserviência canina/Mas somos pessoas/  tratadas com menos respeito que muitos de nossos amigos 4 patas

Hoje em dia quem quer ser professor? Te respondo – na rede pública ninguém.

Quem se torna professor? – Quem está sem opções na maioria. O encanto da profissão acabou.

  • Não somos respeitados pela escola, nem pelos pais, nem pelos alunos – todo professor tem pelo menos uma história de agressão para contar – somos acuados, humilhados, tratados como o lixo do lixo e ainda nos perguntam – vc só da aula não trabalha não?
  • Um professor que trabalha 40 horas por semana na verdade trabalha muito mais – ele dá 28 aulas na escola, faz plano de aula, organiza atividades, corrige atividades, elabora avaliações, corrige, faz análise de desempenho de cada aluno e ainda espera-se que tenha tempo de viver???
  • Querem que trabalhemos por amor – amor é lindo mas não paga conta de água, luz, energia e nem supermercado – aliás nem o nosso salário paga isso. 90% dos professores fazem alguma atividade extra para completar a renda e não morrer de fome.
  • Estamos morrendo – stress, síndrome do pânico, desgaste ósseo, depressão doenças auto imunes e de origem psicossomática(Gastrite, úlcera e doenças gatrointestinais, Doenças de pele, cefaleia,Hipertensão arterial) – quase todo professor apresenta pelo menos um desses problemas em sua forma grave
  • Em Goiás Uma diarista com uma boa clientela ganha mais que um professor que faz 40 horas semanais – seja ele contrato ou efetivo PIII – Nada contra o trabalho da diarista ser corretamente remunerado, mas nós temos curso superior e mutias de nós estão colocando o diploma na gaveta para fazer faxina. 
  • Em Goiás nunca tivemos auxilio alimentação e auxilio transporte é só para quem recebe até 2 salários mínimos – Lê-se nas
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    Deixo aqui meu grito mudo / o desejo agudo por mudanças / a esperança de ser ouvida ao menos uma vez antes que minha vida desapareça no curso do tempo

    entrelinhas PROFESSOR NÃO COME, FAZ FOTOSSÍNTESE, NÃO PRECISA ANDAR DE CARRO NEM DE ÔNIBUS, SE TELETRANSPORTA MAGICAMENTE PARA AS ESCOLAS

  • Somos a Classe mais desunida do mundo – não nos ajudamos, não revindicamos juntos, somos covardes, talvez tão acostumados a levar chibata no lombo desistimos de resistir.
  • Esperam que façamos milagre sem apoio, sem motivação, sem amor próprio – NÃO TEM COMO. ESTAMOS MORRENDO, E/OU DESISTINDO.
  • OS MELHORES PROFISSIONAIS ESTÃO PULANDO FORA – ESTÃO INDO PARA A INICIATIVA PRIVADA E NEM SEMPRE NA ÁREA DE EDUCAÇÃO. 

E vale a pena continuar a ser professor ou morar em Goiás? Chegará breve o dia em que passaremos fome.

Chegará breve o dia em que passaremos fome.

Via – Goiás real

Novo pacote: Após quebrar Goiás, Marconi massacra servidores

 

O pacote de ajustes que o governador Marconi Perillo (PSDB) enviou para a Assembleia Legislativa na terça-feira, 13, é um verdadeiro massacre ao servidor público estadual. Entre as medidas propostas pelo Palácio das Esmeraldas está o fim dos quinquênios, congelamento de promoções, corte de gratificações e até revogação de auxílios já concedidos. Em resposta, servidores avaliam que Marconi elege os funcionários públicos como alvo exclusivo de pseudo desequilíbrio nas contas do governo.

Em carta aberta aos deputados, o Fórum em Defesa dos Servidores e dos Serviços Públicos em Goiás, formado por diversas entidades, reclamam da perseguição do governo ao segmento. “Nos últimos seis anos (desde que Marconi voltou ao governo), os servidores foram eleitos como fonte de um propalado desequilíbrio nas contas”, mostra o documento.

A carta ataca abertamente a falta de credibilidade do governo de Marconi em promover reformas, já que continua gastando com shows, verbas secretas, além das denúncias de corrupção envolvendo a Agetop e a Saneago, entre outros órgãos. Há tempos o GoiásReal detalha a farsa das reformas propostas por Marconi e relata os gastos exorbitantes do Palácio e a falta de prioridades em contraponto ao massacre promovido contra servidores.

Pudding Curly Wurly Lola

Lá vou eu falar de cabelo novamente – aliviar o clima aqui no blog que pesou com tanta insatisfação e indignação politica.

Não que eu vá esquecer ou abafar minhas inquietações – longe de mim, mas a vida segue apesar dos pesares e o blog é para falar de tudo, reflexões, poemas, resenhas de livros, utilidades, inutilidades…

Hoje eu queria falar do creme de pentear para cabelos cacheados da Lola – o Pudding Curly Wurly.  Confesso que tive e tenho um pezinho atrás com a marca – porque tudo que promete maravilhas precisa ser visto com calma e o custo é elevado considerando o nosso momento econômico. Há um “Q” de ostentação nas redes sociais em torno da marca, então tudo isso me faz pensar 10 mil vezes antes de usar.

Apesar dos meus conceitos e pré conceitos sou uma pessoa curiosa, muito curiosa e tenho buscado produtos para os meus velhos/novos cachinhos.

A principio busquei alternativas de baixo custo, estava cansada de gastar rios de dinheiro com o cabelo, foi um dos motivos para cortar curto e abolir a progressiva – alto custo, muito trabalho, cabelo sempre quebrando.

Desde março tenho experimento receitas caseiras, lido milhares de resenhas de blgs de cacheadas. Até pouco tempo atrás o meu queridinho de tudo que testei era o cachos dos sonhos da Salon Line era um BB – Bom e Barato – define bem os cachinhos, segura razoavelmente a umidade e dá um volume moderado.

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senti falta só de um bico dosador

Como estava bastante satisfeita com o custo benefício do Cachos dos sonhos acabei me acomodando, passei a usar o creme sozinho no cabelo molhado, seco, ou misturado com um pouco de óleo de coco. Foi só recentemente quando a empresa INOVAR cosméticos começou a trabalhar com produtos da Lola que me veio a vontade de experimentar alguns produtos. Comecei pelo shampoo e condicionador – me surpreendi com a maciez do meu cabelo e o rendimento dos produtos, se for dar uma nota é nota 10,00 e no fim nem achei os produtos tão caros, pois se comparar com as linhas low poo da Bio Extratus, linha de pimenta, ou para cachos  há até uma certa coerência.

Depois de gostar muito do shampoo e condicionador é a hora de experimentar as

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é pequeno mas pressinto que vai durar uma vida. Já usei puro e pretendo usar misturado com alguma mascara da bio extratus

hidratações – como me deu a louca de fazer um soap (leia aqui ) precisava de uma mascara do tipo salva vidas – não sabia como o cabelo ia reagir e precisava estar preparada para o pior kkkk – então comprei o Eu sei o que você fez na química passada e de quebra levei o  Pudding Curly Wurly que é o tema central do post – já já falaremos nele.

A mascara Eu sei o que você fez na química passada é um pote pequeno – mais o ou menos do tamanho do meu copo diário de capucino, mas é super concentrado, o cabelo chupa ele de modo que some da nossa mão – parece mágica. E como o cabelo absorve bem, a meu ver não precisa empapar o cabelo, e rende muiiito. Para o dia que fiz o soap foi perfeito, talvez até um exagero já que o cabelo aguentou bem.

Agora vamos para a estrela do post – o Pudding Curly Wurly eu comecei a usar logo depois do soap. Para começo de conversa é um pote generoso, não vem cheio até a tampa, mas está de acordo com a gramatura anunciada, é super consistente como o Eu sei o que você fez na química passada.

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textura super densa, e ótima absorção

images-2A primeira aplicação fiz no cabelo molhado tendo lavado com condicionador de co wash da marca – passei o equivalente a duas moedas de um real e fiquei CHOCADA – com o resultado. O salon line sempre demorou a secar e deixa o cabelo meio durinho boa parte do dia, e o volume vai aumentando ao longo do dia e no dia seguinte fico parecendo uma leoa precisando ser domada – nada que um retoque não resolva. Já com o Pudding Curly Wurly o cabelo secou mais rápido e  sem uso de secador, não ficou com aquele aspecto rígido nem duro ao toque, ficou mais definido, com lindas e comportadas molhinhas. O volume caiu para metade  e com um aspecto suave, de cabelo seladinho e com brilho o dia todo.

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escova amor da minha vida – perfeita para desembaraçar cabelos molhados até com shampoo e massagear o couro cabeludo

O fato de Pudding Curly Wurly o ser bem denso faz a gente pensar – isso não vai dar certo – mas é só não exagerar na dose.

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Resultado com o Cachos dos sonhosSalon line

Como eu aplico – lavo meu cabelo normalmente – seja com co wash ou shampoo – condiciono e enrolo meu cabelo em uma touca atoalhada. Vou fazer outas coisas (me vestir, fazer maquiagem, qualquer coisa) deixo a touca absorver o máximo de umidade que meu tempo permitir, solto o cabelo, penteio com a escova ricca, em seguida pego o equivalente a uma moeda de um real e espalho na mão, aplico em todo o cabelo, quanto mais água é absorvia pela touca atoalhada mais produto eu acabo usando, o máximo que já usei foi o equivalente a 2 moedas e meia. (tenho muito cabelo)

O tempo que demora para secar naturalmente também varia conforme o quanto o cabelo já

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Resultado com Pudding Curly Wurly – menos frizz ao longo do dia e ele não arma tanto 

tenha perdido água para a toalha, lembrando que não esfrego os fios na toalha em hipótese alguma, nem esfrego a toalha no couro cabeludo apenas deixo que  ela absorva a água. Assim o atrito não danifica os fios e nem gera eletricidade estática.

 

Estamos em meio a uma guerra de desinformação

Faz alguns dias que venho republicando alguns blogs que sigo e tentado pensar em como colocar em palavras a inquietação que tenho sentido nos últimos tempos.

Quem me conhece sabe que sou amo ficção – literatura, séries, filmes – acho que exagero em tudo que gosto – bem, as vezes a ficção e a vida parecem compartilharem certas nuances sombrias. Esta semana eu estava vendo aquela série The Blacl List, não acho das melhores, mas em dado momento me chamou a atenção um personagem cuja a ocupação era fomentar a desinformação. Embora tenha achando o episódio do seriado meio chatinho a ideia ficou na minha cabeça por conta do momento que vivemos.

Já faz um tempo que tenho visto as redes sociais tornarem-se um festival de Luca santo x Lula demônio, Sérgio Mouro santo x Sérgio Mouro demônio como se o nosso mudo fosse uma história em quadrinhos quem que o bem e o mal ficam bem delimitados. No fim essa polarização maniqueísta me lembrou justamente a estratégia que serviu de pano de fundo para o episódio do seriado. O fato é que a manipulação das mídias, as reportagens tendenciosas não são um fruto da ficção, a ficção apenas se inspirou em algo bem real. Podemos não ter no mundo real uma figura mítica como o personagem Troll Farmer, mas temos nosso próprio cronograma de desinformação. Ele é composto de uma mídia/jornalismo que finge ser imparcial, mas que esta carregado de ideologias e favoritismos, o fato de que não temos o habito de ler, nossa escola é falha em filosofia, sociologia e história, bem como em compreensão textual de  modo que  somos quase todos analfabetos funcionais em maior ou menos medida.

A guerra da desinformação chegou a ponto de neste domingo a maior parte das pessoas não saber para que servia o protesto dos “amarelinhos” se era a favor do juiz Sérgio Mouro, se era contra o Lula, se era a favor da Pec 55 inteira ou fracionada ou se era contra ela como um todo. As pessoas estão confusas e o Facebook tem refletido bem esse caos em posts cada vez mais alienados.

Sérgio Mouro e Lula são seres humanos, com erros e acertos, nenhum dos dois vai nos salvar, mas o modo se olha apenas para eles serve muito bem como cortina de fumaça abafando coisas e situações muito mais graves.

Estamos – como gado – sendo conduzidos para olhar apenas para uma direção, a caminho do matadouro.

Ou como bem observado no filme truque de mestre – os mágicos nos fazem olhar para um lado enquanto a ação acontece do outro. E assim enquanto endeusamos um e demonizamos o outro Temer e sua corja fazem votações em beneficio próprio na calada da noite, repassa nossos recursos mais valiosos, para empresas e empresários estrangeiros e assassinam a democracia.

Em 2013 eu tinha esperança que grandes mudanças viessem por aí, cheguei a desejar que nossa política chegasse ao fundo do posso para ver se a sociedade dava uma guinada – Mal sabia eu que o fundo do posso nos faria chafurdar na pior lama – Afinal por mais ache que sei algo de politica e economia a verdade é que nada sei, estou no meio da massa que tenta não se afogar na luta dos poderosos que se alimentam de nossa vitalidade e força de trabalho.

O que começou em 2013 com o “não são só 20 centavos” foi pervertido pela nossa imprensa, convertido em instrumento de manipulação de massa. O gigante que queríamos acordar ganhou rédeas e passou a ser conduzido por interesses escusos, que o usaram para tirar Dilma – que já tinha metido os pés pelas mãos, tentaram endeusar Aécio, depois Cunha, e agora Sérgio Mouro e desviar a atenção do fato que a corrupção deve ser combatida não só em uma frente, mas em todas que Sérgio Mouro não vai salvar o país, que ao levar as investigações a frente ele não é um herói é um servidor público cumprindo a obrigação dele, algumas vezes o faz muito bem outras nem tanto.

Não precisamos de muitos Mouros – Precisamos da consciência de que Juízes não são super homens, mas servidores públicos e que deviam estar a serviço da população.

Não precisamos de novas leis para punir o abuso de poder – que de fato existe porque muitos pensam que são Deus – Precisamos fazer cumprir as leis que já temos, precisamos acabar com a cultura do dar um jeitinho. Nosso problema com a impunidade sistêmica não está em falta de legislação, mas na nossa cultura de “para fulano pode” “Só dessa vez”, nossa moral elástica que facilita o acesso para conhecidos, amigos e parentes, em detrimento do correto. Achamos normal ter dois pesos e duas medidas quando isso nos beneficia e achamos absurdo quando nos prejudica.

Eu esperava que nossa mentalidade mudasse depois deste mar de lama. Que nos tornássemos mais solidários, no  entanto que nossa solidariedade estivesse mais ligada ao respeito que a pena, que o nosso ajudar não passe por cima de outras pessoas, que respeitemos o direito de viver de todos os nossos semelhantes ao invés de nos dividirmos considerando igual a nos só quem pertence a nossa cor, classe social, nicho religioso etc….

Na raiz da nossa desigualdade está o fato de que somos adestrados e doutrinados a não nos comprometer. Nosso jornalismo ao invés de deixar sua posição clara se declarando direita ou esquerda finge estar em cima do muro e nos despeja maciça carga ideológica sem nos dar opção de concordar ou discordar, afinal nos ensinam que ter opinião é necessariamente ser comunista, ser gay,  e comer criancinha.

Nosso jornalismo não mostra que nossas politicas estão ligadas a trafico de drogas, trafico de pessoas, especulação financeira – isso porque nunca vemos o quadro todo, estamos muito ocupados ficando em cima do muro e caçando comunistas imaginários. Mas se fossemos menos alienados saberíamos que elegemos homens que já foram investigados por trabalho escravo em suas fazendas por exemplo – homens assim não vêem quem não pertence ao seu nicho social como ser humano. Tem a mesma mentalidade dos velhos senhores de engenho e coronéis. Estamos revoltados com o apoio que Dilma e Lula deram a Fidel, mas temos no nosso congresso, no nosso senado, nas nossas assembleias homens tão ruins quanto ele e que cometem os mesmos barbarismos – matam seja por meio trabalho escravo seja por meio da corrupção levando para o próprio bolso o dinheiro que serviria para manter hospitais, escolas e a policia. Matam de forma ainda mais cruel que Fidel Castro, pois os nossos coronéis não mostram suas caras, escondem-se atrás desse joguinho que a mídia faz mostrando apenas fragmentos de informação. Nos conduzido a um sentimento de revolta seletiva.

Eu esperava que Sérgio Mouro e outros abrissem caminho condenando boa parte destes homens, mas hoje diante do que vejo não tenho certeza do que pensar. Não sei mais para onde estamos indo, temos todos os sinais de uma ditadura civil que vem para privilegiar apenas as velhas oligarquias. Nosso quadro não parece muito melhor do que era nas primeiras lembranças da minha infância na década de 80.

Tivemos 15 anos para sentir o gosto do que é o início de uma qualidade de vida para o cidadão comum, e isso está sendo arrancado de nós pelo fim dos investimentos em educação, saúde e segurança. Estamos contendo gastos do lado errado da sangria, mantendo a corrupção institucional e sacrificando os verdadeiros servidores públicos.

Eu sempre digo que a corda arrebenta do lado mais fraco – Juízes, Parlamentares etc manterão seus salários e privilégios e Professores, policiais, servidores da saúde vão passar fome nos próximos anos.

Hoje quase ninguém quer ser professor, porque não dá para sobreviver apenas dando aulas na rede publica. Estamos adoecendo – depressão, estafa, síndrome do pânico são tão comuns para nossa classe quando sofrer agressões físicas porque um aluno não concorda com a nota. Todo professor tem uma história de agressão para contar, assim como quase todo enfermeiro, maqueiro ou técnico de enfermagem. Policiais nem se fala – ganham nada para arriscar a vida e trabalham mais horas do que o corpo aguenta. E somos nós quem sofremos os cortes enquanto o alto escalão trabalha 2 a 3 vezes na semana, vota matérias em benefício próprio na calada da noite, deixa empresas como a SAMARCO envenenar nosso território impunemente e ignora o desespero da população que tenta unir-se em um clamor por mudanças.

Tenta porque a campanha de desinformação que lançam sobre nós nos divide, nos faz odiar nosso semelhante ao invés de perceber que estamos quase todos no mesmo barco, afundando enquanto enriquecemos aqueles que deviam governar em nosso favor.