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A dificuldade em conceituar arte

Ainda hoje estamos lidando com as repercussões em torno da mostra de arte do “Queermuseu” eu não estive na mostra, não vi 1/3 das obras expostas, vi apenas o que apareceu em redes sociais, mas como toda palpiteira claro que vou dar meu pitaco. Não vou falar da mostra em si, mas da dificuldade em conceituar arte. Me lembro do ano 2000 quando entrei na faculdade de letras e esteirei teoria da literatura 1 na UFG. A primeira pergunta da professora Zenia para nós foi “o que é arte ?” Naquele ano ela nos apresentou o conceito de arte da literatura francesa e Honoré de Balzac, a noção de arte da poética clássica com ênfase em Aristoteles, e muito mais. Por conta própria passo dias na biblioteca tentando responder essa pergunta que parece tão simples mas não é. No centro espírita em que cresci e formei os alicerces da minha visão de mundo eu trabalhava no teatro e aprendíamos que a “arte é o belo criando o bom ” e eu gostaria que a arte de resumisse a isso, mas a faculdade me mostrou que não. A arte pode ou não ter função social. Pode ser bela, pode ser feia, pode chocar, pode ser panfletária, pode fazer sentido hoje e ser nada amanhã. Quando vejo a polêmica da mostra de arte Queermuseu que tentou ser inovadora, mas esbarrou em uma série de conceitos e pré conceitos. Sem conhecer as obras /e mesmo que conhecesse, não posso fazer juízo e valor das obras. Mas posso dizer uma coisa. A arte não previa agredir para ser relevante. Não acho que a arte que machuca sobreviva ao juízo do tempo. Acredito que a arte possa passar pelo feio sem ser grotesca, Herberto Helder – poeta português – prova isso. Seus lemas passam pelo grotesco sem ser repulsivo ou repugnante, ao contrário transborda beleza. Chocar e ferir chamam a atenção, mas nem sempre cumpre o objetivo final da obra. Por outro lado nem tudo que choca foi feito para isso. Géis aí o grande problema. Quando sabemos que a é arte e quando é provocação gratuita? Olhando – virtualmente alguns quadros renascentistas consagrados certa vez vi um lindo jardim bucólico, de longe era a representação da paz e da pureza virginal dos poemas pastoris, olhando com cuidado mais de perto era uma cena digna das profundezas do umbral com orgia…O quando é consagrado como arte clássica.

O que a classe média diria de um quadro desse em exposição no Brasil ? Criticariam ? Fechariam a mostra ?

Definir arte é complicado. Fazer verdadeira arte mais ainda, em especial arte panfletária e/ou militante. A maior parte das obras deste gênero – pintura, escultura, literatura raramente sobrevivem ao fim de seu momento sócio-histórico.

As pouca obras que eu vi seguiam esta linha. Se eram boas ou ruins ? Algumas me fizeram pensar outras só me incomodaram profundamente. Marcel Duchamp pode ter sido inspiração para alguns destes artistas por ter sido um mestre em chocar. Até hoje se discute se a obra dele é ou não arte. Muita gente tenta passar coisas estranhas e mesmo lixo por arte depois disso. Mas o quanto do concelho destes imitadores é ou não válido? Em seu tempo ele fez a sociedade refletir sobre o conceito de arte, de belo de cotidiano. Sobre o que a arte de hoje te dá refletir ? Mesmo a arte sacra tem sua cota de cenas chocantespor que a nudez infantil aqui é menos incomoda ? Porque sexualizamos certas obras e outras não?há menos violência aqui que em uma obra que retrate o abuso infantil ou a morte na favela ? Como diferenciar a violência que agride e a que tem o objetivo de incomodar para mudar uma situação de violência ?

Particularmente não gosto da imagem brutalizada do Cristo crucificado, para mim ele está muito além da figura quebrada que tantos amam expor, ele está para mim na imagem fraterna e radiosa, mas entendo o apelo que muitos sentem por esse tipo de imagem. Muitos são como o eu do poema de Gregorio de Matos.

Então o que é arte ? Honestamente não sei. Gosto da definição da minha adolescência na casa espirita – “O belo criando o bom.” Na arte procuro a beleza.

Nem tudo que eu vir por aí vou aplaudir como arte, mas tudo que me levar a refletir de forma positiva para meu crescimento moral, que tocar meu coração, que me lembrar de amar meu semelhante e respeitar seu espaço eu levarei em consideração.

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O que pensamos de nós mesmas

Mais uma vez estou vendo estourar nas redes sociais a problematização da sexualização exagerada das mulheres no cinema e tv. Quando dizemos “das mulheres” parece que não estamos nos incluindo no bolo, mas a verdade é que não podemos nos excluir deste problema.

A sexualização das meminas começa muito cedo quando colocamos coisas fofinhas nas meninas e roupas mais confortáveis nos meninos, quando ditamos que brinquedos são de meninos e meninas.

Hoje falamos dos figurinos das “Amazonas” no filme atual da DC em comparação as mesmas amazonas no filme Mulher Maravilha – Como mulher fico muito incomodada com a diferença, até enojada.  Homens quando retratam mulheres guerreiras elas precisam ser sempre colocadas seminuas enquanto homens ganham roubas e/ou armaduras elaboradas.

Acho que falo por grande parte de nós mulheres quando digo que estou cansada de cagarem nas personagens femininas. Nós queremos personagens com as quais possamos nos identificar e é difícil ter empatia por uma amazona semi nua excessivamente sexualizada, despersonalizada e até mesmo masculinizada. O que é triste porque no filme Mulher Maravilha elas são incríveis.  Homens literalmente destroem as personagens femininas e tem um imenso prazer nisso. Neste sentido acabo preferido algumas personagens da Marvel – Eu cito Lady Sif que ficou top, a Viva Negra, que apesar da roupa colada não anda nua,  a Piper – que pode até parecer bobinha, mas é mais inteligente que Tony Stark no quesito finanças, e tem muito mais maturidade que o protagonista sendo a verdadeira pessoa de negócios do filme…

Mas a arte imita a vida, e essa sexualização, essa nudez despropositada deixa as personagens femininas no mínimo risíveis é fruto do desrespeito e sexualização que sofremos no nosso dia a dia. Que personagem masculino (que não seja o Conan )- vai para a batalha de sunga?

Fernanda Nia ilustra bem o tema –

E uma coisa é fato, esse tipo de representação do corpo feminino afasta as mulheres dos filmes de heróis. Ver a objetificação nos incomoda, e muito. Vemos personagens que poderia ser incríveis reduzidas a peito, bunda, barriga e pouca inteligencia. Definidas muito mais por seu apego ao herói que por ideias próprias, feitas para a fantasia sexual dos marmanjos e não para representar um eu feminino. Ver um bando de marmanjos exitados também, nos deixa desconfortáveis nas salas de cinema, ou mesmo em casa.

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Trabalhadores da última hora – uni-vos

São trabalhadores da última hora todos que sentem-se incomodados com o endurecimento dos corações, com a onda cresceste de intolerância, com o julgamento constante que oprime ao privilegiar a virtude aparente em lugar do caráter.

São trabalhadores da última hora todos que sentem no desamor que corre o mundo um profundo inconformismo e desejam remar contra está maré. Todos que compreendem que o mundo melhora não através dos outros mas começando por nós mesmos.

Somos uma nação dispersa, uma nação de muitos corações com um objetivo simples – ser hoje melhor do que fui ontem. Ao tentar cumprir esta máxima travamos uma batalha diária contra os pequenos atos egoístas do dia a dia, buscando amar a nós mesmos e respeitar os espaços dos nossos semelhantes. Buscamos compreender que ninguém é obrigado a se moldar em nossos padrões, que relacionamentos não são escrituras de posse, que amor ao próximo é um sentimento libertador porque ele resorts os espaços, valoriza sentimentos, não usa o outro de muleta e nem se deixa usar.O amor ao próximo respeita o livre arbítrio, é dado de graça, semeado no vento. Constrói laços duradouros que não se rompem com fofocas, picuinhas ou crises de orgulho ferido. Nós trabalhadores da última hora; neste momento de desamor ao próximo, de violência, ganância desmedida, retorno do escravagismo, misoginia exagerada e fundamentalismo religioso; temos o dever de não permitir que o amor morra. Que a luz da esperava se apague.Assim como no período que antecedeu a segunda grande guerra mundial o mundo está sufocando em uma onda egocêntrica e de violência – nos lares, nas escolas, nas ruas. Vivemos um clima de insegurança semelhante à de países com guerra civil declarada e mesmo os países com elevado grau de qualidade de vida sofrem de mazelas como o tráfico de pessoas para abusos sexuais, financiam a exploração e morte nas guerras africanas e orientais muitas vezes com o desconhecimento da população que não sabe o preço de seu custo e estilo de vida. Nós trabalhadores da última hora podemos ser cristãos católicos, cristãos evangélicos, cristãos umbandistas, judeus, muçulmanos ou mesmo ateus. Não importa. Importa essa dor em nossos corações diante da maldade e da corrupção e o desejo de ver este mudo menos cruel e menos desigual. Nós trabalhadores da última hora englobamos esquerdistas e direitista , porque sabemos que o problema não está mas ideologias, qualquer uma pode dar certo. O problema está no ser humano que distorce boas ideias para se manter no poder, para oprimir e se auto afirmar. Nós buscamos reformar a nós mesmos e ajudar a qualquer um que se integre nessa batalha diária de – buscar ser o melhor que puder um dia de cada vez. Quando somos as melhores versões de nós mesmos colaboramos para o equilíbrio deste mundo em conflito porque reconhecemos nossas necessidades e aprendemos que nossos semelhantes tem as mesmas necessidades, por tanto nosso direito acaba no momento que o do meu irmão começa e juntos damos as mãos para garantir que nenhum de nós passe necessidade. Quando buscamos ser melhora dia a dia já estamos combatendo a corrupção estrutural porque quem busca ser melhor não rouba, não desvia, não faz caixa 2. Quando buscamos ser melhores evitamos responder violência com violência, nem sentimos desejo de vingança. Nós tornamos naturalmente pacifistas. Não diferenciamos direitos e deveres por sexo – homens e mulheres sendo mais fraternos se ajudam ao invés de se oprimirem. A última hora é agora. O momento em que oscilemos entre o desamor e a descrença. Sem amor ao próximo nosso mundo afundará em trevas e as distopias do cinema como:A Clockwork Orange (Laranja Mecânica) Diretor: Stanley Kubrick País: Reino Unido da Grã-Bretanha e Irlanda do Norte Ano: 1971

1984 Diretor: Michael Radford País: Reino Unido da Grã-Bretanha e Irlanda do Norte Ano: 1984

THX 1138 Diretor: George Lucas País: Estados Unidos da América Ano: 1971

Minority Report (Steven Spielberg, 2002)

Elysium 2013ElysiumDirigido por: Neill Blomkamp

Deixam de ser apenas ficção e passam a ser professias.

A arte não brota do nada ela se inspira no inconsciente coletivo e espelha hora a realidade, hora a esperança, hora nossos medos.

A Arte nos alerta sobre o que nos falta – nunca tivemos tantos programas (filmes, livros, séries ) sobre crimes, psicopatias, violência gratuita, e isso sinaliza que precisamos urgente virar essa maré de pensamentos.

Sejamos bons uns com os outros, amemos a nós mesmos e nossos semelhantes hoje, dia após dia. Não nos deixemos cair na apatia que paira sobre nós como uma nuvem venenosa.

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Amor começa por nós mesmos

Amar ao próximo só é possível quando amamos a nós mesmos. Amor próprio não é o mesmo que orgulho, o amor próprio não sente inveja, se alegra com a conquista dos outros porque tem ciência do próprio potencial, não trai, porque não precisa se afirmar em cima do outro, não rouba porque sabe que tudo que vem sem mérito não nos pertence de verdade e que seu direito termina onde o do outro começa.

Quem se ama é mais feliz – e está mais disponível para ser amado.

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Em tempos como este “O Rio de Janeiro continua Lindo”

IMG_6380Desde que me entendo por gente ouço falar na violência na cidade do Rio de Janeiro. Pintam a cidade como o eterno palco de uma guerra civil entre o asfalto e a favela. Este ano fui para a cidade pela 4ª vez na minha vida e pela 4ª vez a cidade não me decepcionou.

Eu posso dizer que sou apaixonada pelo Rio de Janeiro, pela divergência arquitetônica que mistura prédios antigos e novos, parques, praias e mesmo morros. Confesso nunca subi nenhuma favela, nunca estive no morro, passei por ele como uma turista bem comportada. Mas isso não quer dizer que não conheça nada das comunidades. Afinal as pessoas das comunidades estão por toda a parte no dia a dia da cidade e não são nem um pouco diferentes de nenhum outro brasileiro.

Quando penso na violência no Rio penso na violência endêmica em todo o país. Traficantes, confronto com a policia, vítimas inocentes não são exclusividade do Rio de Janeiro. Minha amada Goiânia não tem morros, mas tem favelas, tem setores que, sim, pertencem ao trafico. Não vejo diferença no medo de circular em partes do Parque Santa Cruz, em alguns recantos do Parque Amazônia e as zonas “perigosas do rio”. No centro da cidade se anda olhando para os lados e abraçando a bolsa, em que isso é diferente do Rio de Janeiro ou do entorno de Brasilia?

Somos hipócritas com uma das cidades mais belas do país, porque a violência não está só nela, está em todas as nossa cidades, a diferença é que la temos mais estrangeiros e morte de estrangeiro sempre repercute pior que a morte de um cidadão pobre comum.

Não é o Rio de Janeiro que vive uma guerra civil não declarada, é o Brasil inteiro, cada estado com sua especificidade. O mais triste é que usamos as notícias da violência no Rio para fechar os olhos para os problemas de nossas próprias cidades. O cruel é que apontamos o dedo com ódio e gana para as comunidades como se fossem territórios alienígenas, não são. As pessoas lá são como eu e você. Amam, sonham, trabalham, comem, sentem necessidade de lazer e são tão reféns da má administração dos impostos que nós todos pagamos quando eu e você – caro leitor.

As pessoas que morrem todos os dias na violência de nossas cidades são nosso reflexo, nossos irmãos, mas como o jornal os mostra geograficamente longe de nós achamos que o problema está apenas lá, longe. Não está, ele começa na nossa rua quando precisamos ter um muro alto, grades e quando chegamos de carro e olhamos para os lados com medo de vir um motoqueiro do oco do mundo. Está em ter medo de descer no ponto de ônibus depois que escurece, e em alguns lugares ter medo em plena luz do dia. Vai me dizer que sua cidade está imune a isto? Que anda de madrugada pelas ruas sem medo?

Não tenho medo de ir ao Rio de Janeiro, tenho medo do futuro que nos espera quando parasitas continuam nos sugando até o tutano dos ossos e este 2017 foi recordista em parasitismo. Nossos impostos – Bilhões e bilhões que nos daria a segurança e qualidade de vida que merecemos estão escoando pelas maracutaias de Temer e aliados. O parasita está tentando matar o hospedeiro, como uma infecção que começa a necrosar, “mas a violência no Rio é o problema” IMG_6337

Somos violados e violentados todos os dias pela mesma violência, mas a maioria de nós não tem praia para aliviar as dores da alma no fim de semana. Por isso nos afogamos em TV, Shows de artistas vazios que cantam sexo, cachaça e dor de corno enquanto as mídias empacotam e guardam os verdadeiros artistas com letras que nos fazem pensar. Pois estes são perigosos. Pensar por si mesmo é um ato revolucionário e perigoso. Te faz ser solidário com o seu semelhante, nos une, nos faz pensar que podemos mudar a realidade através de atos ao invés de batendo panelas com camisa amarela sob ordem de militantes de fachada.

Quando olho para aquele mar imenso eu agradeço por ser capaz de vê-lo e peço que a Deus que sejamos capazes de apreciar mais a vida que ferir nossos semelhantes, que seria bom se todos pudessem ter um pouco desse sentimento de paz que é sair da rotina. Que não seja nosso futuro trabalhar até morrer de exaustão, mas que trabalhemos porque trabalhar nos dignifica, nos permite ter recursos para viver as coisas boas. Tenho medo do futuro que parece seguir para um regime escravocrata distópico no qual os novos grilhões são as contas a pagar, o cartão de credito, o alto custo dos alimentos mais básicos, o fim do lazer, porque pobre exausto e faminto não tem tempo ou forças para se divertir, para apreciar o mar, a música, as artes. Sermos relegados a pobreza extrema é uma tentativa de nos reduzir da condição humana para a de bestas de carga e disso tenho muito medo.

Andar no calçadão, curtir um tempo na beira do mar, sentar em uma das centenas de lanchonetes, ir á Lapa para mim foi como resgatar um pouco da minha humanidade. Da dignidade que vamos perdendo ao viver de casa para o trabalho de do trabalho para casa. Por isso eu amo o Rio com seus prédios cheios de história, o cristo sempre de braços abertos, as pessoas cheias de vida, as praias, praças, bibliotecas, igrejas e parques. Mesmo os velhos cortiços tem seu charme. Faz parte de ser humano ter tempo para apreciar a si mesmo e a vida. Nossa sociedade está nos tirando isso.

A propaganda da violência no Rio de Janeiro está nos roubando o direito e o prazer de conhecer a cidade. Quem lucra com isso?

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Mais livros incômodos – Série Darkover

Quem me conhece sabe que amo As brumas de Avalon de Marion Zimmer, mas não é tudo que leva o nome dela é necessariamente bom.

Faz alguns anos fiquei bastante decepcionada  com a saga O Poder Supremo

  1. O Círculo de Blackburn
  2. As Forças do Oculto
  3. A Fonte da Possessão
  4. O Coração de Avalon

Mas não vim falar destes livros, são leitura antiga e teria que rever cada um deles antes de desfiar o rosário, vim falar da Saga Darkover. Uma saga bastante irregular com altos e baixos, e  claro com mais livros que consta nesta listinha, esta é uma sugestão de cronologia (não necessáriamente a data de publicação)

 

Darkover Landfall  (Chegada em Darkover) – Gostei muito 
Stormqueen  (Rainha da tempestade) Gostei muito 
Hawkmistress  (A dama do falcão)– Gostei muito 

Two To Conquer (Dois para conquistar)– Odiei, misógino, justifica o estupro… me deixou enojada do começo ao fim. 
Heirs Of Hammerfell  (Os herdeiros de Hammerfell) – Mais ou menos
Rediscovery  (sem tradução em portugues) – Bom
Shattered Chain I (A Corrente partida) – Interessante, muito bom em alguns aspectos, inconstante em outros 
Spell Sword  (A espada encantada) – Mais ou menos 
Forbidden Tower  (A torre proibida)– Mais ou menos 
Shattered Chain (2, 3) Interessante, muito bom em alguns aspectos, inconstante em outros 
Thendara House (A casa de Thendara) Interessante, muito bom em alguns aspectos, inconstante em outros 
City Of Sorcery  (A cidade da magia) Interessante, muito bom em alguns aspectos, inconstante em outros 
Star Of Danger  (A estrela do perigo) – Não gostei muito 
Winds Of Darkover – Bom 
The Bloody Sun (O sol vermelho) – não li
Heritage Of Hastur (A herança dos Hastur)- Bom
Planet Savers (Os salvadores do planeta) – Comecei a ler, mas não terminei, o entusiasmo dos primeiros livros já tinha me deixado e há muitas referencias sexistas que em incomodam profundamente. 

Daqui para frente não li e não sei quando vou recomeçar. A cultura do estupro dentro desta sociedade fictícia acaba obscurecendo a obra como se a sociedade humana estivesse fadada a regredir, muitos aspectos da mitologia são desperdiçados, ignorados ou contraditos a medida em que a saga avança. Coisas muito interessantes que havia  Chegada em Darkover, Rainha da tempestade e  A dama do falcão ficam cada vez mais obscuros, a imensa variedade de co-autores entre uma obra e outra também meio que mata aspectos interessantes da genealogia das personagens.

Sharra’s Exile (O exílio de Sharra)
World Wreckers  (Os destruidores de mundos)
Exile’s Song  (A canção do exílio)
Shadow Matrix  (sem tradução em portugues)
Traitor’s Sun (sem tradução em portugues)
*Children Of Kings (sem tradução em portugues)