Botox Lola Vintage

Com tantas coisas sérias acontecendo no país, e na minha vida, estou aqui falando novamente de cabelo. Talvez seja só uma forma de aliviar a tensão, de fugir um pouco da ralidade esmagadora, talvez por isso nós mulheres as vezes fiquemos downloadobcecadas por cabelo maquiagem ou alguma alteração na aparência. Essa pode ser uma forma de nos afirmar (nos adequar ou rebelar em relação aos padrões)

Quem é servidor da educação no estado de Goiás começou o ano com a corda no pescoço e com um medo muito palpável do futuro. Não vou ficar entrando em detalhes agora, até porque a novela ainda não se desenrolou para saber se entro em desespero de vez ou se há uma luz no fim do túnel.

Sendo assim vou falar do meu cabelo. – mudança de foco para não surtar kkk –

Como sempre estou sempre fazendo das munhas loucuras, já fui ruiva vermelha, loura lisa e platinada, fiz bc, aderi aos cachos e ao cabelo mais natural com Henna.

Em love com meus cachos e com o ótimo crescimento da juba não sossego mesmo, meu cabelo chegou a um comprimento em que o volume começou a incomodar.  Sei que tem muita cacheada que curte um volumão, e para muitas fica liiiindo. Mas não é o meu caso, o excesso assim como a falta total de volume de incomodam, prefiro um meio termo.

Assim fui pesquisar algo que diminuísse o volume do cabelo, de modo que eu não precise imagesusar toneladas de creme todas as manhãs, sem estragar os cachos e sem danificar o cabelo.

Nessa pesquisa acabei encontrando um produto que eu disse uma vez que não usaria. O lola Vintage, já tinha visto algumas reportagens sobre ele liberar formol (a 500 graus). Mas no meu caso eu não estava em busca de alisar a juba, nem pensava em seguir para o passo de aquecer na chapinha.

Assim sendo primeiro entrei nos grupos de cabelo – Henna amor que não desbota, Projeto Rapunzel, Cabelo saudável , em busca de pessoas que já usaram, para saber se desbotava a henna, se o efeito era permanente, se havia mais de uma indicação de uso. Encontrei mais pessoas cheias de duvidas e algumas poucas bastante satisfeitas.

O passo seguinte foi entrar em contato com o fabricante, tirar dúvidas sobre a bula, para só depois arriscar.

Vamos ao que interessa:

1º A bula do produto indica que que incompatível com henna, – Mas acredito que o fabricante esteja considerando as hennas não não naturais(com aditivos químicos), como eu uso henna 100% natural, e que via de regra não gera incompatibilidade com nada, me joguei no teste de mecha. Apliquei uma quantidade generosa em uma mecha da nuca e dei 25 minutos, enxaguei a mexa e escovei – ficou com um brilho incrível. esperei esfriar e enxaguei, tirou o volume sem estragar o cachinho – sucesso.

2º Usando no cabelo todo. – mesmo com o teste de mecha bem sucedido sempre dá medo fazer procedimentos químicos em casa.  Sempre aconselho TENHA UM CABELEIRO/A DE CONFIANÇA PORQUE É MAIS SEGURO, RESPEITE A BULA, NÃO ACRESCENTE NADA AO PRODUTO, FAÇA TESTE DE MECHA – Mas como sou meio doida, lá fui eu para o crime – separei o cabelo com um monte de piranhas. Dividi bem par agilizar a aplicação, procurei cabeaplicar em mechas finas, enluvando bem, assim como no teste de mecha deixei agir por 25 minutos cravados. Enxaguei só com água até que ela saísse translucida. Deixei secar naturalmente até ficar quase 85% seco. Ansiedade a mil – Escovei o cabelo, focando em mexas entre médias e pequenas. Terminei o procedimento todo a noite, então dormi com ele escovado, mas isso não influencia o resultado. Pode lavar assim que esfriar, ou se quiser mais liso pode pranchar. Optei por ficar longe da prancha/chapinha. Lavei normalmente pela manha, com shampoo e condicionador, deixei secar com o mínimo de creme de pentear e o resultado foi só amor. Para quem não presta muita atenção meu cabelo continua o mesmo de sempre, para mim, reduziu bem o volume, reduziu meu consumo de creme de pentear e facilitou meu day after.

3º Do modo como usei o efeito não é permanente, como não aqueceu tanto o cabelo não quebrou as ligações químicas do cabelo, a estrutura permanece a mesma e a medida que eu for lavando o efeito do produto sai, de modo que daqui a 6 meses posso repetir o procedimento sem medo de ser feliz (não pretendo fazer nenhum retoque antes)

 

Pudding Curly Wurly Lola

Lá vou eu falar de cabelo novamente – aliviar o clima aqui no blog que pesou com tanta insatisfação e indignação politica.

Não que eu vá esquecer ou abafar minhas inquietações – longe de mim, mas a vida segue apesar dos pesares e o blog é para falar de tudo, reflexões, poemas, resenhas de livros, utilidades, inutilidades…

Hoje eu queria falar do creme de pentear para cabelos cacheados da Lola – o Pudding Curly Wurly.  Confesso que tive e tenho um pezinho atrás com a marca – porque tudo que promete maravilhas precisa ser visto com calma e o custo é elevado considerando o nosso momento econômico. Há um “Q” de ostentação nas redes sociais em torno da marca, então tudo isso me faz pensar 10 mil vezes antes de usar.

Apesar dos meus conceitos e pré conceitos sou uma pessoa curiosa, muito curiosa e tenho buscado produtos para os meus velhos/novos cachinhos.

A principio busquei alternativas de baixo custo, estava cansada de gastar rios de dinheiro com o cabelo, foi um dos motivos para cortar curto e abolir a progressiva – alto custo, muito trabalho, cabelo sempre quebrando.

Desde março tenho experimento receitas caseiras, lido milhares de resenhas de blgs de cacheadas. Até pouco tempo atrás o meu queridinho de tudo que testei era o cachos dos sonhos da Salon Line era um BB – Bom e Barato – define bem os cachinhos, segura razoavelmente a umidade e dá um volume moderado.

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senti falta só de um bico dosador

Como estava bastante satisfeita com o custo benefício do Cachos dos sonhos acabei me acomodando, passei a usar o creme sozinho no cabelo molhado, seco, ou misturado com um pouco de óleo de coco. Foi só recentemente quando a empresa INOVAR cosméticos começou a trabalhar com produtos da Lola que me veio a vontade de experimentar alguns produtos. Comecei pelo shampoo e condicionador – me surpreendi com a maciez do meu cabelo e o rendimento dos produtos, se for dar uma nota é nota 10,00 e no fim nem achei os produtos tão caros, pois se comparar com as linhas low poo da Bio Extratus, linha de pimenta, ou para cachos  há até uma certa coerência.

Depois de gostar muito do shampoo e condicionador é a hora de experimentar as

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é pequeno mas pressinto que vai durar uma vida. Já usei puro e pretendo usar misturado com alguma mascara da bio extratus

hidratações – como me deu a louca de fazer um soap (leia aqui ) precisava de uma mascara do tipo salva vidas – não sabia como o cabelo ia reagir e precisava estar preparada para o pior kkkk – então comprei o Eu sei o que você fez na química passada e de quebra levei o  Pudding Curly Wurly que é o tema central do post – já já falaremos nele.

A mascara Eu sei o que você fez na química passada é um pote pequeno – mais o ou menos do tamanho do meu copo diário de capucino, mas é super concentrado, o cabelo chupa ele de modo que some da nossa mão – parece mágica. E como o cabelo absorve bem, a meu ver não precisa empapar o cabelo, e rende muiiito. Para o dia que fiz o soap foi perfeito, talvez até um exagero já que o cabelo aguentou bem.

Agora vamos para a estrela do post – o Pudding Curly Wurly eu comecei a usar logo depois do soap. Para começo de conversa é um pote generoso, não vem cheio até a tampa, mas está de acordo com a gramatura anunciada, é super consistente como o Eu sei o que você fez na química passada.

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textura super densa, e ótima absorção

images-2A primeira aplicação fiz no cabelo molhado tendo lavado com condicionador de co wash da marca – passei o equivalente a duas moedas de um real e fiquei CHOCADA – com o resultado. O salon line sempre demorou a secar e deixa o cabelo meio durinho boa parte do dia, e o volume vai aumentando ao longo do dia e no dia seguinte fico parecendo uma leoa precisando ser domada – nada que um retoque não resolva. Já com o Pudding Curly Wurly o cabelo secou mais rápido e  sem uso de secador, não ficou com aquele aspecto rígido nem duro ao toque, ficou mais definido, com lindas e comportadas molhinhas. O volume caiu para metade  e com um aspecto suave, de cabelo seladinho e com brilho o dia todo.

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escova amor da minha vida – perfeita para desembaraçar cabelos molhados até com shampoo e massagear o couro cabeludo

O fato de Pudding Curly Wurly o ser bem denso faz a gente pensar – isso não vai dar certo – mas é só não exagerar na dose.

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Resultado com o Cachos dos sonhosSalon line

Como eu aplico – lavo meu cabelo normalmente – seja com co wash ou shampoo – condiciono e enrolo meu cabelo em uma touca atoalhada. Vou fazer outas coisas (me vestir, fazer maquiagem, qualquer coisa) deixo a touca absorver o máximo de umidade que meu tempo permitir, solto o cabelo, penteio com a escova ricca, em seguida pego o equivalente a uma moeda de um real e espalho na mão, aplico em todo o cabelo, quanto mais água é absorvia pela touca atoalhada mais produto eu acabo usando, o máximo que já usei foi o equivalente a 2 moedas e meia. (tenho muito cabelo)

O tempo que demora para secar naturalmente também varia conforme o quanto o cabelo já

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Resultado com Pudding Curly Wurly – menos frizz ao longo do dia e ele não arma tanto 

tenha perdido água para a toalha, lembrando que não esfrego os fios na toalha em hipótese alguma, nem esfrego a toalha no couro cabeludo apenas deixo que  ela absorva a água. Assim o atrito não danifica os fios e nem gera eletricidade estática.

 

Projeto Rapunzel VI – 28/10/2016 – atualizado 29/11/16

O tempo passa, o tempo voa – e minhas madeixas continuam crescendo numa boa.

20160305_170407000_iosComecei em março deste ano a saga de medir o crescimento das madeixas depois de um bem sucedido BC (big chop) para retirar a progressiva.

Nunca na minha vida tinha tido um cabelo tão cutinho, e por um lado a experiencia foi muito boa pela praticidade e pelo visual super moderno.

Mas eu gosto de cabelo grande, gosto – amo – ele solto, gosto de prender, torcer, trançar etc… então comecei a experimentar de tudo para dar um up no crescimento.

Algumas coisas funcionaram mais que outras, mas no geral não existe milagre. Não vou ficar relembrando o que usei porque jé tem 5 outros posts relatando e avaliando os produtos.

O que posso dizer depois de praticamente um ano? Que amei todas as fases do meu cabelo desde que cortei e como prometido meu cabelo não viu mais nem sombra de tesoura.

Posso dizer que nunca tive o cabelo tão sadio – estou com zero químicas. Ou seja nada de tinturas tradicionais, nada de água oxigenada, nada de relaxamento ou progressiva, nada de botox capilar uso mínimo do mínimo de secador em chapinha (3 vezes este ano)

Posso dize que meu cabelo não tem uma unica ponta dupla – feito inédito nesses mais de 20 anos de químicas. Eu era daquelas que estava sempre cortando as pontinhas, vez por outra o cabelo perdia a forma/ o corte e precisava ir lá: e tesoura nele .

Este ano nenhuma vez senti eu cabelo sem forma, ou ralo em algum ponto. Na verdade estou amando o volume e a textura – está macio e suave ao toque, tem mais balanço que quanto estava liso (chocante, mas cabelos cacheados tem balanço kkk ) uma coisa que insistem em por na nossa cabeça desde criança é que cachos não tem movimento nem balanço, que cacho é cabelo duro. O fato é que não temos o mesmo tipo de balanço – do tipo que desmaia quando solta –  que teria um cabelo liso ou ondulado, mas nossas molinhas movem-se ao vento elegantemente. Temos que parar de achar que cabelo é tudo igual, que todo mundo tem que ter quele cabelo liso perfeito que é tipico das indianas, japonesas, indígenas e chinesas. Texturas diferentes tem movimentos diferentes, diferente só é definido como bom ou ruim de acordo com o ponto de visto sócio-econômico ou como valoração ou desvalorização deste ou daquele grupo étnico.

No Brasil, país no qual todos somos uma MISTUREBA danada não faz sentido adotar um único padrão de beleza – temos centenas de belezas brancas e negras tão misturadas que geram brancas cacheadíssimas como eu, belas negras ruivas e cacheadas, negras naturalmente lisas….

Minha geração foi ensinada a amar o padrão de cabelo liso a todo custo. Custo – a palavra mágica – o cabelo com excesso de químicas é um cabelo caro.

Mudar para o cabelo natural as vezes pode ser um choque – porque ao cortar e remover toda a química – alem do novo visual  moderno e sexy, descobrimos também que aquele monte de produtos que usávamos podem não ser nada compatíveis com o cabelo natural. Aí vem o período de aprendizado. O cabelo natural não precisa daquelas toneladas que queratina e reposição de massa, não responde do mesmo modo a uma escova e uma chapinha – a raiz ganha vida própria kkk. No meu caso estou preferindo não escovar. Tão pratico levantar, passar um creminho e sair, sem preocupar se o cabelo vai ficar espetado ao longo do dia, se as pontas vão espigar, se estão com a aparência rala, se está duro. Cacho formado penteado pronto.

Sobre o crescimento basta ver as fotos

 

 

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março

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junho

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agosto

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setembro

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outubro

Novembro – escovado

Projeto Rapunzel IV – Depois de meio ano

downloadFaz tempo que não venho aqui falar de cabelos – mas não significa que esqueci o meu projeto kkkk

O fato é que com tanta coisa acontecendo no mundo tive uma série de assuntos mais pertinentes que minha adorada juba. Além disso, tem o fato de que o cabelo cacheado não mostra muito crescimento nas fotos, e eu decidi que não vou ficar escovando para ver o crescimento – estou evitando o secador, escova e chapinha deixando a escova lisa para algum dia que queira parecer diferente.

Ando apaixonada nos meus cachos como nunca pensei que ficaria, descobri neles uma praticidade que me deixou abismada. Sempre acreditei no MITO  de que o cabelo alisado desse menos trabalho. Fiz meu primeiro relaxamento aos 9 anos de idade e não voltei a ver meu cabelo sem químicas (relaxamento ou progressiva) até os 33 anos. Foi uma vida inteira ACHADO QUE ESTAVA DEIXANDO MINHA ROTINA MAIS PRATICA – mas a verdade é sempre um choque. E a verdade é que meu cabelo hoje é muito mais pratico – com cachos, friz e tudo mais.

Como disse em post anteriores eu exagerei na dose, misturei progressiva com descoloração ao platinar o cabelo entre 2015 e 2016. Embora fosse loura (meu cabelo é l ouro escuro) a gente nunca está satisfeita com nada – então lá fui eu. – Eis o drama – cabelos platinados requerem muito cuidado e apesar de cuidar bem das madeixas, o que é caro pacas eu continuei agredindo fazendo o retoque da progressiva uma vês a cada 30 ou 60 dias conforme o crescimento. meu cabelo sempre foi bom para crescer e raiz logo ficava alta. Não há fio que resista ao exagero. Se eu nunca tivesse descolorido talvez essa rotina não fosse um problema – afinal fazia anos que meu cabelo ia aceitando bem o processo e estava imenso. Mas o fato é que fritou, ficou elástico, horrível, só prestava escovado e pior, a escova ficava estranha de um dia para o outro. Lavar a cabeça e sair com o cabelo molhado – impensável, ser vista sem hidratar, reconstruir e escoar – nem pensar, nem morta.

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2015

Gastava mais com o cabelo do que com o carro, que com lazer, ou seja que com a vida em si. Então comecei a observar na qualidade da minha raiz, do quanto o cabelo sem progressiva era mais macio, suave e ficava melhor escovado que resto e decidi – chega de alisar.

Além disso via minhas fotos loura e lisa e não me sentia muito eu – o cabelo não tinha nenhum volume. Não emoldurava o rosto, parecia quase sempre colado no topo da cabeça embora as pessoas dissessem que estava lindo e elegante, eu sempre tive um certo volume, e sentia falta dele. Estava me vendo como uma copia pálida de mim mesma. Algo que agradava ao mundo e não a mim. Eu era um esteriótipo perfeito – loura platinada de olhos verdes e pele clara.

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Ainda Alfaparf 8.4 – dependendo da luz 

1º passo foi ficar ruiva – joguei o alfaparf 8.4 sobre a base loura – mais fácil de retocar e mais próximo do meu cabelo natural que é louro escuro e que dependendo da luz tendia para o ruivo ou para o louro acinzentado.

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cor da henna em ambiente fechado 05/03/2016

2º passo – comecei a cortar. Todo mês tirava um bom pedaço do cabelo. Odiava a parte danificada. Experimentei cronograma capilar, low poo, etc…

3º Conhece a Henna – plantinha maravilhosa que colore de ruivo cor cobre, é 100% natural, foi o que reduziu a sensação de aspereza e deu uma boa recuperada na parte elástica e até ajudou o cabelo a dar uma cacheada. A cor bem mais natural que a da tintura, deu um up no crescimento das madeixas. Em resumo só amor.

4º Em janeiro deu a louca – passei a tesoura de vez e cortei tudo que tinha tinta e progressiva. Ficou a base virgem – louro escuro, mega curto. Continuei/continuo usando a Henna e amo a cor dela sobre o meu cabelo natural.

Uma coisa legal sobre a Henna é que a cor muda conforme a luz que incide sobre o cabelo. Nunca tiro duas fotos iguais.

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cor da henna em ambiente fechado 07/03/2016

Após este ultimo corte em janeiro veio a chocante verdade que nenhum salão quer te contar – Cabelo cacheado NÃO DÁ TANTO TRABALHO QUANTO O CABELO ALISADO.  Juro.

O cabelo cacheado me deu uma liberdade que eu não conhecia porque comecei com as químicas aos nove anos de idade. Descobri que posso levantar cedo e passar a mão com um pouco e creme e sair de casa, tem dias que nem isso preciso fazer, já acordei com ele lindo e perfeito, posso sair com o cabelo molhado sem me preocupar se vai secar estranho. Sempre que seca faz os cachinhos e todo  mundo elogia o volume, o formado de molinhas, a cor…

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dia 20/07/2016

AGORA VAMOS AO QUE INTERESSA – O CRESCIMENTO.

Ao longo destes quase sete meses experimentei um monte te coisas – algumas deram resultados e outras nem tanto.

1º Cronograma capilarnota 8,00 – Ajudou, mas não faz  milagres. É bom para manter o cabelo saudável e evitar quebras, afinal cabelo quebradiço não mostra crescimento.

2º Umectação capilar – em especial método champi – nota 10,00 – amo de paixão. Faço toda semana porque faz bem para o couro cabeludo, deixa meu cabelo definindo  e sem friz pelo simples fato de que meu cabelo NUNCA MAIS ficou ressecado. (óleos naturais – sem parafina, nem silicones pelo amor de Deus – a regra é o óleo natural que vai para o cabelo é o mesmo que pode ser usado para comer ) Meus preferidos – óleo de semente de uva – leve fácil de aplicar, óleo de rícino – fácil de achar em farmácia, óleo de amêndoas – não é tão fácil de achar puro, mas fica perfeito misturado com rícino, óleo de abacate – nunca sozinho sempre com rícino e/ou amêndoas.

3º shampoo Crece Pelo da Boé nota 10,00 – Comprei o shampoo sem levar muita fé e morrendo de medo de estar jogando dinheiro fora. Amo de paixão a sensação no couro cabeludo e claro o resultado a partir da 2ª semana. Não uso em todas as lavagens, como ele é forte e pode ressecar uso uma vez por semana nos outros dias sigo a rotina low poo.

4º Aloe Vera – vulgo – Babosa nota 10,00  A sabedoria das nossas avós é uma coisa que transcende os séculos XX e XXI.  Eu achava que tecnologia tinha superado as receitas caseiras – outro engano. – desde o começo do ano tenho tomado suplementação alimentar (alterno Lavitan A a z + com Lavitan Mulher) e já tinha notado diferença gritante no crescimento nos meses que usei direitinho e nos meses que não e não vi surto de crescimento igual a 1ª semana que usei babosa na hidratação. Foi literalmente um surto de crescimento. Agora uso toda semana, no sábado/domingo que lavo com o crece pelo hidrato com uma mistura de babosa, óleo de rícino, e óleo de abacate com 2 colheres de creme sem silicone nem parafina. Deixo no cabelo enquanto arrumo a casa, ou faço qualquer outra coisa. O  mínimo é 30 minutos e o máximo eu não sei, metade do dia! kkkk depende do quanto estiver ocupada “no lar”. – Benefícios – facilita o uso de óleos e sua retirada sem o cabelo ficar pesado, o cabelo fica super macio e sedoso, sem friz , mesmo duas ou 3 lavadas com ou sem shampoo com sulfato o cabelo mantem os cachos definidos e suaves ao secar, o crescimento é surpreendente. Até as pessoas mais próximas comentam entre uma semana e outra a diferença no comprimento. 

observação importante – Esqueça a murrinhagem na hora de comprar um creme para a hidratação – independente se vai usar puro ou fazer a misturinha caseira com a babosa use um creme bom. Escolha um creme que não tenha silicones insolúveis, nem parafina que seja bom para o seu cabelo. Não escolha só pelo preço. Claro que tem gente que dá certo com baratinhos como monange rosa. Definitivamente não é o meu caso. Compro principalmente BOTICA CACHOS – da bio extratus – MÁSCARA HIDRATAÇÃO INTENSIVA – Read more at: http://scl.io/ocyS63mv#gs.3ZgpgeE, O novex no poo. 
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5º Suplementação alimentar –  nota 10,00 Tem gente que sua imecap hair, pantogar e outros. Não tenho grana para pantogar e seus primos caros. Então optei pelo Lavitan que é fácil de achar e tem preço bastante acessível. Além destas obvias vantagens tem o fato que eu comparei Lavitan Hair, Imecap Hair e outros e com raras exceções como o Pantogar -as composições são as mesmas e estão abarcadas dentro dos lavitan mulher e Lavitan A a z + que por natureza são mais completos. Pois bem, como além de focar no crescimento do cabelo eu sinto um sono que é infinito eu optei pelos complementos mais completos. Um mês tomo o Lavitan Mulher e no outro tomo o A a Z +. Tem me ajudado a ter mais disposição, ficar  mais atenta e produtiva e melhorado muito a qualidade e crescimento dos cabelos e unhas.

6º Mudar a forma de lavar os cabelos – nota 10,00  Como você lava seus cabelos? Lambuza de shampoo e esfrega as pontas? ISSO NÃO TE PERTENCE MAIS – KKK – Especialmente se for crespa ou cacheada. Nosso cabelo não é uma calça jeans que você esfrega até sair a sujeira da semana. Independente se vai adotar a rotina low poo, se vai usar shampoo com ou sem sulfato,  SHAMPOO É PARA LAVAR O COURO CABELUDO – LÁ QUE TEM BACTÉRIAS QUE SE ALIMENTA DE SUOR E FUNGOS. Você não leu errado não, couro cabeludo pode ter bactérias e fungos e em excesso podem causar seborreia, mal cheiro etc. Como resolver isso? Não é usando um vidro de shampoo a cada lavagem, nem comendo anti resíduos com farinha. O melhor modo de lavar os cabelos é colocar o shampoo nas mãos esfregar as mãos um pouco e depois ir massageando o couro cabeludo com as pontas dos dedos. Ou diluir o shampoo com um pouco de água antes de aplicar, sempre massageando apenas o couro cabeludo, sem pressa. Faça uma boa massagem ao invés de esfregar. Ao massagear com as pontas dos dedos vai estar estimulando o fluxo de sangue no couro cabeludo, fortalecendo a raiz e estimulando o crescimento, vai remover de forma suave toda a sujeira e não vai agredir nem tensionar os fios. Enxague bem e repita o processo. Vai notar que limpa muito mais que apenas esfregar o cabelo todo, no enxague que vai descer o shampoo d7e1064067d83701fc3763c9bc7ddd11limpando o comprimento tos fios, não precisa esfregar. Uma dica muito boa é a escova ricca flex hair, antes do segundo enxague, ainda com shampoo no couro cabeludo eu uso essa escova para pentear suavemente os cabelos. Como ela foi feita para os cabelos molhados ela não estraga os fios . Ela que distribui o shampoo no comprimento do cabelo. Aí só deixar a água tirar tudo – hidratar e condicionar. Estou desde janeiro sem ver uma tesoura, meu cabelo não tem uma única ponta dupla.  Sempre recebo elogios de como meu cabelo cheira bem (em especial de amigos homens – aliás homem não repara muito em matéria de cabelo, mas são unânimes em dizer que preferem o cabelo limpo e cheiroso em lugar de escovado) 

7º leave in sem silicones, nem parafina e de preferência sem parabenos – Se não sobrecarremos o cabelo com Leave in pesados, que deixam o cabelo com aspecto sujo logo no segundo dia, nem obstruem os poros, não precisamos abusar dos shampoos, nem lavar todos os dias porque o couro cabeludo não vai acumular aquela massinha branca (nojenta), não vai ter cheiro forte, pode ate melhorar a questão da sudorese da cabeça porque não vai ter uma película de produtos impedindo o coro de respirar e nem forçando ele a transpirar mais, nem a produzir mais oleosidade. – AH – MAS TENHO UM LEAVE IN QUE AMO, MAS TEM TUDO ISSO NELE. – neste caso use com moderação. Não sou a favor de rotinas espartanas em que tudo é proibido – sou a favor da moderação e na preferência por usar continuamente produtos menos agressivos.

Hoje em dia temos opções – não tantas quanto gostaria de produtos sem silicones nem petrolatos que deixam o cabelo lindo por mais tempo e sem quase por completo só com água o que permite usar condicionadores de limpeza durante a semana e o shampoo propriamente dito só no fim de semana ou quando sinto que meu cabelo pede uma limpeza mais profunda no decorrer da semana. (o bem estar quem manda, a sensação de limpeza kkkk) – Produtos-cabelos-cacheados-SAlon-Line-Todecachos

 Projeto Rapunzel – parte II – Pesquisa mostra que os cabelos mexem com a auto-estima

 Projeto Rapunzel III – falando dos contos do vigários sobre crescimento

 Big Chop, saindo da progressiva, projeto Rapunzel

Método Champi – como umectar o cabelo

 

O que a lei brasileira diz sobre estupro

O Código Penal protege a dignidade sexual e divide as vítimas entre maiores de 14 anos e menores de 14
(vulneráveis), entre outras situações. Veja as diferenças a seguir:

ESTUPRO – VITIMA MAIOR DE 14 ANOS 

Quem pode ser punido por estupro?
– Qualquer pessoa, homem ou mulher;
– Maior de 18 anos (menores respondem pelo ato infracional análogo a estupro).

Quem pode ser vítima?IMG_0266
– Qualquer pessoa, homem ou mulher;
– Maior de 14 anos (menores de 14 são vítimas de estupro de vulnerável, veja abaixo).

O que é entendido como estupro?
O crime de estupro se configura se o autor…

a) constranger (forçar) a vítima;
b) mediante violência (força física) ou grave ameaça (violência moral);

…a ter qualquer tipo de relação a seguir:

a) conjunção carnal (penetração completa ou incompleta);
b) praticar ato libidinoso (qualquer um que vise prazer sexual);
c) obrigar a vítima a permitir que se pratique ato libidinoso com ela.

É preciso haver conjunção carnal para configurar o estupro?
A Lei 12.015 de 2009 extinguiu o crime de atentado violento ao pudor e incluiu essa conduta em estupro. Portanto, qualquer ato com sentido sexual praticado com alguém sem seu consentimento, até mesmo um toque íntimo, hoje é considerado estupro pela lei.

Pena para o estupro
Para qualquer um desses casos, a pena vai de 6 a 10 anos de reclusão.

Casos de aumento da pena
a) se a vítima é maior de 14 e menor de 18 anos – de 8 a 12 anos de reclusão;
b) se resultar em morte – de 12 a 30 anos de reclusão.

 

NA PRATICA

A vítima e constrangida de todas as formas possíveis,  seu passado, suas roupas, seus relacionamentos são colocados no microscópio na busca de validar um motivo para a violência sofrida e culpabiliza-la.

Não estamos muito diferentes dos países fundamentalista nos quais as mulheres estupradas são apedrejadas por terem sido violentadas – não jogamos pedras de verdade, mas jogamos pedras psicológicas tão mais dolorosas que por vezes a vitima preferia ter sido morta.

ESTUPRO – VITIMA MENOR DE 14 ANOS

O menor de 14 anos tem uma proteção especial da lei brasileira. Com essa idade, é proibida qualquer cropped-9840a8ff189d65e9795ca8d87c1128da1.jpgconduta sexual, com ou sem consentimento. A lei também protege quem não pode oferecer resistência ao estupro, seja por possuir problema mental ou por estar em uma situação vulnerável, drogado por exemplo.

Quem pode ser punido por estupro de vulnerável?
– Qualquer pessoa, homem ou mulher;
– Maior de 18 anos (menores respondem pelo ato infracional análogo a estupro).

Quem pode ser vítima?
– Qualquer pessoa, homem ou mulher;
– Menor de 14 anos;
– Quem não tem discernimento para oferecer resistência por possuir enfermidade ou deficiência mental (com 14 anos ou mais);
– Quem não tem discernimento para oferecer resistência por qualquer outra causa (com 14 anos ou mais), por exemplo, a pessoa totalmente embriagada ou sob efeito de drogas.

O que é entendido como estupro de vulnerável?
É preciso haver:
a) conjunção carnal com a vítima
b) prática de ato libidinoso com a vítima

E se o menor consentir?
Diferentemente do estupro, que exige constrangimento mediante violência ou grave ameaça, o estupro de vulnerável é crime mesmo com o consentimento da vítima.

Se houve qualquer tipo de ato sexual, é estupro. A lei entende que alguém com essa idade não tem capacidade para consentir essa prática.

Pena para o estupro de vulnerável
A pena é maior e vai de 8 a 15 anos de reclusão.

Casos de aumento:
a) se houver também lesão corporal grave – de 10 a 20 anos de reclusão
b) se resultar em morte – de 12 a 30 anos de reclusão.

Polêmica
Em 2012, uma decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ) provocou protesto porque absolvia um homem pelo estupro de uma menina de 13 anos porque ela se prostituía. A decisão foi revogada meses depois.

É que, antes da mudança de 2009, havia uma interpretação de que podia não haver crime se não houvesse violência contra a criança.

Sejamos coerentes – uma criança não se prostitui  – ela é vitima de adultos que abusam do fato de ser incapaz de defender a si mesma 

E se o ato libidinoso ou sexual ocorrer entre dois menores?
É aplicado o Estatuto da Criança e do Adolescente. Os menores de 18 anos são inimputáveis, ou seja, a eles não se pode imputar um crime. Mas se uma criança ou adolescente pratica uma conduta proibida, ela também é punida. É um ato infracional.

Nesse caso:
a) criança (até 12 anos incompletos) – são aplicadas apenas medidas de proteção;
a) adolescente (de 12 até 18 anos incompletos) – responde pelo ato infracional análogo ao crime de estupro. Aplica-se medida socioeducativa, que vai desde advertência até internação em estabelecimento educacional, por período máximo de 3 anos, e somente até os 21 anos.

Estupro Coletivo 

Ocorre quando o crime é praticado por dois ou mais agentes. O Código Penal atual não prevê essa figura, mas entende que os participantes e coautores de crimes respondem pelas mesmas penas. No entanto, elas podem ser diminuídas se houver uma participação menor ou por um crime menos grave.

Após o caso de estupro coletivo investigado no Rio, o Senado aprovou um projeto de lei para que as penas possam ser aumentadas se o estupro for cometido por duas ou mais pessoas.

Pela proposta, a pena será aumentada de um terço a dois terços, o que poderia totalizar até 25 anos de prisão nos casos de estupro de vulnerável. O texto ainda está em tramitação.

 

Notou que não prevê situações como o boa noite Cinderela e outras drogas que visam comprometer qualquer possibilidade de defesa. Ou seja: Como ficam o caso de mulheres que foram drogadas com coquetéis que limitam a reação física, seja por ser alucinógena, erógena ou pior que tira do domínio muscular como GHB (ácido gama-hidroxibutírico) ,Ketamina (Special K), Escopolamina, também conhecida como burundanga. Rohypnol (Flunitrazepam), Clorofórmio. A maior parte destas drogas são utilizadas para batizar bebidas ou seja, sem o conhecimento da vítima. Como uma vítima drogada pode dar consentimento para qualquer coisa???????

Mais do mesmo – Ainda falando de violência contra a mulher

Bom dia!

Eu não gostaria de falar de violência. Sério, preferia falar de ficção, de coisas amenas, de futilidades … mas não me parece possível quando a violência permeia tantos aspectos de nossas vidas que chegamos a achar normal.

A verdade é que tenho pensado muito sobre isso – como sempre digo não me considero feminista – não gosto de rótulos, mas respeito e admiro a luta que quem faz da busca por igualdade e respeito seu objetivo de vida.

Não sendo feminista ainda sou mulher, posso não ter o engajamento para levantar uma bandeira, mas sou qualificada para ficar triste e indignada quando vejo como a sociedade conduz temas como estupro e violência contra a mulher.

Tenho acompanhado o caso da garota que foi estuprada – digo estuprada sim independente do modo como tentem desqualificar o caso, independente dela ter dito sim foi estupro pelo simples fato dela estar drogada.

O que me choca é que seres humanos (não digo apenas homens com o tal pênis no meio das pernas, mas seres humanos no sentido amplo do termo) achem que outro ser humano drogado pode se considerado consciente de suas ações, que achem que sexo desta forma possa proporcionar algum tipo de satisfação.

Quando eu penso em sexo eu penso em respeito mútuo, afinidade, penso em consentimento e prazer mútuo. Não consigo associar sexo a violência como forma de prazer físico e/ou psicológico. E por isso sempre que vejo a forma como o caso tem repercutido o sentimento que me toma não é revolta, mas uma profunda tristeza.

Tristeza por nós enquanto sociedade, e enquanto nação. Como espirita kardecista fui condicionada a acreditar que tudo no universo está em constante evolução, incluindo nós seres humanos e nossas sociedades, e não apenas em evolução intelectual, mas em evolução moral/espiritual. Somos levados a ver este mundo como um mundo de provas e expiações, mas em transição para um mundo regenerador. No entanto o  modo a violência está normalizada e institucionalizada me faz repensar este conceito.

Como podemos ser melhores que os fundamentalistas islâmicos (e terroristas como o grupo ISIS), se achamos normal que uma mulher drogada seja objeto de 30 homens. Independente que ela tenha – neste estado dito sim – como pode um ser humano achar que era lícito usar o corpo dela como mero objeto de prazer. Como podem outros tantos seres humanos verem este tipo de animalidade e dizer que “está tudo bem por causa do passado dela” ???????????

O modo como essa garota está sendo tratada é apenas  a ponta desse iceberg. È o ápice de uma ideologia em que não respeitamos nossos semelhantes, em especial se forem mulheres. Não somos tratadas como cidadãs de segunda classe, mas como pessoas de segunda classe. Sem direito a existir por nós mesmas, sem obrigadas a existir em função dos desejos e necessidades de outro – pai, marido, filho, namorado.

Sendo solteiras não temos direito a dizer não em uma festa, show ou boate, porque presume-se que homens podem sair com os amigos sem qualquer objetivo extra, mas mulheres não. O fato de sairmos à noite parece nos colocar obrigatoriamente a disposição como se fôssemos objetos a espera de ser reivindicados e não pessoas.

Onde está a evolução da sociedade nisto? Será que somos melhores que as pessoas da idade média quando mulheres eram queimadas como bruxas apenas por serem mulheres? Temos mais tecnologia, grandes avanços científicos, mas continuamos tão brutos quanto o homem medieval que tratava as filhas irmãs e esposa como objetos, mercadorias a serem trocadas ou descartadas e não como criaturas tão humanas, dotadas de intelecto, sentimentos e desejos como eles próprios.

Homens e mulheres na nossa sociedade propagam a ideia de que uma vitima de violência sexual é sempre a culpada. Busca-se os antecedentes da vítima apenas para desacreditá-la enquanto os agressores ficam livres para repetir e vão repetir o ato. Não tenham dúvidas disso.

Quando vejo os rumos da nossa sociedade – um misteriosos regidos apenas por homens, uma ideologia que barra a representatividade feminina, o avanço da popularidade de homens como Bolsonaro que fazem apologia (abertamente) ao estupro e a misoginia eu acho que é mais fácil de fato não por filhos neste mundo. Apesar de toda a ideologia espirita sobre evolução, resgate das faltas de vidas anteriores é difícil acreditar que o ser humano está de fato tornando-se melhor quando achamos normal que um grupo de pessoas use outro individuo como se fosse um mero objeto e quando a sociedade aplaude isso.

Estupro não é só sobre os direitos das mulheres, é sobre o caráter humano. Sobre respeitar o semelhante, ou se afirmar sobre ele. Uma pessoa que precisa dominar o outro para satisfazer a si mesma ainda está presa à barbárie, ainda é uma alma embrutecida escondido sob o verniz da sociedade. É o tipo de coisa que se esperaria dos escravocratas da época do império quando o Brasil era resumidamente escravagista e pessoas eram posses tanto quanto cavalos e carroças, sujeitos aos maus tratos de seus senhores apenas por um prazer cruel e bárbaro.

Estupro está não na afirmação da masculinidade, porque um homem seguro de si não precisa forçar uma mulher, ele conquista. A ideia de ter prazer no sofrimento alheio é muito mais prova de fraqueza, de necessidade de sentir-se mais do que realmente é, é prova de deturpação de caráter. Um homem que estupra é um homem capaz de torturar qualquer um (homem, mulher ou criança) que ele julgue mais fraco, ou de condição inferior.

O fato de praticar um estupro coletivo implica no fato de juntos estes indivíduos julgarem-se superiores que as leis que devem reger a sociedade, julgarem-se juntos como melhores que qualquer noção de respeito ao próximo visto que em grupo tem força para fazer o que não seriam capazes individualmente. Pense que outros crimes eles podem ainda praticar juntos, ao ter a certeza da impunidade? E o modo como permitimos que saiam impunes valida total e completamente estas premissas.

Mais chocante é que estamos ensinando aos nossos jovens o seguinte.

  1. Que sexo com uma mulher que esteja dopada não é estupro.
  2. Que a vítima é sempre culpada. (sempre haverá uma justificativa para o comportamento animalesco do homem – pode ser a roupa que ela estava usando, o fato de ter passado por tal lugar tal hora, ter nascido…)
  3. Não se espera que homens refreiem seus desejos e instintos.
  4. Mulheres são como objetos, você pode possuir, abusar, ferir e até jogar fora para pegar outro modelo ou um modelo mais novo.

E diante destas ideias queremos uma sociedade mais honesta e menos violenta? Pouco provável que se consiga acabar com corrupção em um país em que não se ensina que respeito não é seletivo, ele deve abranger a todos. Que regras não são para alguns cumprirem, mas sim para todos. Temos que ensinar que é errado agredir o semelhante seja ele hetero ou homossexual, homem ou mulher, branco ou negro,  porque são todos seres humanos na mesma medida. E que beijar a força, passar a mão, encochar no coletivo, são agressões tanto quanto um tapa, um soco, um murro, um chute… e até pior que isso.

Devemos parar de ensinar que uma mulher não deve reagir a uma agressão. Devemos ensinar que uma menina deve se defender quando for tocada contra a vontade, que pode gritar e se defender sim. Que não é culpa dela, que porco, nojento, criminoso é agressor e não a vitima.

Com todos estes comportamentos que nos objetificam e nos desqualificam como seres humanos por sermos mulheres e que tiram de nós o direito sobre nossos corpos sinto que não somos melhores que povos ditos primitivos, somos piores. Temos o conhecimento, mas o ignoramos, temos tecnologia e nos escondemos atrás dela para repetir os mesmo comportamentos que um homem medieval. Recitamos valores éticos e morais, nas não os aplicamos.

Novos hábitos de consumo –

Gostaria de falar de algo que tenho observado. Nós brasileiros estamos pouco a pouco adquirindo o habito de ler o rotulo daquilo que consumimos. Ainda que este hábito esteja mais concentrado em determinados nichos de consumo eu vejo como um avanço positivo visto que temos sido alienados pelo consumo de “Marcas” desde que me entendo por gente.

Como assim alienados pelo consumo de marcas?

Eu explico. Nosso país sempre foi um país de analfabetos, semi analfabetos e agora analfabetos funcionais. Sempre perdurou a diferenciação entre produto de rico e produto de pobre e no meio a classe média que aspirava consumir os produtos “nobres” mas que na maior parte do tempo precisava se contentar com os “intermediários” ou as “sacoladas vinda do exterior.”

Nesse contexto a qualidade de um produto não era pelos seus componentes, mas se pertencia a marca X ou se era importado.

Não estou dizendo que produtos que tenha marcas famosas ou conhecidas ou caras sejam ruins. Estou dizendo que as idolatrávamos por seu custo muito mais que por sua qualidade. E muitos de nós ainda comportam-se assim – porque dá status.

No entanto, contra essa corrente a nova classe média, composta de filhos cujos pais pertenceram as classes C e D, e que apesar das melhorias no padrão de vida não tem dinheiro para sustentar o consumo desenfreado de marcas caras, são membros da velha classe média em busca formas mais saudáveis ou ecologicamente corretas de consumo. Estas pessoas estão no caminho de um consumo mais consciente que busca conhecer a própria necessidade antes de comprar e que – PASMEM – LEEM RÓTULOS DE PRODUTOS.

Para muita gente ainda é estranho e desnecessário ler o rotulo, já que a propaganda disse que o produto tal faz isso. Ou porque pelo preço x tem que ser saudável mesmo. Mas não é bem assim que a coisa funciona. O produto caríssimo pode ser bom mesmo, mas para o cabelo x, para a pele x, para pessoas diabéticas, etc…

A partir deste novo habito velhos baratinhos que eram desprezados nas prateleiras de mercados estão sendo redescobertos, as vendedoras, treinadas para os oferecer os produtos que bancam cursos ou gratificações estão ficando sem espaço de ação, porque não conhecem de verdade os produtos que vendem. Conhecem a propaganda que foram ensinadas e ensaiadas a repetir como papagaios de pirata.

Estamos aprendendo a conhecer as necessidades de nossos corpos e de nosso ritmo de vida. Então quando entramos no mercado e optamos por um produto sem gluten, ou sem açúcar, ou que contenha mais fibras, não o fazemos mais apenas por modinha. Quando nos deparamos com o mundo de conservantes que podem ser cancerígenos e optamos por reduzir seu consumo e passamos a ler as embalagens ficamos chocados.

Mas não nos damos conta da importância do habito de ler. De como este pequeno e silencioso habito está nos modificando aos poucos. E para melhor. Não é uma tomada de consciência que cause uma revolução imediata nas formas de consumo, mas que já vem impactado as industrias alimentícia e de cosméticos. É algo pelo que países como Estados Unidos e Inglaterra, Alemanha, etc… passaram décadas atrás e nós passamos agora, a passos de tartaruga, e com uma educação em letramento extremamente insatisfatória.

Para muita gente pode parecer banal que mulheres – brancas e negras – estejam indo a lojas de cosméticos e passando horas lendo rótulos e até mesmo optando por trocar produtos renomados por vinagre de maçã (atual modinha?!). Mas é um sintoma de que estamos sim caminhando para um pensamento mais critico. Isso porque pela primeira vez estamos refletindo sobre o que colocamos em nosso corpo e estamos começando a ir além do custo dos produtos, estamos vendo seus componentes e nos preocupando em como afetam nossa saúde.

Ler é algo poderoso, especialmente ler criticamente.

É tão poderoso que a industria começa a reagir contra este novo comportamento introduzindo em seus cosméticos os produtos de receitas caseiras como oliva, vinagre de maçã e retirando de diversas fórmulas sulfatos mais agressivos ou criando linhas inteiras para esta nova demanda.

Sempre houve  uma grande lacuna em questão de qualidade na industria nacional voltada para o mercado interno. Mas com esta mudança de comportamento acaba havendo sim uma melhoria nos padrões de produção nacional, criando produtos melhores e mais competitivos no mercado interno que começam a competir com marcas consagradas pelo fato simples de que apesar da qualidade as necessidades da brasileira não são as mesmas da mulher europeia ou americana.

O nascimento de uma demanda mais consciente, gera uma industria mais voltada para a qualidade – não por vontade própria, nem por bondade, mas pela busca do lucro. O empresário entender o poder do mercado nacional é uma mudança de paradigma e que exige uma mudança de mentalidade que vai muito além do ato de ler rótulos, mas que começa com a leitura – de mundo – critica. E é refletida e mais do que apenas o comércio, mas na forma de produção e na mentalidade de produção. Pode ser o primeiro e tímido passo para sair do “Ganhar o máximo com o mínimo esforço.” para “Fazer o melhor produto que eu puder para fidelizar meu consumidor e garantir lucro contínuo.”