coisas que acho legais · Minhas opiniões

I LOVE MY CITY – GOIÂNIA

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coisas que acho legais

Amei-o

Sonho que me atou as asas

Desejo inquieto e obscuro

Amei-me

Abrindo a alma para o mundo

Aspirando a beleza efêmera das flores

A liberdade dos ventos

A profundidade oceânica – abismos em mim

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Amor em tempos de guerra

Vimemos em tempos de guerra. Guerra Civil entre as oligarquias no poder – para determinar sua alternância. – Não se iludam  quanto a isso, o jogo do poder é sádico.

Vivemos em tempos de guerra entre a corrupção e o desejo de uma sociedade mais ética – esta uma guerra ainda mais terrível, travada em todos os estamentos da sociedade. Travada no dia a dia de cada pessoa.

Vivemos em tempos de guerra entre a violência – que é mãe da misoginia, sexismo, femininístico e o amor ao próximo. O combate entre as diversas formas e violência e o amor ao próximo é mais sutil, permeia nossas relações interpessoais, relações familiares, relações de trabalho, e nos testam dia após dia. É a luta diária do nosso lado sombrio contra o que há de melhor em nós, o nosso lado que retalha e se vinga contra o que respeita, perdoa e tolera.

Vivemos em tempos de guerra dentro e fora de nós e o único modo de sairmos vencedores é acordar dia apos dia e buscar ser sempre a melhor versão de nós mesmos, porque não tem como vencer em um único assalto, é um processo diário no qual aparamos arestas, perdoamos os outros e por vezes a nós mesmos, que aprendemos a tolerar algo que ontem achávamos inaceitável em nossos pais, irmãos ou parceiros de vida.

A guerra não necessita de armas para nos oprimir, mas muitas vezes ela coloca armas nas mãos daqueles que ainda estão perdidos, afastados da própria consciência, servido de soltados do crime, das drogas, da miséria (financeira e moral.)

IMG_5173.jpgVivemos lutando dia após dia no caminho para sermos mais felizes porque felicidade é um estado móvel, que se expande quando estamos em paz com nossas consciências e que pode até se aprazer com bens materiais, mas não depende deles.

O amor, nesses tempos de guerra, é a força maior que nos ajuda a ficar de pé quando estamos desiludidos de todo o resto, o amor pelos filhos que esperamos que vivam melhor que nós, pelos pais que nos criaram. O amor daquele que nos estendeu a mão quando caímos. O amor para aquele que caiu e requer ajuda para levantar.

Dias sombrios se aproximam, e só se pudermos ser solidários com nossos semelhantes que poderemos superar essa tempestade.

Toda tempestade passa – toda crise passa seja financeira ouIMG_5355.jpg emocional. Toda noite dá lugar a um novo dia e até lá cabe a nós afastar as trevas mais nefastas da forma mais eficaz que o ser humano conhece, reconhecendo que cada um de nós é responsável por dar um passo a frente desafiando as trevas e  – unido-se fraternalmente. Ajudando aqueles que podemos ajudar, respeitando a dor, o medo e o espaço do outro (Deus como isso é difícil quando temos nossas próprias dores ). Benesses não caem dos céus, são resultados de ações humanas.

Amor em tempos de guerra é o farol no meio da tempestade. Sejamos parte desse farol para as pessoas mais próximas de nós. Muitas vezes um sorriso, um abraço, um “Eu te vejo” pode salvar uma vida do desespero.

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Lira

Sonho diáfano escorregando na ponta da língua

Sonho de morte vazio no escuro

desejo obscuro

Eras tu –

no fluir – correr – escorrer das eras KDCL8160.jpg

e não eras – foste ilusão passageira

anseio perdido

vazio – tão vazio que confundi o abismo de tua alma com a profundidade do meu amor

na tua ausência – eu repleta dos sonhos que não foram

das flores vermelhas do desejo –

apenas meu –

queimando – não por ti – por vida

 

 

coisas que acho legais · Minhas infantilidades/animes/mangás · poemas e poesias

versinhos

Meu amor se pôs no horizonte sem fim

entre as serras escuras IMG_5131.jpg

consumido pelo tempo

pelo vazio

pelo adeus que nunca disse

Meu amor partiu em um rastro de fogo frio

tingindo o azul – saudade – perdeu-se no caminho

e me esqueci de chorar

 

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#ClickColetivoGoiânia – 4ª Saída Fotografica –

IMG_4964.JPGDia 24/03/2018 a galera do Click Coletivo Goiânia saiu novamente pelas ruas da cidade. Desta vez o ponto de partida foi a Catedral Metropolitana.

Desta vez eu consegui chegar no horário – as 08:30, bem em tempo de confraternizar com o grupo e aproveitar para tentar captar alguns clicks legais. IMG_4919.JPG

Uma das coisas que gostei muito foi o fato de que havia todo tipo de máquina fotográficas, desde as lindas Nikon e Canon profissionais de lentes cambiáveis, passando por powershot como a minha de lente fixa até celulares. Não havia preconceito. Outra coisa muito legal foi a postura aberta e prestativa dos membros do grupo, compartilhando ideias sobre o que daria uma foto legal sem julgar o equipamento ou a experiencia do companheiro. Essa postura torna o evento ainda mais prazeroso e cria novos laços de amizade que espero que se fortaleçam a cada encontro.

IMG_4877.JPGOutra coisa muito interessante foi a fala da convidada Keith, que resgatou um pouco da nossa história fotográfica enriquecendo o momento e nos inspirando a buscar a nossa volta, na nossa cidade a beleza que normalmente ignoramos.

Acredito que a fala dela tenha influenciado bastante os olhares de todos nós, pois trouxe a tona o sentimento não IMG_4968.JPGsó do amor que compartilhamos pela fotografia, mas pela cidade. O sentimento de não querer deixar que morra a beleza das pequenas coisas que compõem a nossa identidade sócio-cultural.

Ao nos lembrar da foto icônica do carro de boi, bem nos primórdios, da construção de Goiânia ela nos lembrou que o belo está nos olhos de quem vê, e só vamos conseguir fotos realmente significativas, que contem uma história se olhamos com carinho para o nosso trajeto e sinto que foi isso que fizemos.

Amar a nossa cidade não é ignorar os problemas, mas apesar deles ainda encontrar qualidades, e em nome de preservar essas qualidades se posicionar para resolver os problemas.

IMG_5086Não estou falando falando de tomar o lugar do poder público, mas em assumir uma postura cidadã ajudando a preservar os nossos espaços históricos, nossa identidade como o Lyceu. A escola faz parte da história da cidade, minha mãe foi estudante do Lyceu e o meu primeiro estágio do curso de letras em 2003 foi lá. A última vez que eu tinha posto os pés lá foi em uma mostra de teatro promovida pelo Espaço Sonhos 3 anos atrás.

Construções da época do Lyceu estão desaparecendo sob as fachadas horríveis e pasteurizadas de lojas, ou apenas negligenciadas pelos proprietários. Achar um arco, uma arandela, um resquício de arte déco acaba sendo um presente. Alguns de nós tiraram lindas fotos de pequenas sacadas, portas etc – basta jogar #clickcoletivogoiania no Facebook ou insta para conferir.

As flores no caminho me lembraram de um tempo em que IMG_4914Goiânia foi conhecida como a cidade das flores, com um dos melhores índices de praças e jardins do país. Flores não são um desperdício de tempo ou dinheiro publico. São parte do conjunto que pode melhorar a qualidade de vida da população, pois arborizar a cidade garante melhoria no clima, no ar que respiramos, ajuda a combater a poluição no geral e a poluição visual que nos cansa mentalmente. Onde há flores as pessoas sentem-se ERHC1742.JPGmais inibidas em jogar lixo ou depredar.

Quando penso no potencial da nossa cidade, no espaço que perdemos para a violência urbana, que deixamos de usufruir por medo me sinto realmente triste. O centro da cidade e os bairros próximos tem verdadeiros oásis ignorados.

Outra grata surpresa foi o Mercado Central. Tão antigo e IMG_4758tradicional, e ao mesmo tempo ignorado pela maior parte da cidade, conhecido mais pelos moradores ali do centro e setor sul. O local tem verdadeiros achados, tanto em objetos interessantes à pessoas com histórias que valem a pena ser contadas.

Acho que não consegui captar um décimo do potencial do mercado e mesmo assim já fiquei satisfeita com alguma coisas como essa kombi decorando a parede de uma loja de empadinhas (deliciosas, diga-se de passagem)

IMG_4716.JPGAs vitrines estavam cheias de artesanato que iam de panos de pratos ponto cruz até berrantes – o que me deu uma saudade imensa do meu Avô materno que tinha um lindo berrante em cima do guarda roupas, lembrança da juventude na fazenda. De antes de vender tudo e vir com os filhos para a cidade.

Miniaturas de carros de boi, violões que remetem diretamente à praça do violeiro, miniaturas do monumentoIMG_4720 das três raças. Observe por aí, todo mundo conhece alguém que tem uma miniatura da torre Eiffel ou do famoso relógio de Londres, mas o que temos nosso, goiano/goianiense em nossas casas?

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E a quantidade de mercadorias interessantes! Replicas de carros antigos etc…

Sair disposto a de fato conhecer a nossa cidade é uma experiencia maravilhosa. Espero ansiosamente o próximo encontro.