coisas que acho legais · Minhas opiniões

#ClickColetivoGoiânia – 4ª Saída Fotografica –

IMG_4964.JPGDia 24/03/2018 a galera do Click Coletivo Goiânia saiu novamente pelas ruas da cidade. Desta vez o ponto de partida foi a Catedral Metropolitana.

Desta vez eu consegui chegar no horário – as 08:30, bem em tempo de confraternizar com o grupo e aproveitar para tentar captar alguns clicks legais. IMG_4919.JPG

Uma das coisas que gostei muito foi o fato de que havia todo tipo de máquina fotográficas, desde as lindas Nikon e Canon profissionais de lentes cambiáveis, passando por powershot como a minha de lente fixa até celulares. Não havia preconceito. Outra coisa muito legal foi a postura aberta e prestativa dos membros do grupo, compartilhando ideias sobre o que daria uma foto legal sem julgar o equipamento ou a experiencia do companheiro. Essa postura torna o evento ainda mais prazeroso e cria novos laços de amizade que espero que se fortaleçam a cada encontro.

IMG_4877.JPGOutra coisa muito interessante foi a fala da convidada Keith, que resgatou um pouco da nossa história fotográfica enriquecendo o momento e nos inspirando a buscar a nossa volta, na nossa cidade a beleza que normalmente ignoramos.

Acredito que a fala dela tenha influenciado bastante os olhares de todos nós, pois trouxe a tona o sentimento não IMG_4968.JPGsó do amor que compartilhamos pela fotografia, mas pela cidade. O sentimento de não querer deixar que morra a beleza das pequenas coisas que compõem a nossa identidade sócio-cultural.

Ao nos lembrar da foto icônica do carro de boi, bem nos primórdios, da construção de Goiânia ela nos lembrou que o belo está nos olhos de quem vê, e só vamos conseguir fotos realmente significativas, que contem uma história se olhamos com carinho para o nosso trajeto e sinto que foi isso que fizemos.

Amar a nossa cidade não é ignorar os problemas, mas apesar deles ainda encontrar qualidades, e em nome de preservar essas qualidades se posicionar para resolver os problemas.

IMG_5086Não estou falando falando de tomar o lugar do poder público, mas em assumir uma postura cidadã ajudando a preservar os nossos espaços históricos, nossa identidade como o Lyceu. A escola faz parte da história da cidade, minha mãe foi estudante do Lyceu e o meu primeiro estágio do curso de letras em 2003 foi lá. A última vez que eu tinha posto os pés lá foi em uma mostra de teatro promovida pelo Espaço Sonhos 3 anos atrás.

Construções da época do Lyceu estão desaparecendo sob as fachadas horríveis e pasteurizadas de lojas, ou apenas negligenciadas pelos proprietários. Achar um arco, uma arandela, um resquício de arte déco acaba sendo um presente. Alguns de nós tiraram lindas fotos de pequenas sacadas, portas etc – basta jogar #clickcoletivogoiania no Facebook ou insta para conferir.

As flores no caminho me lembraram de um tempo em que IMG_4914Goiânia foi conhecida como a cidade das flores, com um dos melhores índices de praças e jardins do país. Flores não são um desperdício de tempo ou dinheiro publico. São parte do conjunto que pode melhorar a qualidade de vida da população, pois arborizar a cidade garante melhoria no clima, no ar que respiramos, ajuda a combater a poluição no geral e a poluição visual que nos cansa mentalmente. Onde há flores as pessoas sentem-se ERHC1742.JPGmais inibidas em jogar lixo ou depredar.

Quando penso no potencial da nossa cidade, no espaço que perdemos para a violência urbana, que deixamos de usufruir por medo me sinto realmente triste. O centro da cidade e os bairros próximos tem verdadeiros oásis ignorados.

Outra grata surpresa foi o Mercado Central. Tão antigo e IMG_4758tradicional, e ao mesmo tempo ignorado pela maior parte da cidade, conhecido mais pelos moradores ali do centro e setor sul. O local tem verdadeiros achados, tanto em objetos interessantes à pessoas com histórias que valem a pena ser contadas.

Acho que não consegui captar um décimo do potencial do mercado e mesmo assim já fiquei satisfeita com alguma coisas como essa kombi decorando a parede de uma loja de empadinhas (deliciosas, diga-se de passagem)

IMG_4716.JPGAs vitrines estavam cheias de artesanato que iam de panos de pratos ponto cruz até berrantes – o que me deu uma saudade imensa do meu Avô materno que tinha um lindo berrante em cima do guarda roupas, lembrança da juventude na fazenda. De antes de vender tudo e vir com os filhos para a cidade.

Miniaturas de carros de boi, violões que remetem diretamente à praça do violeiro, miniaturas do monumentoIMG_4720 das três raças. Observe por aí, todo mundo conhece alguém que tem uma miniatura da torre Eiffel ou do famoso relógio de Londres, mas o que temos nosso, goiano/goianiense em nossas casas?

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E a quantidade de mercadorias interessantes! Replicas de carros antigos etc…

Sair disposto a de fato conhecer a nossa cidade é uma experiencia maravilhosa. Espero ansiosamente o próximo encontro.

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#clickcoletivogoiânia- Um novo olhar sobre a cidade

Bom dia!

Aqui no blog vira e mexe eu venho falando sobre cidadania, sobre nos sentirmos responsáveis por nossa cidade/bairro/rua ao invés de esperar que tudo seja responsabilidade dos governos.

BVHP2584.JPGAcredito que responsabilidade governamental seja uma via de mão dupla, temos governos tão responsáveis por nosso bem estar quanto somos responsáveis por cultivar a qualidade de vida.

Neste sentido eu fico muito feliz em ter sido convidada por um amigo para um evento chamado clik coletivo – ele viu o banner no facebook e imediatamente lembou de mim.

O que vem a ser este evento? Nada mais que umaIMG_3715.JPG reunião de pessoas que gostam de fotografia para lançar um novo olhar para a cidade em que vivemos. Nesta minha primeira participação eu fiquei realmente encantada por ver na pratica o que venho dizendo faz mais de três anos aqui no blog.

IMG_3754Ser cidadão não é apenas morar em determinado local e submeter-se as leis, é a sensação de pertencimento que nos une e que define o carinho que tempos pelos locais. A ligação afetiva.

O evento que participei foi no Bosque dos Buritis, um lugar que eu não visitava desde a adolescência, mas que fez parte da minha infância. Minha família, sem muitos recursos financeiros, precisava ser criativa para dar lazer de qualidade a três filhos. O bosque era uma opção cheia de possibilidades para três crianças. Corríamos, pescávamos peixinhos com peneiras só para soltar logo depois. IMG_3763.JPG

O bosque, estruturalmente não mudou quase nada, ainda sim é muito diferente do que lembro na minha infância de modo que percorrer as trilhas com a maquina fotográfica foi ao mesmo tempo uma experiencia nova e nostálgica.

IMG_4113.JPGBuscar um novo olhar sobre um lugar tradicional da cidade é trazer a tona o fato de que a cidade é muito mais que ruas, casas e prédios. É relembrar que os locais públicos nos pertencem não só porque pagamos impostos para sua manutenção, mas porque são mananciais de qualidade de vida. Existem para que possamos sair da rotina – casa trabalho – e possamos usufruir do nosso tempo livre de forma prazerosa seja lendo um livro à sobra de uma das muitas árvores, caminhando, correndo, levando o cãozinho para passear, namorando, levando os filhos…

Áreas verdes estão muito longe de serem lugares IMG_3790.JPGinúteis na cidade, elas transbordam vida. Me entristece que hoje muitos te nós tenhamos medo de vagar pelo Bosque dos Buritis sozinhos. No encontro descobri que não apenas eu, mas todos compartilhavam do sentimento de que não teria coragem de ir com suas câmeras fotográficas sozinhos.

Segurança pública anda lado a lado com qualidade de vida e me deixa triste que um espaço tão incrível seja subaproveitado por medo.

IMG_3750Espero que este novo olhar, vindo de fotógrafos profissionais e amadores traga a cidade de volta para os espaços públicos e que a cidadania se sobreponha a violência, visto a não utilização destes espaços que os torna nichos para viciados, pequenos ladrões e traficantes. Espero que esse novo olhar traga as autoridades de volta para estes parques, relembrando que o Parque Flamboyant não é o único que merece policiamento.

Fiquei muito feliz em poder sacar minha maquina e IMG_3713.JPGpercorrer o parque e isso só foi possível porque estávamos em grupo, estávamos um de olho no outro como uma revoada, um bando, um grupo fraterno. E estou ansiosa pelo próximo encontro. Tanto por aprender em contato com outros apaixonados por fotografia e pela cidade como pela possibilidade de visitar lugares que faz muito tempo nós cidadãos de Goiânia temos medo de vistar sozinhos, especialmente carregando algo de valor como nossas câmeras (que são fruto de muito suor e trabalho)

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Do tamanho da Irlanda: China cria uma nova floresta com 6,6 milhões de hectares

Quando decretou, em 2014, estado de emergência nacional sobre seus níveis de poluição (e os efeitos que tais níveis teriam sobre o aquecimento global e o próprio futuro do planeta), o governo chinês levou a sério uma das mais evidentes e eficientes recomendações para se combater tais males: o reflorestamento. Assim, enquanto os EUA caminham em largos passos para trás em tal assunto (entre tantos outros) com o governo Trump, o governo chinês anunciou que plantará em 2018 uma floresta de 6,6 milhões de hectares – nada menos que praticamente o tamanho de toda a Irlanda.

via Do tamanho da Irlanda: China cria uma nova floresta com 6,6 milhões de hectares

Vai dizer que o assunto não mexe conosco aqui? Nosso Brasil, rezando pela cartilha de quintal dos EUA também tem dado pouco ou nenhum valor às suas áreas naturais.

Estamos sistematicamente destruindo nossos biomas – caatinga, floresta amazônica, mata atlântica, cerrado. Vivemos em nossas cidades – mal planejadas – como se não houvesse um amanhã. Não nos preparamos para o futuro e permitimos que a especulação imobiliária mate as nascentes de água, riachos e ribeirões dentro das cidades, permitimos que as monoculturas gigantes e industrias se instalem sem nenhum critério de preservação de mata nativa.

Vivemos em um país gigante, e que se torna pouco coeso justamente por a população brasileira conhecer tão pouco de nossas realidades. Vivemos em bolhas em nossas pequenas cidades, sonhando com fazer compras em Miami ou passar férias cercados pelas belezas Europeias – cidades com lindos parques e jardins, pontes românticas sobre limpos curros água.

Nesse ponto posso nos taxar de idiotas. Claro que também acho a cultura e arquitetura

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Parque Flamboyant – Goiânia

europeia lindos, que almejo visitar as cidades limpíssimas em que as pessoas não jogam lixo na rua, as cidades lindamente arborizadas que vemos nos filmes, mas não perco de vista o fato de que temos o mesmo potencial, mas enquanto alguns países rumam para a qualidade de vida nós teimamos em fazer o caminho inverso.

A China por séculos destruiu e exauriu seus recursos, passou de um dos maiores impérios do plante – culturalmente, financeiramente e estruturalmente – para a miséria mais negra e reemergiu pagando pelos mesmos erros que nós estamos comentando em “Terra Brasilis” Será que precisaremos chegar ao ponto de decretar emergência ambiental, nosso ar nas cidades tornar-se irrespirável, sofrer racionamentos de água e alimentos para ao invés de preservar nossos biomas tentar refazer o que for possível.

 

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Porque sonhar apenas com as praças e jardins franceses se podemos nos inspirar neles ter belas praças e jardins aqui em Goiânia-GO

Precisamos que nossas cidades virem amontoados humanos sem qualidade de vida? Os chines tem como vantagem que a educação sempre foi uma de suas prioridades e que a população, tem culturalmente, uma disciplina invejável. O que nós temos? Temos o egoísmo desumano de pensar só nas nossas necessidades imediatas e não pensar ou respeitar o espaço do próximo. Somos indisciplinados. Pois na nossa indisciplina somos mais alienados e manipuláveis, uma massa trabalhadora que reclama mas não questiona, eleitores que seguem ano após ano no curral eleitoral votando pelo efeito manada.

Nos contentamos em sobreviver, por tanto não temos a ideologia de – fazer o nosso melhor em tudo. E sem o prazer ou orgulho daquilo que criamos e produzimos não nos sentimos donos da nossa cultura, das nossas cidades ou mesmo florestas. Damos de mão beijada em troca de alívios imediatos.

A ideia de reflorestamento pode parecer algo distante da nossa realidade, mas está diretamente ligado a qualidade de vida nas cidades. A preservação das grandes florestas

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Goiânia já foi uma cidade muito mais bonita do que é hoje e tem potencial para ser muito mais, depende de quem mora aqui sentir-se de fato proprietário e responsável pelos nichos verdes bem como da conservação da limpeza da cidade – educação é o começo de tudo

é a preservação do ar que respiramos, das chuvas que abastecem nossos sistemas de distribuição de água e eletricidade. Dentro das nossas cidades a existência abundante de parques e jardins não só para deixar a cidade mais bonita, mas para aliviar o calor. É o terreno verde dentro da cidades que nos garante chuvas constantes e moderadas ao invés de longos períodos de falta- de água e tempestades. Árvores, grama, flores dentro de uma cidade não são meros enfeites.

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Lagoa da Serra – Tocantins – tesouros como este devem ser preservados – em esta vegetação sobra o solo arenoso e o clima desértico

A China descobriu na prática que o excesso de metal e concreto aumentam as temperaturas,  em especial no verão, que a ausência de mata em torno das cidades cria desertos e abre caminho para tempestades de areia que tornam o ar irrespirável. Sem plantas para consumir o co² produzidos pela vida na cidade o ar na cidade se torna nocivo aumentando a quantidade de doenças cardio respiratórias e onerando o sistema de saúde publico. Pessoas doentes trabalham menos e com menos qualidade – sejam empresários ricos ou operários.

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Ensaio do Gato de botas – e uma historinha para descontrair.

Era uma vez um lindo felino que vivia tranquilamente em sua amada liberdade.

Gatos amam liberdade. Dizem que gatos não amam seus donos – mentira. Esse gato foi dado de herança para o filho de um moleiro (não ouvimos mais falar dessa profissão hoje em dia, mas era muito comum antigamente, na época dos reis, ogros, gigantes e gatos falantes.

O filho do moleiro que herdou o gato era o filho caçula, e não tinha nada na vida, mas sonhava com muitas coisas então o gato, que sempre recebeu leite fresco e pedaços de carne e peixe, decidiu que ia ajudar seu amigo, novo dono e bem feitor.

Mas como?

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Gatos são muito espertos.

Ele pediu ao jovem dono uma casaca, um chapéu e um par de botas.

O rapaz só tinha uma roupa de ir à missa dia de domingo e um par de botas para trabalhar. Mas o gato era seu amigo, e ele decidiu confiar neles.

Assim que o gato colocou o chapéu, a casaca e as botas ficou parecendo um marques ( um tipo de nobre). E começou a andar em duas pernas, todo metido a besta.

– Pode deixar, agora que eu pareço um marques vou transformar você em um príncipe.

IMG_3167Dizendo isso o gato sumiu dentro da floresta mais escura e assustadora do reino. Caminhou sozinho por dois dias e duas noites até chegar ao castelo de um terrível ogro devorador de gente.

Muitos heróis tinham tentando derrotar o ogro, e a entrada do castelo estava cheia de espadas, lanças, armaduras e ferraduras de lindos cavalos. Todos devorados pelo ogro.

O ogro tinha sequestrado a filha do rei e estava pronto para se casar com ela.

Os criados do castelo estavam preparando o banquete de casamento, e a princesa do alto da torre chorava quando viuIMG_3243 o gato.

-Eu vim te ajudar.

A princesa ficou desconfiada.

-Como, se você é tão pequeno?

-Mas sou esperto. Tenho uma ideia. Quando eu entrar pela porta da frente diga que sou um marques do rei. Que sou nobre e rico, e que vim para ser testemunha do casamento.

A princesa muito esperta aceitou o plano.

Quando o gato entrou ela disse que era um enviado do rei. O ogro farejou o gato e gritou.

-Teremos espetinho de gato para entrada.

IMG_3238-Não. – gritou  a princesa. – Se vamos casar não pode comer os enviados do meu pai. Pelo menos não todos. O rei deve saber que meu marido é poderoso. Deixe que o Marques gato veja seus poderes.

O gato adorou a esperteza da princesa e começou a pedir provas do poder do ogro que transformou-se em um leão, e depois em um dragão.

– Virar coisas grandes é fácil, quero ver virar coisas pequenas. Como… Como um rato.

Assim que o gigante virou um rato o gato pulou sobre ele comeu. A princesa bateu palmas.

– E agora? – a princesa perguntou.

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-Meu mestre é um jovem muito bonito, e agora o dono desse castelo, e de tudo que era do ogro que eu comi. Que tal casar com ele. Te prometo que vai ser melhor marido que o monstro.

A princesa pensou. Se voltasse para o castelo ia ser obrigada a casar com algum estranho escolhido pelo pai, mas ali ela mesma podia escolher o marido.

-Se ele for bonito e prometer não ser chato, mandão ou mal educado eu topo.

-Eu vou buscar o meu mestre, enquanto isso pode fazer o que quiser com o castelo.

A princesa que nunca teve

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liberdade na vida mandou e desmandou no castelo e fez

 

tudo do jeito dela.

O gato atravessou a floresta levando as roupas mais bonitas que encontrou para o seu mestre. Contou a aventura e juntos voltaram ao castelo que era do ogro.

Quando o gato e o mestre chegaram ela avaliou seu novo príncipe e achou ele melhor que os nobres metidos a besta do castelo o pai. Casaram-se e decidiram ser os melhores amigos um do outro e o gato passou a ser o homem de honra do castelo tendo o melhor leite e os melhores peixes que pudesse comer.

Como ele gostou muto das roupas e botas passou a ser conhecido como o nobre e corajoso gato de botas – matador de ogros.