coisas que acho legais · Minhas opiniões

Vale a pena bater na mesma tecla- por um Brasil melhor

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Qual de nós é inocente de fato?

Queremos combater a corrupção então comecemos por nós mesmos. Nos tornemos melhores para poder cobrar a mesma retidão daqueles que nos governam.

Em uma sociedade em que as pessoas buscam dia a dia não serem corruptíveis os grandes esquemas de desvio e lavagem de dinheiro não sobrevivem, eles não encontram terreno para lançar suas raízes e nem rabos presos para proteger suas galhadas.

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Do tamanho da Irlanda: China cria uma nova floresta com 6,6 milhões de hectares

Quando decretou, em 2014, estado de emergência nacional sobre seus níveis de poluição (e os efeitos que tais níveis teriam sobre o aquecimento global e o próprio futuro do planeta), o governo chinês levou a sério uma das mais evidentes e eficientes recomendações para se combater tais males: o reflorestamento. Assim, enquanto os EUA caminham em largos passos para trás em tal assunto (entre tantos outros) com o governo Trump, o governo chinês anunciou que plantará em 2018 uma floresta de 6,6 milhões de hectares – nada menos que praticamente o tamanho de toda a Irlanda.

via Do tamanho da Irlanda: China cria uma nova floresta com 6,6 milhões de hectares

Vai dizer que o assunto não mexe conosco aqui? Nosso Brasil, rezando pela cartilha de quintal dos EUA também tem dado pouco ou nenhum valor às suas áreas naturais.

Estamos sistematicamente destruindo nossos biomas – caatinga, floresta amazônica, mata atlântica, cerrado. Vivemos em nossas cidades – mal planejadas – como se não houvesse um amanhã. Não nos preparamos para o futuro e permitimos que a especulação imobiliária mate as nascentes de água, riachos e ribeirões dentro das cidades, permitimos que as monoculturas gigantes e industrias se instalem sem nenhum critério de preservação de mata nativa.

Vivemos em um país gigante, e que se torna pouco coeso justamente por a população brasileira conhecer tão pouco de nossas realidades. Vivemos em bolhas em nossas pequenas cidades, sonhando com fazer compras em Miami ou passar férias cercados pelas belezas Europeias – cidades com lindos parques e jardins, pontes românticas sobre limpos curros água.

Nesse ponto posso nos taxar de idiotas. Claro que também acho a cultura e arquitetura

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Parque Flamboyant – Goiânia

europeia lindos, que almejo visitar as cidades limpíssimas em que as pessoas não jogam lixo na rua, as cidades lindamente arborizadas que vemos nos filmes, mas não perco de vista o fato de que temos o mesmo potencial, mas enquanto alguns países rumam para a qualidade de vida nós teimamos em fazer o caminho inverso.

A China por séculos destruiu e exauriu seus recursos, passou de um dos maiores impérios do plante – culturalmente, financeiramente e estruturalmente – para a miséria mais negra e reemergiu pagando pelos mesmos erros que nós estamos comentando em “Terra Brasilis” Será que precisaremos chegar ao ponto de decretar emergência ambiental, nosso ar nas cidades tornar-se irrespirável, sofrer racionamentos de água e alimentos para ao invés de preservar nossos biomas tentar refazer o que for possível.

 

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Porque sonhar apenas com as praças e jardins franceses se podemos nos inspirar neles ter belas praças e jardins aqui em Goiânia-GO

Precisamos que nossas cidades virem amontoados humanos sem qualidade de vida? Os chines tem como vantagem que a educação sempre foi uma de suas prioridades e que a população, tem culturalmente, uma disciplina invejável. O que nós temos? Temos o egoísmo desumano de pensar só nas nossas necessidades imediatas e não pensar ou respeitar o espaço do próximo. Somos indisciplinados. Pois na nossa indisciplina somos mais alienados e manipuláveis, uma massa trabalhadora que reclama mas não questiona, eleitores que seguem ano após ano no curral eleitoral votando pelo efeito manada.

Nos contentamos em sobreviver, por tanto não temos a ideologia de – fazer o nosso melhor em tudo. E sem o prazer ou orgulho daquilo que criamos e produzimos não nos sentimos donos da nossa cultura, das nossas cidades ou mesmo florestas. Damos de mão beijada em troca de alívios imediatos.

A ideia de reflorestamento pode parecer algo distante da nossa realidade, mas está diretamente ligado a qualidade de vida nas cidades. A preservação das grandes florestas

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Goiânia já foi uma cidade muito mais bonita do que é hoje e tem potencial para ser muito mais, depende de quem mora aqui sentir-se de fato proprietário e responsável pelos nichos verdes bem como da conservação da limpeza da cidade – educação é o começo de tudo

é a preservação do ar que respiramos, das chuvas que abastecem nossos sistemas de distribuição de água e eletricidade. Dentro das nossas cidades a existência abundante de parques e jardins não só para deixar a cidade mais bonita, mas para aliviar o calor. É o terreno verde dentro da cidades que nos garante chuvas constantes e moderadas ao invés de longos períodos de falta- de água e tempestades. Árvores, grama, flores dentro de uma cidade não são meros enfeites.

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Lagoa da Serra – Tocantins – tesouros como este devem ser preservados – em esta vegetação sobra o solo arenoso e o clima desértico

A China descobriu na prática que o excesso de metal e concreto aumentam as temperaturas,  em especial no verão, que a ausência de mata em torno das cidades cria desertos e abre caminho para tempestades de areia que tornam o ar irrespirável. Sem plantas para consumir o co² produzidos pela vida na cidade o ar na cidade se torna nocivo aumentando a quantidade de doenças cardio respiratórias e onerando o sistema de saúde publico. Pessoas doentes trabalham menos e com menos qualidade – sejam empresários ricos ou operários.

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Ensaio do Gato de botas – e uma historinha para descontrair.

Era uma vez um lindo felino que vivia tranquilamente em sua amada liberdade.

Gatos amam liberdade. Dizem que gatos não amam seus donos – mentira. Esse gato foi dado de herança para o filho de um moleiro (não ouvimos mais falar dessa profissão hoje em dia, mas era muito comum antigamente, na época dos reis, ogros, gigantes e gatos falantes.

O filho do moleiro que herdou o gato era o filho caçula, e não tinha nada na vida, mas sonhava com muitas coisas então o gato, que sempre recebeu leite fresco e pedaços de carne e peixe, decidiu que ia ajudar seu amigo, novo dono e bem feitor.

Mas como?

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Gatos são muito espertos.

Ele pediu ao jovem dono uma casaca, um chapéu e um par de botas.

O rapaz só tinha uma roupa de ir à missa dia de domingo e um par de botas para trabalhar. Mas o gato era seu amigo, e ele decidiu confiar neles.

Assim que o gato colocou o chapéu, a casaca e as botas ficou parecendo um marques ( um tipo de nobre). E começou a andar em duas pernas, todo metido a besta.

– Pode deixar, agora que eu pareço um marques vou transformar você em um príncipe.

IMG_3167Dizendo isso o gato sumiu dentro da floresta mais escura e assustadora do reino. Caminhou sozinho por dois dias e duas noites até chegar ao castelo de um terrível ogro devorador de gente.

Muitos heróis tinham tentando derrotar o ogro, e a entrada do castelo estava cheia de espadas, lanças, armaduras e ferraduras de lindos cavalos. Todos devorados pelo ogro.

O ogro tinha sequestrado a filha do rei e estava pronto para se casar com ela.

Os criados do castelo estavam preparando o banquete de casamento, e a princesa do alto da torre chorava quando viuIMG_3243 o gato.

-Eu vim te ajudar.

A princesa ficou desconfiada.

-Como, se você é tão pequeno?

-Mas sou esperto. Tenho uma ideia. Quando eu entrar pela porta da frente diga que sou um marques do rei. Que sou nobre e rico, e que vim para ser testemunha do casamento.

A princesa muito esperta aceitou o plano.

Quando o gato entrou ela disse que era um enviado do rei. O ogro farejou o gato e gritou.

-Teremos espetinho de gato para entrada.

IMG_3238-Não. – gritou  a princesa. – Se vamos casar não pode comer os enviados do meu pai. Pelo menos não todos. O rei deve saber que meu marido é poderoso. Deixe que o Marques gato veja seus poderes.

O gato adorou a esperteza da princesa e começou a pedir provas do poder do ogro que transformou-se em um leão, e depois em um dragão.

– Virar coisas grandes é fácil, quero ver virar coisas pequenas. Como… Como um rato.

Assim que o gigante virou um rato o gato pulou sobre ele comeu. A princesa bateu palmas.

– E agora? – a princesa perguntou.

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-Meu mestre é um jovem muito bonito, e agora o dono desse castelo, e de tudo que era do ogro que eu comi. Que tal casar com ele. Te prometo que vai ser melhor marido que o monstro.

A princesa pensou. Se voltasse para o castelo ia ser obrigada a casar com algum estranho escolhido pelo pai, mas ali ela mesma podia escolher o marido.

-Se ele for bonito e prometer não ser chato, mandão ou mal educado eu topo.

-Eu vou buscar o meu mestre, enquanto isso pode fazer o que quiser com o castelo.

A princesa que nunca teve

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liberdade na vida mandou e desmandou no castelo e fez

 

tudo do jeito dela.

O gato atravessou a floresta levando as roupas mais bonitas que encontrou para o seu mestre. Contou a aventura e juntos voltaram ao castelo que era do ogro.

Quando o gato e o mestre chegaram ela avaliou seu novo príncipe e achou ele melhor que os nobres metidos a besta do castelo o pai. Casaram-se e decidiram ser os melhores amigos um do outro e o gato passou a ser o homem de honra do castelo tendo o melhor leite e os melhores peixes que pudesse comer.

Como ele gostou muto das roupas e botas passou a ser conhecido como o nobre e corajoso gato de botas – matador de ogros.

Minhas opiniões

Assédio ou Cantada?Homens não podem mais Flertar?

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O horizonte é mais vasto e a vida mais agradável para aqueles que respeitam ao próximo independente de cor, sexo, cargo ou classe socioeconômica. O respeito ao próximo nos define e nos eleva além da mesquinhez do mundo.

Com a visibilidade que algumas famosas deram ao velho problema do assédio começamos a andar em um terreno nebuloso. Qual a diferença de uma cantada para o assédio? Homens não podem mais Flertar?

Vamos aos fatos, cantadas são incomodas, desagradáveis e muitas vezes vulgares. Não fazem uma mulher sentir-se bem, não é um elogio e E São MUITO DIFERENTE DE FLERTAR.

Ao contrário do que muitos homens gostam de dizer por aí, a maioria de nós, mulheres, não se sente prestigiada ou enaltecida ao ser assediada na rua por um sujeito que ela não conhece e, tampouco, tem a intenção de conhecer e muito menos por um colega de trabalho ou um chefe. Isso nos deixa tristes, fere nossa integridade e nos faz pensar – “Que homem nojento.”

Por mais incrível que pareça NÃO NOS VESTIMOS PARA AGRADAR AOS DESEJOS SEXUAIS DOS HOMENS, por isso não nos interessa quais são suas opiniões ou desejos diante de nossos corpos, simplesmente, porque não somos corpos, somos pessoas, que possuem sentimentos e, também, medos. E um dos medos constante na mente de qualquer mulher é o abuso sexual, que pode começar com uma aparentemente inofensiva “cantada”

Para a maioria de nós, escolher o que vestir é pensar – Estarei confortável para a tarefa que vou desempenhar no trabalho? Terei mobilidade? Sentirei Calor ou Frio? Gosto da pessoa que vejo no espelho? Só muito depois disso vem “O que vão pensar dessa roupa?” e muitas de nós nem pensamos nessa ultima pergunta. A vida tem demandas muito mais urgentes do que preocupar-se todos os dias com o que pensam das nossas roupas.

Vamos por partes e dividir as três coisas que nomeiam o post

Flertar:

Claro que homens podem flertar. Não há  nada de mal ou errado nisso, o problema começa onde acaba o respeito ao espaço e a integridade do outro. Lembrando que flertar não é e nem deve ser entedio como pressionar a mulher a querer algo.

Flertar é começar uma conversa, tentar conhecer o outro. Tentar chamar a atenção positivamente para si mesmo seja para um encontro de uma noite ou na busca de um parceiro para a vida toda. Ou seja, quando um casal flerta estão tentando compreender um ao outro, estabelecendo limites seja por meio da comunicação verbal seja pela linguagem corporal. Afinal nos comunicamos não apenas com palavras. Um gesto, um olhar podem indicar tão bem quanto palavras quando estamos confortáveis ou não com a situação. A situação deixa de ser saudável quando uma das partes finge não entender uma negativa ou um pedido para ir mais devagar.

Flertar e saudável e faz parte do comportamento humano social e parte do mecanismo que aproxima homens e mulheres e não vale só para solteiros em busca de alguém, mas casais que se amam e respeitam ainda flertam no conforto do lar renovando a afeição mútua, saem juntos, se namoram.

Assédio 

26731174_1788207657919881_939689259742283760_nO assédio é uma forma de violência que pode ocorrer de três formas: ASSÉDIO MORAL, ASSÉDIO SEXUAL, E A JUNÇÃO DOS DOIS.

É violência porque viola o espaço físico e emocional do assediado. Não respeita recusas ou negativas constrangendo o assediado e chegando a criar situações humilhantes, seja em particular, e/ou ambiente de trabalho, ou familiar, ou social, ou nas redes sociais, na rua, teatros, cinemas, ônibus, trens…. na praia…

O assedio é um crime difícil de ser apurado  porque joga com as posições de poder – chefe/empregado, professor/aluno, homem/mulher. Quase sempre aquele em posição socialmente mais fraca acaba sofrendo duplamente pois além do assedio é culpabilizado tendo sua identidade e caráter questionados a todo momento. (Foi assediado porque vestia assim, foi assediado porque trabalha em ambiente masculino, foi assediado porque é jovem, porque deu moral, porque é solteira….)

Cantada 

Existem dois tipos básicos. – A cantada idiota do cara que não sabe flertar, e a cantada machista é uma forma de assedio verbal.

Veja alguns exemplos e diga nos comentários se gostaria de ser abordada com uma dessas.

“Você não é um pescoço, mas mexeu com a minha cabeça!”

“Não sou traficante, mas eu quero a sua boca.”.

“Estou realizando uma campanha de doação de órgãos! Você não quer doar o seu coração pra mim, não?”.

“Gata, o seu nome é Tamara, não é?” (Espere a resposta e certifique-se de que o nome da moça não seja Tamara) “Porque você TAMARAvilhosa!”.

“Nossa, você não usa calcinha, você usa um verdadeiro porta-joias!”.

“Gata, você é tão linda que não caga, lança bombom!”.

“Se você fosse um lanche dessa lanchonete o seu nome ia ser X-Pincesa”

“Gata, me chama de demônio e deixe q eu te possua.”.

“gatinha, se você ficar comigo nunca vai ter que pegar na enxada, só vai ter que fazer amor comigo da manhã até a madrugada.”

“gatinha, se beleza nascesse em ovo, você seria a dona da granja”

Minhas opiniões

Refletindo sobre o natal

Esta semana uma querida amiga criticou (com sua parcela de razão) a decoração de natal do Shopping Flamboyant em Goiânia, que tem como temática Londres. Ela esperava algo mais “étnico” ou “brasileiro.” Entendo a inquietação dela e considero válida, mas aí vai a minha inquietação: “O que tem de brasileiro no natal?”

Se pensamos bem a festa como um todo não nos pertence, ela foi trazida com um viés comercial de comida exageradamente farta e uma figura mítica vestida de vermelho e branco viajando em um trenó com renas. Essa figura sequer pertence ao rito cristão que deveria nesta data celebrar o nascimento de cristo, visto que a data foi instituída pela igreja.

As nossas decorações de natal remetem a pinheiros, bolas e neve. O que isso tem haver com Cristo? Em Nazaré nevava? Cresciam pinheiros por lá? Criamos toda uma mitologia comercial e cinematográfica para justificar o velhinho com roupas de inverno e barba longa que atende aos interesses do comercio desvirtuando a noção de amor ao próximo para uma obrigatoriedade de comprar presentes.

Como todas as pessoas adoro ganhar um presente de alguém querido, mas não engulo essa obrigatoriedade natalina que faz crianças choraram pela boneca ou o brinquedo da moda, que faz pais gastarem o que não tem para “dar um bom presente” Se o nascimento é de Cristo, se ele é o aniversariante porque estamos todos as voltas de satisfazer necessidades materialistas?

Desde criança as histórias com renas e trenós me deixavam confusa, me fazia mais sentido uma prece, ou mesmo a missa do galo.

Não sou contra festas, mas me incomoda o vazio que existe nelas. Não é preciso ser natal para reunir a família, amar aos parentes, distribuir carinho, mas uma vez que estejamos dispostos a nos reunir nesta data com o pretexto do nascimento de cristo, deviamos pelo menos consagrar uma parte deste dia para honrar os valores cristãos, para refletir sobre o quanto temos seguido o exemplo do mestre, o quanto amamos e respeitamos nossos semelhantes dentro e fora da família, como foi nossa luta ao longo do ano para ser mais honestos que no ano anterior, melhores que no ano anterior. Alguém de fato faz isso? Alguém olha para dentro de si? Ou estamos mais focados “no que vai ter para comer?” “O que vou ganhar?” “Esse presente que estou dando foi caro e espero que quem ganhou seja grato.” “Peguei uma cartinha no correio e vou fazer a minha boa ação do ano.” “Não faço nada pelos mais pobres, mas estou ajudando uma comunidade carente a ter ceia.” (sem pensar no resto do ano que aquela comunidade precisa de apoio, afinal a solidariedade existe só no natal.)

Uma decoração de natal Londrina não me incomoda, até gosto, visto que vejo a coisa toda do natal como algo estrangeiro e ficcional.

Acredito que se quisermos trazer a ideia do natal mais para a nossa realidade, a ponto de criar uma identidade brasileira para o natal a primeira coisa a fazer seria esquecer o mito do noel e voltar à manjedoura. Os presépios natalinos evocam muito mais a noção de Rei dos humildes do que os pinheiros decorados.

A imensa campanha publicitaria das grandes lojas esmaga a ideia da troca de presentes, cria uma obrigatoriedade que tira o sentido principal de presentear um ente querido. Não somos os reis magos devotando amor e respeito ao homem que nasceu para mudar e melhorar o mundo, temos sido crianças mimadas que se esquecem do aniversariante e ficam embriagadas pelas próprias necessidades.

Isso que é a decoração “Londrina” uma forma de nos embriagar rumo ao consumo e nos fazer esquecer da humildade do rei que deu a vida para nos ensinar a amar ao próximo, a sermos tolerantes.

Mas como seria uma decoração com uma identidade nacional?Eu ainda não consigo vislumbrar algo assim, visto que o natal que conhecemos é a comercialização de uma comemoração cristã. Criar uma identidade seria refletir sobre o real significado para nós brasileiros, para recriar e resinificar do nosso modo. Assim como fizemos com as religiões africanas que deram origem a Umbanda, Candomblé e Quimbanda etc. Enquanto comprarmos a ideia dos filmes americanos, as decorações europeias e nos esquecermos de que Cristo nasceu no oriente médio, em uma região mais parecida com partes do nosso nordeste do que com florestas nevadas não seremos capazes de criar um Natal Brasileiro. Seremos reféns de decorações e motivos importados, que a seu modo são belos, mas não dos dizem grande coisa, não ecoam no fundo de nossas almas, não trazem uma identificação pessoal entre nós e o aniversariante.

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Carta aberta aos Ministros do Supremo, por Luís Nassif

http://jornalggn.com.br/noticia/carta-aberta-aos-ministros-do-supremo-por-luis-nassif

Quando se cria um escândalo em torno da compra de uma tapioca com cartão corporativo e se cala ante o fato de um presidente ser denunciado por crimes e se manter no cargo, algo está errado, como observou recentemente Herta Däubler-Gmelin, que ocupou o cargo de ministra da Justiça na Alemanha entre 1998 e 2002. Ela lembrou o caso do presidente Christian Wulff, que renunciou devido a um depósito de 700 euros em sua conta.

Por aqui, há tempos a mídia aprendeu a conviver com o escândalo seletivo e fugir dos escândalos essenciais. Com isso, um dos freios centrais de uma democracia, contra abusos de autoridades  – as reações públicas a atitudes escandalosas – perde a eficácia.

Só um notável entorpecimento moral para explicar a falta de reações dos Ministros do STF (Supremo Tribunal Federal) às atitudes de Gilmar Mendes.